Lista de Poemas

Coisas ao vento

Eu fiz da barca sua estima
Das águas seu chronos
Da âncora meu cordis
O cais seu orgulho
A vela seu siso
Ao vento, minha ode e desejo.
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Brasília de 3 pessoas

Brasiliense apresenta-se
Brasiliense encontra conhecido
Brasiliense "finge que não sei"
Brasiliense identifica-se novamente
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Réquiem para o indiferente

A cintilância que o atinge,
Não se sabe ao certo revelar
A aura energizante, a jornada utópica
E o condescendente som intrínseco

Que o permitiu o doce manipulante
Sorriso, o veículo do espírito
De uma matéria ocupada e,
Revestida de dardos envenenados

Onde neutralizam-se pelo alimento
Inóspito e tendencioso,
Vago e torrencial,
De quando a alma encontra o corpo.

Carpiu-se da oblação narcisista
Que é erguida numa bandeja pequena
Mal arrumada e composta de delírios
Mas venerada em envaidecido períplo

Para a intrépida plateia de Gorski
Tal como alimentam-se sob gume
Do pungente poder que escraviza
A escrita que se revela morta

Aos olhos de um pobre ser
O cirscunpecto prostrado neles
Manuais de estilos formidáveis;
As regulares doses de láudano.

Pondere dísticos combustíveis:
Mentiras, recordar-te-ás
No aquecer do frio sintético
Que dirás radiante ao eu

Situado em uniforme paz
Toca-se Who You Selling For
Em descarte de faixas incertas
Porque, Mad love, é epílogo.
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Luzes Mecânicas

Aos ventos que hão de vir;

Arrastando o ar miscigenado,

Em DNA singular, Candango,

Onde a urbis é o inspirar.



Alenta-se os monumentos,

Da Catedral a Torre Digital,

Excede-se o natural,

Da Ponte JK aos Ministérios.



Ascende vermelho-pungente,

Barro que adentra a cosmopolita

Noite que cega, luzes mecânicas.



Além das asas sul e norte,

E eixos desconcertantes, paira,

Há algo utópico, centros brasilienses.





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Estrela Negra

O proveniente do entretenimento
Observa-os no banco de trás,
Do pináculo, pois há duplo
Exemplo de corpo avirás.

Vaidade, liberdade, palco
Aos seus caminhos frívolos
Denunciados pelo oráculo,
À quem possa questioná-los.

Primeiro, holofotes, estrela
Negra à audiência turva;
Mestre em sua própria mente,
Mas oásis à gente anuente.

Um ermitão às margens da scientia
Traz controvérsias ao aeon,
Cercado por vã experiência,
Ao som do vil acordeon,

Jogar-te-ás folhas ao vento,
Pois são intentos esmo;
Mas fantasmas rondam,
Direi ao subsconsciente, o sigam!

Recuperou equilíbrios controversos;
Escolhas, este é o reflexo
Ressoando no interior dos desejos
Porosos, mas conexo.

Atado está o nó ao corpo;
Sangue e carne em um,
Refugiar-te-às no público
Em uníssono desjejum,

Aos braços do regente,
Todos, à quem és escravo
Partilha e exibe,
A coroa de ilusão criada
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