Lista de Poemas
Matando a saudade
Tempo que vai
Matando a saudade.
Tempo que vem,
Trazendo ansiedade,
Deixa no peito
A plantada a vaidade.
E quando paramos
Para pensar de verdade,
Há muito que fomos
engolidos pela idade!
Secando lágrimas
Por acreditar que me amavas,
Despreparei meu coração para o sofrimento,
Caí na rotina do véu do sentimento
E agora rasgo o tecido, secando lágrimas...
Amor conselheiro
Estou certo que não vou desistir!
Tenho o ar como meu companheiro(...)
O vento que me impulsiona a seguir
E o teu amor que me encoraja como conselheiro.
O tempo e o amadurecimento
Para dissipar o cheiro da saudade, o vento;
Para nos enlaçar no mar profundo da ilusão, o sentimento.
Para confundir a eterna felicidade, o momento
E somente o tempo, com a experiência... O amadurecimento!
Cheiro de extravagância
Nos caminhos que trilho, nada me impede de chegar:
Se encontro pedras, desvio-me delas;
Se surgem espinhos, estou bem calçado com a perseverança...
Se encontro flores... Ah, as flores! Tento colhê-las,
Pois servirão, os seus perfumes, o cheiro da minha extravagância!...
Amargura no calabouço
Somente se ouvirá da música a nota perfeita,
E se sentirá o melhor perfume da flor...
Ou somente se gozará o melhor dia de sol...
Dormirá a melhor noite repousante
ou beberá da fonte a água mais pura,
Quem se deixar viver do mais impoluto amor
E prender no calabouço da vida sua amargura!
Chama do milênio
Quando o fogo do meu desejo
Recebe como alimento o teu oxigênio,
Nem o contato com teu doce beijo
Pode apagar a chama por um milênio!
Sem vida, nem malícia
Quando ficares pasmado com uma mera desgraça
E plácido com uma catástrofe numa estatística,
Então sua cauterizada mente já não percebe a graça
E nem vive o amor, a vida, nem sua malícia!
Mente passiva
O menino, fascinado pelo sol, subiu no morro para vê-lo nascer
E quando o viu surgir atrás dum monte se decepcionou.
Num outro dia subiu no monte, mas então questionou
Porque o mar chegara antes... e ele viveu até a morte sem compreender.
Nos bares boêmios
Quando a madrugada chega nos bares boêmios da rua da capital,
Eleva seus freqüentadores de simples consumidores a grandes faladores...
E eles falam, se cumprimentam e lastimam a solidão, como tema central,
Mas não se permitem sofrer pela ausência delas, em seus corações sofredores.
Comentários (0)
NoComments
Português
English
Español