Lista de Poemas
Cronica do Alto
Uma criança que corre
Um cão que late
Uma mulher que a rua atravessa
Um boi correndo para o abate
Dois amantes emendando conversas
Um empresário temeroso de um assalto,
Tudo da pra ver daqui do alto.
Um cansado no banco da praça
Alimenta pombos e observa o movimento
No cruzamento, o palhaço e sua graça,
Na expectativa de garantir o seu sustento.
O feirante, o bicheiro. O padeiro sovando a massa...
E o gari varrendo o asfalto,
Tudo da pra ver daqui do alto.
Um bebê nascendo corado
E sua mãe o observando a sorrir.
Correndo para a condução, o jovem atrasado
Porque se esqueceu que noite é feita pra dormir.
Um policial na esquina parado,
E uma linda jovem caindo do salto.
Tudo da pra ver daqui do alto.
O médico com seu paciente dialogando
E o pediatra acalmando uma criança
O lavrador após a chuva, o milho plantando
O jovem casal trocando alianças.
Um injusto mandatário governando.
Tudo da pra ver daqui do alto.
Tudo. Tudo mesmo da pra ver daqui do alto.
Um cão que late
Uma mulher que a rua atravessa
Um boi correndo para o abate
Dois amantes emendando conversas
Um empresário temeroso de um assalto,
Tudo da pra ver daqui do alto.
Um cansado no banco da praça
Alimenta pombos e observa o movimento
No cruzamento, o palhaço e sua graça,
Na expectativa de garantir o seu sustento.
O feirante, o bicheiro. O padeiro sovando a massa...
E o gari varrendo o asfalto,
Tudo da pra ver daqui do alto.
Um bebê nascendo corado
E sua mãe o observando a sorrir.
Correndo para a condução, o jovem atrasado
Porque se esqueceu que noite é feita pra dormir.
Um policial na esquina parado,
E uma linda jovem caindo do salto.
Tudo da pra ver daqui do alto.
O médico com seu paciente dialogando
E o pediatra acalmando uma criança
O lavrador após a chuva, o milho plantando
O jovem casal trocando alianças.
Um injusto mandatário governando.
Tudo da pra ver daqui do alto.
Tudo. Tudo mesmo da pra ver daqui do alto.
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Carta Branca
Se observares ao seu lado,
Verás que cada peça, no mundo, nosso cenáculo,
São pedaços separados
Mas que juntos formam o espetáculo!
Pessoas arduamente trabalhando,
No afã de algo produzir
E deixar um legado para que seus sucessores
Possam dele, usufruir.
Pessoas se preocupando com as outras;
Médicos curando doenças
Sacerdotes procurando introduzir
Mesmo que nem acreditem em sua crença.
Pessoas plantando o alimento,
Soldados defendendo sua pátria.
Um músico afinando o instrumento
Para encenar a sua ária.
Homem edificando ou destruindo-se.
Tudo se pode fazer, temos carta branca
Mas não se pode esquecer
Que se colhe tudo que planta.
Verás que cada peça, no mundo, nosso cenáculo,
São pedaços separados
Mas que juntos formam o espetáculo!
Pessoas arduamente trabalhando,
No afã de algo produzir
E deixar um legado para que seus sucessores
Possam dele, usufruir.
Pessoas se preocupando com as outras;
Médicos curando doenças
Sacerdotes procurando introduzir
Mesmo que nem acreditem em sua crença.
Pessoas plantando o alimento,
Soldados defendendo sua pátria.
Um músico afinando o instrumento
Para encenar a sua ária.
Homem edificando ou destruindo-se.
Tudo se pode fazer, temos carta branca
Mas não se pode esquecer
Que se colhe tudo que planta.
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