Escritas

Lista de Poemas

Cântico dos Cânticos: Vertigens

Eu o avistei em minha varanda: meu amante.
Santo Daime me possui.
Ó, suco leitoso direito de seu bulbo em minha boca: hul gil.
Estou banhada, sedada, serena e vigorosa.
Me mantive vigilante esperando a casa adormecer,
Agora meu sexo pulsa com a aproximação do meu amado.
Ele se aproxima da porta,
Não o esperarei bater, meu adorável afrodisíaco, minha volúpia, meu caramanchão errante,
Entre! Sua presença é um orvalho que umedece meus lábios. Meus lábios - gotas da noite.
Ele me liberta de minhas roupas, e eu das suas.
Avança sobre meu corpo; eu sobre o seu.
Acaricia as frestas de minha intimidade.
Estremeço e abro as portas de meu corpo para que penetre meus cômodos.
Sinto seu doce aroma além das aldravas de minha libido.
Sua respiração: Hálito do Diabo
Minha alma desfalece.
Onde está meu amor?
Por que não me responde?
Divago pela noite a sua procura, não o encontro;
Sou encontrada, meus olhos são vendados, uma fita lacra meus lábios, sou espancada, ferida, estuprada, abandonada.
"Oh, doce gazela, não somos nós melhores do que seu amado?".
[...]
Teria eu sido desagradável ao meu amor?
Por que partiu?
Quem eram aqueles soldados?
Seriam eles seus enviados para fazer sua justiça contra minha insensatez?
Me sinto enferma e confusa, meus ossos doem,
Meu noivo acordará e procurará por mim.
Serei castigada por minha infidelidade?
Pele clara, face rosada, cabelos crespos,
Terá sido o ultimo após dez mil?
Canteiro de bálsamo, flores perfumadas, lírio gotejante;
Anéis de ouro e berilos, dentes de marfim, boca de safira;
Colunas de mármore, bases de ouro, líbanos, cedros;
Voz suave e sedutora, insaciedade, flama.
O meu amigo, o meu amado, o meu amante...
Necromancia.
👁️ 173

Cântico dos Cânticos: Vertigens

Eu o avistei em minha varanda: meu amante.
Santo Daime me possui.
Ó, suco leitoso direito de seu bulbo em minha boca: hul gil.
Estou banhada, sedada, serena e vigorosa.
Me mantive vigilante esperando a casa adormecer,
Agora meu sexo pulsa com a aproximação do meu amado.
Ele se aproxima da porta,
Não o esperarei bater, meu adorável afrodisíaco, minha volúpia, meu caramanchão errante,
Entre! Sua presença é um orvalho que umedece meus lábios. Meus lábios - gotas da noite.
Ele me liberta de minhas roupas, e eu das suas.
Avança sobre meu corpo; eu sobre o seu.
Acaricia as frestas de minha intimidade.
Estremeço e abro as portas de meu corpo para que penetre meus cômodos.
Sinto seu doce aroma além das aldravas de minha libido.
Sua respiração: Hálito do Diabo
Minha alma desfalece.
Onde está meu amor?
Por que não me responde?
Divago pela noite a sua procura, não o encontro;
Sou encontrada, meus olhos são vendados, uma fita lacra meus lábios, sou espancada, ferida, estuprada, abandonada.
"Oh, doce gazela, não somos nós melhores do que seu amado?".
[...]
Teria eu sido desagradável ao meu amor?
Por que partiu?
Quem eram aqueles soldados?
Seriam eles seus enviados para fazer sua justiça contra minha insensatez?
Me sinto enferma e confusa, meus ossos doem,
Meu noivo acordará e procurará por mim.
Pele clara, face rosada, cabelos crespos,
Terá sido o ultimo após dez mil?
Canteiro de bálsamo, flores perfumadas, lírio gotejante;
Anéis de ouro e berilos, dentes de marfim, boca de safira;
Colunas de mármore, bases de ouro, líbanos, cedros;
Voz suave e sedutora, insaciedade, flama.
O meu amigo, o meu amado, o meu amante...
Necromancia.
👁️ 151

