Escritas

Nénia

terezaduzai
Brindemos à morte!
Sejamos imparciais, brindemos à morte.
Ela virá com suas pernas bem torneadas,
seus seios rijos e seu riso de serpente;
ela virá furiosa com seus cabelos azuis, cortinas da perversão.
Faça sua cena, ajoelhe-se!
Implore por um pouco mais de tempo.
Mas não a deixe escapar.
Segure firme em seus pés de cera.
Dedos cruzados sobre o templo de vermes embriagados.
Brasil de todos os anjos, sou um demônio na rua da amargura,
e Lúcifer é o senhor da vez.
Então, por que não eu?
Façam suas apostas!
Quem dá mais? Quem dá mais?
Dona Morte, meu nome é Maria, meu passado me faz pena,
meu futuro me condena.
Onde estão minhas rosas amarelas, minhas rendas e cetins?
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