No tic-tac do relógio
No tic-tac percebi
A vida às vezes demora a passar
Do tic-tac eu fugi
Mas a verdade veio me procurar
Esperei o tic-tac cessar
Esperei encontrar uma saída
Seu som me fez pensar
E não consegui fugir da vida
O tic-tac me leva à realidade
À realidade subjetiva de cada mente viajante
Dessa experiência só a alma parte
E a energia preenche todo instante
O tic-tac me mostra com exatidão
Todos irão embora
Não podemos fugir em vão
A verdade se esconde sem demora
Aos poucos ao partir
O tic-tac me mostrou, então
Só posso me permitir ir
Se deixar de ir em vão
O tic-tac é incessante
Assim como é a vida
Cada momento é importante
A verdade é a saída
A vida vivida com essência
Sem medo da dor
Nos leva a transcendência
Nos leva ao amor
O tic-tac nunca para
A cada minuto, o som vem reacender
O tic-tac, minha cara
A vida nos leva a entender
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
Viva-morta
Agora sou assim, meio viva, viva-morta
Meus pés não chegam ao chão
Meus olhos não podem enxergar
Assim que encontro a escuridão
Minha alma começa a chorar
Encontrar
Já morri tantas vezes...
Já não sei quando tempo faz que estou aqui
Sozinha
Não seu quanto tempo resta, e
Nesse espaço
Estou buscando entender e procurando entrelaçar
Tua mão
Com a minha
Encontrar
Já morri tantas vezes...
Já não sei quando tempo faz que estou aqui
Sozinha
Não seu quanto tempo resta, e
Nesse espaço
Estou buscando entender e procurando entrelaçar
Tua mão
Com a minha
Viva-morta
Agora sou assim, meio viva, viva-morta
Meus pés não chegam ao chão
Meus olhos não podem enxergar
Assim que encontro a escuridão
Minha alma começa a chorar
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
Chorar, chorar, chorar
Mesmo quando não saem lágrimas estou chorando
Olhando, me vendo transbordar