Artista moribundo
Se alguém me perguntar por ti
vou dizer, que tu vives e viverás para viver
antes de padecer, sei que vivias pra cantar
volta que tens ainda muito para nos dar.
Meu Deus, ouve as minhas preces,
rezo e peço-lhe por tudo pra que tu regresses.
sei que nunca irás estar só
devagarinho, o mundo será teu, tu o mereces.
O teu coração não vai ceder,
ele é tua maior paixão, não te deixará sofrer,
sem fazer planos para o que virá depois,
sei que tu irás cantar muitas vezes pra nós dois.
Meu amor olha bem pra mim
Viste?
como os meus lábios tremem pra te beijar?
Não vez os meus braços?
como se abrem para te abraçar?
Necessito-te meu amor,
Hoje queria dizer-te tantas coisas,
Olha bem para mim,
até os meus olhos não param de chorar...
Luzerna, 23.09.2018, João Neves
Fado
Sardinha e bacalhau assado,
uma guitarra a trinar,
um fado,
ele entoa desde
o Rio Tejo até Madragoa,
este fado é nosso,
este fado é de Lisboa...
Quadras soltas 4, beijo, flor e amor
Uma tempestade de beijos,
quero dar nessa tua linda boca,
te darei tantos, tantos,
que te deixarei louca.
Imensas são as flores,
que tens ao teu redor,
partilham contigo felicidade,
e dão-te perfume e amor.
Que tenhas um bendito dia,
repleto de felicidade e alegria,
e que o teu bonito coração,
esteja sempre na minha companhia...
Luzern, 11.07.2020 Joao Neves
Aos que sentem melhores que ninguém...
Ser feliz não e ter casa, e dinheiro
Ou um luxuoso carro na porta,
Podem pensar que tem tudo,
mas no fundo não tem nada.
Não sabem nem sorrir,
não passam de pessoas mortas por dentro.
Sempre brilha a tristeza no seu olhar,
não sabem viver, muito menos sentir,
não conseguem nem imaginar,
o que é ser feliz.
Um dia vi como a lua beijava o mar,
Olhei pra ela, ali estava,
sentada numa cadeirinha de rodas,
Onde rodava a sua felicidade,
Olhei-a nos seus lindos olhos,
Apenas tinha seus dez anos de idade,
Olhou para mim, me sorriu,
Senti um arrepio, porque é que num dia tão quente?
Tinha que sentir o maior calafrio
Tive nesse dia a minha maior derrota,
Que ao ver-la sorrir, senti-me um enorme idiota...
Luzerna, 14.09.2018, João Neves,
Eu sem ti
Eu sem ti,
sou como um barco á deriva em alto mar,
sou um campo despovoado e triste
onde não existe uma só planta ou flor.
Sou a onda que vai e vem sem destino,
que transporta a tristeza e a dor
Sem ti, sou um nada, sem ninguém
Sou as lágrimas mais tristes
choradas por alguém...
Luzerna, 13.06.2020, João Neves...
Pobre velhinha
Chora agora abandonada,
com lágrimas de fome,
ela que por todos é desprezada,
há muitos dias que não come,
esta pobrezinha azarada,
no frio da rua ela dorme,
por deus seja louvada...
Luzerna, 13.09.2014, João Neves...
Porque me duele lalma?
Después de tantos dias hermosos,
Tantas noches maravillosas,
Quisiera yo saber porque me duele tanto el alma,
Los versos que el amor me dio,
Se los llevó el viento,
Hoy solo ay en mi,
tristezas, esperanzas, penas, flores destruidas
Ahora estoy en la ventana
Contemplando el tiempo, la brisa me toca la face,
No vale la pena esperar más,
Traté de devolver la fé a mi alma que esta moribunda,
Busqué la soledad del cuerpo que fue mio un dia,
Y ahora sin tenerte aquí,
Ya no hago poesía,
Tristezas, sufrimientos, hacen parte de mi dia a dia,
son penas que no lo merecía...
Sinto-me perdido
Sou um homem perdido,
sem luz no meu caminho
Todos me odeiam,
vivo a vida sem carinho.
Moro numa rua escura, abandonada,
numa estrada feita de calçada.
Não consigo nem por os pés no chão
dói-me a alma doí-me o coração.
Seja de inverno ou de verão ,
mesmo que haja calor ou esteja frio,
dentro de mim sinto um enorme vazio.
Luzerna, 06.09.2016, João Neves.
De que serve escrever ou sonhar?
De que me serve escrever, inventar, sonhar sem pensar
no meu interior atormenta-me a maldade desta realidade,
As guerras continuam na actualidade,
e eu sozinho não consigo terminar com essa maldade...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!