Quando eu amo alguém assim
Quando eu amo alguém assim,
o fogo da paixão, arde dentro de mim.
Quando eu amo alguém assim,
o sangue acelera dentro de mim.
Quando eu amo alguém assim,
é quando tenho mais vontade de viver,
e fazer-te crer, que este amor não tem fim.
Quando amo alguém assim,
sinto o amor florescer dentro de mim,
como as flores florescem,
dentro do mais belo jardim...
Luzern, 24.04.2016, João Neves,
Quem és tu?
Um dia tive um sono,
procurei uma árvore,
olhei vi uma acácia e deitei-me.
Dormi o mais lindo sono da minha vida,
foi tão bonito,
que todas as Primaveras ali vou dormir,
para sonhar como sonhei,
contigo meu doce amor.
Tu, que vens todas as noites
e me roubas meus sonhos, meus pensamentos,
tu que entras no meu sonho,
tiras de mim o que tenho de melhor,
o mais profundo desejo,
as maiores vontades,
o melhor beijo, o maior abraço.
o mais doce e irresistível,
tu como a calda de chocolate,
seduzes-me completamente,
tiras o meu sono,
fazes de mim o que bem queres!
mas quem és tu
como é bonito sonhar...
Luzern, 12.04.2014, João Neves
Ó minha mãe dos meus encantos,
Ó minha mãe dos meus encantos,
por quem me encanto eu,
peço a todos os anjinhos do céu,
Que a cuidem, ela é um encanto meu,
Abride-me uma rua nesta longa estrada,
que minha mãe quero ver,
quero-lhe beijar o rosto,
antes da vida a querer comer.
Antes da vida a comer.
Antes da terra a tragar.
abride-te estrada encurta esta distância,
Que a minha mãe quero abraçar.
Minha mãe me disse um dia,
Filho nasceste a chorar,
eu de resposta lhe disse.
Mãe mas hei-de morrer a cantar...
Aí se eu soubesse
Ai se eu soubesse cantar,
cantaria as canções mais bonitas,
para te embalar,
seriam letras vindas dos poemas,
nascidos e criados dentro do meu coração,
não te queria machucar, nem ofender,
com palavras delicadas.
Apenas quiz merecer a tua atenção,
e tu sacas-te pra fora essas garras de leão...
Estou doente de ti
Estou doente de ti,
da cura já não tenho esperança,
a sede de um amor louco, deixou-me mágoa,
onde tu és na minha secura a única água.
Esse olhar me mata
Eu quero morrer
Aponta-me essa faca
Não tenhas medo de o fazer
Que esse teu olhar ja me mata...
O passado voltou sem eu me aperceber,
Voltei no tempo, ao carrossel do amor,
o passado voltou sem me aperceber,
entre pipocas, torrão e algodão doce,
meus tempos de criança voltei a viver.
Perguntei à noite
Perguntei à noite, se ela me amava,
senti minha alma destrossada,
quando ela me disse, de ti nao quero nada,
chorei e chorei até de madrugada...
Escravo do teu amor
Não sei o que tem a tua voz,
muito menos o que tem a tua boca,
que deixam em mim uma paixão louca,
De noite ao dormir
a Deus rezo, pra de ti me esquecer,
Hoje sei que sou escravo do teu amor,
e esses teus olhos, azuis,
como o azul do céu e do mar,
vivem fechados pra não verem,
as minhas tristes lágrimas derramar.
Quero as minhas veias cortar pra sofrer,
e tirar todas as gotas de sangue,
pra depois assim morrer...
Silêncio mortal
E tu, feito pássaro da morte,
pousaste no canto da minha escrita,
roubaste todos os meus silêncios,
provei do teu gosto e guardei,
todos os teus sabores,
misturei ao meu sabor o sal do teu suor.
Bailei nos versos que a tua boca preferiu cantar.
bebi todos os teus segredos,
enfrentei todos os meus medos,
arrepiei-me com todos os teus poros e fiz renascer,
todos os teus apaixonados desejos,
Profanei a tua alma e, em troca, desnudei-te a minha.
É inútil esse teu profundo silêncio,
nestes dias que cheiram a taciturnidade,
sinto o teu cheiro e ouço todos os teus passos,
passeando por esta vazia e fria cidade...
Luzern, 27.03.2020 João Neves
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!