Sol Noturno

Quando o impossível se apresenta sem que ninguém o perceba,
O tempo evapora.
O tempo esse, este, serial killers, justiceiro, debochado, um inconsequente a serviço de Deus.
Quantas terezas teremos matado eu, Deus e o tempo?
Olhe o calor fazendo sexo oral nas poças!
Lama seca trincada no céu de minha boca.
Deixo?
O porquinho Prático está embalado em minha geladeira.
Cícero e Heitor?
Tocam flauta na floresta.
Olhe! O vento dança flertando com a poeira quase rente ao solo...
Que humildade!
Que venha um furacão!
Por quê? C@r@lho! Basta de fingir e fugir sob o julgo de olhos vadios.
E seu eu clonasse o passado?
Bobagem! Eu preciso ser essa mulher pior a cada dia.
Todas as drogas do mundo!
Pretérito do futuro subjetivo.
Cambaleante...
Nada para adorar, pouco para amar.
Se eu subisse me libertaria?
Não, desgraçada! O inferno é logo ali.
Deus não hesitaria em chutar seu traseiro nuvem abaixo.
Cante comigo os Cânticos de Salomão.
Não!
E esse sol noturno?
É doido!
Sexista.
Coisa de perseguição contra a lua e suas fases.
Invejoso!
Um velho morreu sufocado embaixo de suas cobertas.
Julho?
Sim, praia, piscina, férias, sorvete...
Janeiro?
Não, fevereiro.
Tudo bem! Gente normal, morre assim: cai, se afoga, sufoca no verão sob cobertas de inverno, toma surra, tiro, paulada, veneno, nojo de viver.
Morre vivendo...
Morre vivendo.
Edite morreu durante a extração de seus seios.
Entrou no centro cirúrgico como Tito Basco só para ser devolvida morta, duas horas depois, como Edite mesmo.
O pai de Edite agradeceu a Deus por se compadecer de sua reputação.
Viva a morte de Edite! Gritou dançando no corredor do hospital.
O hospital é aquele sustentado pelo povo e todo decorado com anjos e santos de olhos azuis?
Simmmmmm!
EEEEEEEEEEEEEEE...
Você não dorme?
Sim, estou esperando amanhecer.
Gosta da lua?
De que tamanho será o p@u do pai de Tito Bastos?...
O quê?...
👁️ 18

Sol Noturno

Quando o impossível se apresenta sem que ninguém o perceba,
O tempo evapora.
O tempo esse, este, serial killers, justiceiro, debochado, um inconsequente a serviço de Deus.
Quantas terezas teremos matado eu, Deus e o tempo?
Olhe o calor fazendo sexo oral nas poças!
Lama seca trincada no céu de minha boca.
Deixo?
O porquinho Prático está embalado em minha geladeira.
Cícero e Heitor?
Tocam flauta na floresta.
Olhe! O vento dança flertando com a poeira quase rente ao solo...
Que humildade!
Que venha um furacão!
Por quê? C@r@lho! Basta de fingir e fugir sob o julgo de olhos vadios.
E seu eu clonasse o passado?
Bobagem! Eu preciso ser essa mulher pior a cada dia.
Todas as drogas do mundo!
Pretérito do futuro subjetivo.
Cambaleante...
Nada para adorar, pouco para amar.
Se eu subisse me libertaria?
Não, desgraçada! O inferno é logo ali.
Deus não hesitaria em chutar seu traseiro nuvem abaixo.
Cante comigo os Cânticos de Salomão.
Não!
E esse sol noturno?
É doido!
Sexista.
Coisa de perseguição contra a lua e suas fases.
Invejoso!
Um velho morreu sufocado embaixo de suas cobertas.
Julho?
Sim, praia, piscina, férias, sorvete...
Janeiro?
Não, fevereiro.
Tudo bem! Gente normal, morre assim: cai, se afoga, sufoca no verão sob cobertas de inverno, toma surra, tiro, paulada, veneno, nojo de viver.
Morre vivendo...
Morre vivendo.
Edite morreu durante a extração de seus seios.
Entrou no centro cirúrgico como Tito Basco só para ser devolvida morta, duas horas depois, como Edite mesmo.
O pai de Edite agradeceu a Deus por se compadecer de sua reputação.
Viva a morte de Edite! Gritou dançando no corredor do hospital.
O hospital é aquele sustentado pelo povo e todo decorado com anjos e santos de olhos azuis?
Simmmmmm!
EEEEEEEEEEEEEEE...
Você não dorme?
Sim, estou esperando amanhecer.
Gosta da lua?
De que tamanho será o p@u do pai de Tito Bastos?...
O quê?...
👁️ 155

