Leva-me até ao infinito, mas não me deixes cair.
Faz-me sentir, faz-me vibrar,
acaricia meus sentidos,
sem medo, sem temor,
Que a minha Quimera apaixonada,
nunca deixe de pensar.
causando-me no corpo o desejo de continuar,
sem parar um só único momento.
Quero ter a felicidade de te sentir,
para desfrutar de ti e acreditar em ti,
Que as tuas carícias satisfaçam todo o meu ser,
desde o romper da aurora ao anoitecer,
leva-me até ao infinito, mas não me deixes cair.
Ó relógio acelera esse teu bater.
Ó relógio que estás na torre,
acelera esse teu bater,
e eu aqui sentado, amargurado,
esperando por ti, estou a sofrer.
As horas, essas?
não passam, só porque eu quero.
Escuto a cada segundo o seu cintilar.
levantei-me dei alguns passos,
segui em frente, cheguei ao altar,
já de joelhos, iniciei a rezar,
pronunciei teu nome, chorei,
gotas salgadas, como a propria água do mar,
da porta alguém pronunciou meu nome,
me ergui e iniciei a caminhar,
levantei os olhos do chão,
olhei pra frente, com meu triste olhar,
entre os raios deste sol de inverno,
vi os teus lindos olhos brilhar,
gritas-te vem meu amor, vem me abraçar
sou eu essa mulher,
apesar da distância, nunca deixei de te amar...
Luzerna, 03.03.2022, João Neves.
Poema inundado pelo meu pranto
Hoje pra aliviar a minha saudade,
como meu apreço ao amor que sinto por ti,
passei a toda a noite chorando,
e senti que mesmo longe, te estou amando,
Ao leres este meu versar,
irás sentir que não parei de chorar,
Guarda muito bem estes versos que te escrevi
inundados pelo meu pranto,
e sentirás que cada dia te amo mais e mais, te amo tanto,
Se algum dia sentires por mim um pouco de saudade,
beija estes simples versos que redigi inundado de pranto.
Luzerna, 23.02.2022, João Neves.
Guerra maldita
Faço parte deste maldito universo que anda à deriva
onde pessoas malditas têm mente destrutiva,
Eu sou apenas o silêncio de uma boca tapada
desta Europa que pouco faz ou pode fazer nada.
Sou uma noite sem luar, sou o dia mais escuro,
sou o choro inocente dos que morrem selvaticamente,
sou o grito do desespero do humano mais sincero,
sou o soldado da guerra e da paz, onde morrer ou não, tanto faz.
sou a voz ferida de um povo que morre de dor e destruição,
sou o pranto de uma mãe que perde um filho, um amigo ou um irmão...
Luzerna, 04.03.2022, João Prates.
Das gaivotas se ouvia!!
Teu sangue fervia,
queimava a areia branca sob nós.
e naquela tarde chuviscava,
gotas silenciosas da nossa voz,
das gaivotas se ouvia,
a mais romântica e bonita melodia.
O tempo, esse passava veloz,
fazendo ainda maior o amor que senti por ti,
naquela linda praia da Figueira da Foz...
Luzerna, 23.02.2022, João Neves.
Acordei com vontade de chorar
Hoje acordei,
com uma enorme vontade de chorar,
na minha face rolam dois rios de lágrimas,
Sei que você meu pai entrou em mim,
pra eu nunca mais o esquecer,
e pró lembrar sempre com muito amor.
esses rios de lágrimas que passam junto à minha boca,
um se chama saudade e o outro é dor.
Luzerna, 22.02.2022, João Neves.
Vendo a minha alma pra te fazer feliz
Vendo a minha alma pra te fazer feliz,
deixo de viver no meu reino somente por ti,
posso ser uma sombra que te segue até ao fim,
tantas vezes sou um barco à deriva no teu imenso mar.
na espera de um sinal pra atracar.
Sou um palhaço quando te queres rir,
Sou a tua lágrima na hora de despedir.
Sou teu melhor amigo, quando te abalroas na solidão.
Sou o sangue bombeado no teu coração.
Mas jamais penses que és dona de mim ou da minha vontade.
vivo de ti em mim, na mais pura da liberdade.
Posso ser rude ou ser o teu singelo carinho
como posso ser a mais bonita rosa ou o mais venenoso espinho.
Luzerna, 25.02.2022, João Neves
É tarde de mais
Que pena meu amor
é tarde de mais,
já não sinto teu calor,
como quando atracavas teu barco no meu caís.
Pedras da minha calçada
Nasci na sua alçada,
por elas passei, caí, me machuquei,
estas foram as pedras da minha calçada,
também caminhei sorri e chorei.
Nas pedras da minha calçada
nelas joguei à bola, corri e tropecei,
entre terra, areia e erva mal cortada,
pulei e saltei, numa vida já passada,
Como a nossa vida é uma simples passagem,
eu guardarei pra sempre,
esta pequena e simples homenagem...
Pego,13.12.2014, João Neves.
Noite chega escura e ventosa
A muito não escrevia,
nem nada dizia,
aproveitei esta noite escura e ventosa
entrando já na madrugada que,
será longa mas mais calma,
ira fazer sair de dentro de mim,
tudo o que me vai na alma...
E na neblina, dos meus olhos,
faz eu ver ao longe uma cortina,
de um nevoeiro cerrado,
que deixou branquinho o meu telhado
que me faz sentir uma enorme saudade,
de voltar ao longínquo passado.
Luzerna, 17.02.2022, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!