Lista de Poemas
Avesso
Entre tantos
Perdi o medo de escrever
tudo o que me vem enquanto penso
Sei que não digo nada
e com nada quero dizer... Tanto
Me alegro só em pensar seu espanto
e seus ligeiros arroubos de sem mente...
Sem razão
Pois nada que digo
Não pode fazer-lhe sentido
e com toda razão
Como podem tantas letras
tantas frases e
estrofes...
nada dizerem? E tanto!
de certo... É um grande desatino
E eu rio
pelo não escrito
ditado nas entrelinhas
que é onde nada se escreve
Mas que nos diz tanto... Tanto!!!
Há tanto e tão mal
descrito
Mal ditos que eu
descrevo sem no entanto digitar
a verdade que me motiva
a enfileirar letras sem me preocupar
sem muito pensar
nos erros nem no pouco
que é muito louco
E essa é
uma grande verdade
aqui escancarada
Que muitas vezes
se rimam como certas verdades
Mas no geral muito pouco
e nem tanto
Assim
mas não é poema o que escrevo
e sim o que me expõe a alma
que quer porque quer
me dar um rumo na vida
ela sim é quem me dita
e eu apenas... Publico
minhas meias verdades
confusas
Escancaradas
quando vistas e imaginadas
Enevoando entre as linhas
ligado-as aos entre tantos
indigitáveis por palavras
que preciso compor e inventar
Em dialeto próprio
Muito particular
Indigestos versos publico
que nunca acabam
ao fim de cada comunicação
Leitura sem nexo
cheias de anexos
Sem intérpretes capacitados
Que me compreendam e
Com toda a razão
Sem razão
Tem dia
Tem dia...
Que é assim...
Dia inteiro sem que me alegre por inteiro
Fico sempre meio assim
Nada se encaixa
Fico parada
Tudo que começo...
Não acaba
Como se estivesse
dentro de uma caixa
embrulhada de presente...
Que ninguém recebe...
Nem abre
Mas isso foi ontem
Hoje eu mesma me abri
pois este presente é
mesmo para mim
Como é bom
poder sair dos quadrados
que não nos mantém confortáveis
enquanto desassossega
Como é bom fluir
por si mesmo
criar espaços
que não nos dê forma
Como é bom
sentir-se livre
para ser o que te der na telha
E observar a vida
aqui de cima
onde nem mesmo há telhado
Nada te apoia...
Nada te sustenta
Nada além do espaço
a te convidar...
Abre as asas...
Vai !!!
vem imaginar
vem pintar
vem dançar
vem criar
vem
SER
VOCÊ
MESMA
A AUTORA
DA PRÓPRIA VIDA
QUE ASPIRAS
DesconstruçOM
Só faço...
Desconstrução !!!
Crio apenas...
Oh!!!
Crio...
OM
Que em TI
Fomento
OM tem
AGORA
FAZ TEMPO
Cura
de quem atua
Sem permissão
por que?
apenas
sinto
por isso
não digo
vivo
presente Divino
Rabiscos de riscos
Se me achas...
me escondo
mudo de nome
e de casa
abro minhas asas
e deixo você
em branco
Pouso em outro banco
sento por cento multiplicado
Ah...
Como um tolo
se contorce ao me ver
divagar em versos
Lê...
Relê...
Mas não vê
Escrevo com passarinhos
enchendo o céu de riscos
a cada batida de asas
que arrisco serem vistos
como emaranhados
de rabiscos
incompreendidos...
por tolos que nem você
E quando me vires
de novo...
Já não sou eu quem verás
por certo
eu sou
você
a me buscar
pelos ares
que respiro vorazmente
a cada batida de asas
Vida inteira
Eu tenho
A vida inteira para escrever poemas
que nem precisam ser lidos
mas escrever é fundamental
enquanto toco nas teclas
diminuo a velocidade
e os espaços em branco
ganham sentido
ninguém merece viver
sem ser preenchido
Não resisto aos impulsos
de alinhar no fim das contas
a cada linha acabada
seja lá qualquer assunto
que escolho enquanto
divago
me encho de vagos
pensamentos
e o que revelo
é um nada
comparado ao que nunca
escrevo
Eu vivo é mesmo
mas nas entrelinhas
Só poucos como você
compreendem o que não se mostra
poema nunca revela
o fim e para o que veio
escrevo mas é meu silêncio
quem fala por letras
que nunca escrevi
só pensei
que sim
Cheia de mim
Uno em versos
Que me conformam
em forma de MIM
me sinto posseira
que não quero limitar
demarcando um começo e um fim
Dou gargalhadas
mesmo sem compreender
todo o grande vazio atômico
que há dentro deste corpo
Pois sei existir muito além
desse egóico corpo sim
me expulsa da terra
Desfaz-me da forma
retoma ...
volta
ao mundo da terra
estou
cheia
de
ir
e
vir
habito por hábito
sãos... Uns poucos!!!
outros muitos...
entre tantos
estão cobertos
por certo
encobertos
e
disfarçados
com razão
com
cara
esticada
o cara pintada
de
santo
do pau oco
por máscaras
por força
do
hábito
da
paramentação
frutos
de rituais
consagrados
numa
espontânea...
programação
de
etiquetas
em
festas
normais
vestidos
de
engomação
marcas
e
vincos
de fatos
e
fotos
de um vazio
pano de fundo
panos quentes
e
sorrisos
colgate
por força
do
hábito
tão
bem
passado
e
repassado
de
geração
a
geração
com... decoração!
muitos despem
seus
vínculos
e
se
olham
nús
e
como um
milagre
eliminam
seus
vicios
habitamos
num mundo
cheio
de
hábitos
ilícitos
aceitos
no
cartão
ou
boleto
nú
débito
ou
crédito?
a
vista
ou
a
perder
de
vista?
nú
sei
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