Sol de Sangue

Quando o impossível se apresenta sem que ninguém o perceba,
O tempo evapora.
O tempo esse, este, serial killers, justiceiro, debochado, um inconsequente a serviço de Deus.
Quantas terezas teremos matado eu, Deus e o tempo?
Olhe o calor fazendo sexo oral nas poças!
Lama seca trincada no céu de minha boca.
Deixo?
O porquinho Prático está embalado em minha geladeira.
Cícero e Heitor?
Tocam flauta na floresta.
Olhe! O vento dança flertando com a poeira quase rente ao solo...
Que humildade!
Que venha um furacão!
Por quê? C@r@lho! Basta de fingir e fugir sob o julgo de olhos vadios.
E seu eu clonasse o passado?
Bobagem! Eu preciso ser essa mulher pior a cada dia.
Todas as drogas do mundo!
Pretérito do futuro subjetivo.
Cambaleante...
Nada para adorar, pouco para amar.
Se eu subisse me libertaria?
Não, desgraçada! O inferno é logo ali.
Deus não hesitaria em chutar seu traseiro nuvem abaixo.
Cante comigo os Cânticos de Salomão.
Não!
E esse sol noturno?
É doido!
Sexista.
Coisa de perseguição contra a lua e suas fases.
Invejoso!
Um velho morreu sufocado embaixo de suas cobertas.
Julho?
Sim, praia, piscina, férias, sorvete...
Janeiro?
Não, fevereiro.
Tudo bem! Gente normal, morre assim: cai, se afoga, sufoca no verão sob cobertas de inverno, toma surra, tiro, paulada, veneno, nojo de viver.
Morre vivendo...
Morre vivendo.
Edite morreu durante a extração de seus seios.
Entrou no centro cirúrgico como Tito Basco só para ser devolvida morta, duas horas depois, como Edite mesmo.
O pai de Edite agradeceu a Deus por se compadecer de sua reputação.
Viva a morte de Edite! Gritou dançando no corredor do hospital.
O hospital é aquele sustentado pelo povo e todo decorado com anjos e santos de olhos azuis?
Simmmmmm!
EEEEEEEEEEEEEEE...
Você não dorme?
Sim, estou esperando amanhecer.
Gosta da lua?
De que tamanho será o p@u do pai de Tito Bastos?...
O quê?...
👁️ 181

