Réquiem para o indiferente

A cintilância que o atinge,
Não se sabe ao certo revelar
A aura energizante, a jornada utópica
E o condescendente som intrínseco

Que o permitiu o doce manipulante
Sorriso, o veículo do espírito
De uma matéria ocupada e,
Revestida de dardos envenenados

Onde neutralizam-se pelo alimento
Inóspito e tendencioso,
Vago e torrencial,
De quando a alma encontra o corpo.

Carpiu-se da oblação narcisista
Que é erguida numa bandeja pequena
Mal arrumada e composta de delírios
Mas venerada em envaidecido períplo

Para a intrépida plateia de Gorski
Tal como alimentam-se sob gume
Do pungente poder que escraviza
A escrita que se revela morta

Aos olhos de um pobre ser
O cirscunpecto prostrado neles
Manuais de estilos formidáveis;
As regulares doses de láudano.

Pondere dísticos combustíveis:
Mentiras, recordar-te-ás
No aquecer do frio sintético
Que dirás radiante ao eu

Situado em uniforme paz
Toca-se Who You Selling For
Em descarte de faixas incertas
Porque, Mad love, é epílogo.
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