Sol Noturno

Quando o impossível se apresenta sem que ninguém o perceba,
O tempo evapora.
O tempo esse, este, serial killers, justiceiro, debochado, um inconsequente a serviço de Deus.
Quantas terezas teremos matado eu, Deus e o tempo?
Olhe o calor fazendo sexo oral nas poças!
Lama seca trincada no céu de minha boca.
Deixo?
O porquinho Prático está embalado em minha geladeira.
Cícero e Heitor?
Tocam flauta na floresta.
Olhe! O vento dança flertando com a poeira quase rente ao solo...
Que humildade!
Que venha um furacão!
Por quê? C@r@lho! Basta de fingir e fugir sob o julgo de olhos vadios.
E seu eu clonasse o passado?
Bobagem! Eu preciso ser essa mulher pior a cada dia.
Todas as drogas do mundo!
Pretérito do futuro subjetivo.
Cambaleante...
Nada para adorar, pouco para amar.
Se eu subisse me libertaria?
Não, desgraçada! O inferno é logo ali.
Deus não hesitaria em chutar seu traseiro nuvem abaixo.
Cante comigo os Cânticos de Salomão.
Não!
E esse sol noturno?
É doido!
Sexista.
Coisa de perseguição contra a lua e suas fases.
Invejoso!
Um velho morreu sufocado embaixo de suas cobertas.
Julho?
Sim, praia, piscina, férias, sorvete...
Janeiro?
Não, fevereiro.
Tudo bem! Gente normal, morre assim: cai, se afoga, sufoca no verão sob cobertas de inverno, toma surra, tiro, paulada, veneno, nojo de viver.
Morre vivendo...
Morre vivendo.
Edite morreu durante a extração de seus seios.
Entrou no centro cirúrgico como Tito Basco só para ser devolvida morta, duas horas depois, como Edite mesmo.
O pai de Edite agradeceu a Deus por se compadecer de sua reputação.
Viva a morte de Edite! Gritou dançando no corredor do hospital.
O hospital é aquele sustentado pelo povo e todo decorado com anjos e santos de olhos azuis?
Simmmmmm!
EEEEEEEEEEEEEEE...
Você não dorme?
Sim, estou esperando amanhecer.
Gosta da lua?
De que tamanho será o p@u do pai de Tito Bastos?...
O quê?...
👁️ 22

Poemas

Não gosto de poemas de amor, nunca gostei.
Poemas devem ferir, excitar, provocar fugas, mudança de página;
Poemas devem ser escritos não para serem lidos, ou suportados, até o final,
Mas para serem sentidos, admirados ou repudiados, desde o início.
Gosto de poemas hemorrágicos, catastróficos, assassinos, incendiários;
Gosto de poemas malcheirosos, estúpidos, invasivos;
Aqueles que denunciam, provocam, ofendem;
Aqueles que desenterram cadáveres esquecidos
E com eles dançam um bom twist sobre mármores e flores artificiais.
Gosto, sobretudo, da poesia que denuncia os significados
das insignificâncias do mundo

...
👁️ 374

Êxtase


Quando eu morrer, lancem meu corpo à água do mar,
ao sal do mar.
Não sintam remorsos, não conjecturem paixões, cismas ou superstições.
Deixem que a morte se multiplique em mim,
permitam que o sol me coma ao amanhecer,
para que eu possa me dissipar envolvida por seu sêmen em chamas;
para que meus sonhos não adormeçam na lama pútrida; para que eu seja não mais um corpo, apenas,
mas uma multidão em cena;
para que eu possa renascer todos os dias a gozar na água do mar.
👁️ 173

Nénia

Brindemos à morte!
Sejamos imparciais, brindemos à morte.
Ela virá com suas pernas bem torneadas,
seus seios rijos e seu riso de serpente;
ela virá furiosa com seus cabelos azuis, cortinas da perversão.
Faça sua cena, ajoelhe-se!
Implore por um pouco mais de tempo.
Mas não a deixe escapar.
Segure firme em seus pés de cera.
Dedos cruzados sobre o templo de vermes embriagados.
Brasil de todos os anjos, sou um demônio na rua da amargura,
e Lúcifer é o senhor da vez.
Então, por que não eu?
Façam suas apostas!
Quem dá mais? Quem dá mais?
Dona Morte, meu nome é Maria, meu passado me faz pena,
meu futuro me condena.
Onde estão minhas rosas amarelas, minhas rendas e cetins?
👁️ 217

Morrer


Morrer entre ecos, sob o sol da manhã,
morrer pisando a útima sombra,
morrer abraçada à fugacidade
do tempo, do amor, da vaidade,
transpor alturas,
enveredar-se,
aventurar-se,
lançar-se ao esquecimento,
dar paz à paz.
Morrer.
Morrer sem assustar Deus.
👁️ 207

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment

NoComments