Lista de Poemas
Encontro
A levei tão suavemente
A carreguei por toda uma dimensão
A entreguei encarecidamente
Novamente, para sua imensidão
Não me esqueci completamente
Não me esqueci de estar
Não me encontro mais dormente
Aos poucos reaprendi a ficar
Aos poucos comecei a ir
De novo aprendi a falar
Lentamente comecei a sentir
Agora volto a pensar
Alto, então
Agora, ao que precisar
Os caminhos não foram em vão
Estou de volta ao lar
A carreguei por toda uma dimensão
A entreguei encarecidamente
Novamente, para sua imensidão
Não me esqueci completamente
Não me esqueci de estar
Não me encontro mais dormente
Aos poucos reaprendi a ficar
Aos poucos comecei a ir
De novo aprendi a falar
Lentamente comecei a sentir
Agora volto a pensar
Alto, então
Agora, ao que precisar
Os caminhos não foram em vão
Estou de volta ao lar
👁️ 431
Perder a razão
Em estrelas estou a divagar
As razões pelas quais passei se esvairam
Não olho muito a procurar
Novas questões surgiram
O estar é tudo que tenho
O amar é o que me resta
Dos céus é de onde venho
Minha alma caminha com pressa
Penso e penso sem notar
Até às paredes estou a perguntar
Querendo ir e estar
E me contentar ao que restar
Caminho sem saber por quê
Danço perdendo os passos
Daqui nada se vê
Tento redesenhar os traços
As coisas se perdem na escuridão
Não sei mais ao que temer
Criei barreiras na imensidão
Talvez um dia poderei ser
Talvez um dia me perca a razão
Talvez um dia volte a ver
Talvez um dia tenha permissão
As razões pelas quais passei se esvairam
Não olho muito a procurar
Novas questões surgiram
O estar é tudo que tenho
O amar é o que me resta
Dos céus é de onde venho
Minha alma caminha com pressa
Penso e penso sem notar
Até às paredes estou a perguntar
Querendo ir e estar
E me contentar ao que restar
Caminho sem saber por quê
Danço perdendo os passos
Daqui nada se vê
Tento redesenhar os traços
As coisas se perdem na escuridão
Não sei mais ao que temer
Criei barreiras na imensidão
Talvez um dia poderei ser
Talvez um dia me perca a razão
Talvez um dia volte a ver
Talvez um dia tenha permissão
👁️ 266
Sombra
Olhei e observei uma lembraça
O momento já não me faz falta
Em meu ser habita uma criança
Do além ouço uma voz alta
Da sombra que vejo, um alívio se torna
Quase que passa despercebida
Escrevendo, em minha alma reforma
Agora tenho de apreciar a sua ida
👁️ 162
Ainda te preservo
E se você não for o que pensava?
E se eu estiver errada?
Devo reconhecer que não esperava
Não sei como te perder de novo
Devo perguntar o porquê
Para poder perceber
Um pouco de mim em você
Em você aos poucos sem querer
Não consigo te reconhecer
Agora a observo
Você se foi há muito tempo
Meu amor a ti preservo
Ainda conservo o que antes era
Não te ouço chamando
Não aguarde a minha espera
O tempo está acabando
Antes lhe perder que me perder
Espero que não se esqueça de mim
Me perco ao me esquecer
Nisso hei de por um fim
E se eu estiver errada?
Devo reconhecer que não esperava
Não sei como te perder de novo
Devo perguntar o porquê
Para poder perceber
Um pouco de mim em você
Em você aos poucos sem querer
Não consigo te reconhecer
Agora a observo
Você se foi há muito tempo
Meu amor a ti preservo
Ainda conservo o que antes era
Não te ouço chamando
Não aguarde a minha espera
O tempo está acabando
Antes lhe perder que me perder
Espero que não se esqueça de mim
Me perco ao me esquecer
Nisso hei de por um fim
👁️ 347
Acordar
No hinduísmo, renascer
No budismo, despertar
Para Nietzsche, deixar morrer
Para Aurora é cantar
Em corpo crístico procure entender
O que é em sua exatidão
Ser ou deixar de ser
Se perder na imensidão
Na astronave viajar
Em multidões se esconder
Da tristeza se embriagar
De si se esquecer
De diferentes modos, posso dizer
O que é esse processo?
Sempre volta a aparecer
Sempre cai em retrocesso
Talvez só caiba a intenção
Tudo o que basta é recomeçar
Abre-se uma nova dimensão
Procura-se um novo lar
No budismo, despertar
Para Nietzsche, deixar morrer
Para Aurora é cantar
Em corpo crístico procure entender
O que é em sua exatidão
Ser ou deixar de ser
Se perder na imensidão
Na astronave viajar
Em multidões se esconder
Da tristeza se embriagar
De si se esquecer
De diferentes modos, posso dizer
O que é esse processo?
Sempre volta a aparecer
Sempre cai em retrocesso
Talvez só caiba a intenção
Tudo o que basta é recomeçar
Abre-se uma nova dimensão
Procura-se um novo lar
👁️ 319
Vago
Procuro profundamente
Procuro entender
Caminho intensamente
Quero a minha alma reacender
A vida me deixou ansiosa
Tudo aos poucos me entristece
Encarecidamente despretensiosa
Procuro entender o que acontece
Não olhei perto o suficiente
Na verdade estava dormindo
Meu estado era inconsciente
Da verdade estava fugindo
Só, estabeleço uma conexão comigo
Penso, paro e tento
Na ausência de um amigo
Sinto novamente o vento
Não fico nervosa
Nada há de restar, afinal
Há uma alma caridosa
E com ela me encontrarei no final
Procuro entender
Caminho intensamente
Quero a minha alma reacender
A vida me deixou ansiosa
Tudo aos poucos me entristece
Encarecidamente despretensiosa
Procuro entender o que acontece
Não olhei perto o suficiente
Na verdade estava dormindo
Meu estado era inconsciente
Da verdade estava fugindo
Só, estabeleço uma conexão comigo
Penso, paro e tento
Na ausência de um amigo
Sinto novamente o vento
Não fico nervosa
Nada há de restar, afinal
Há uma alma caridosa
E com ela me encontrarei no final
👁️ 163
2018
Pensei que não voltaria
Depois de tanto problema que causou
Ao citar Ustra, ria
Nosso país deslizou
Procurando os direitos do Brasil
Olhava para o céu amedrontado
Em seu estado mais pueril
Enquanto um ria o outro, calado
Recentemente jogaram os pontos
Seu envolvimento estava notável
Marielle entre os mortos
Seu crime, justificável
Indígenas mortos, florestas devastadas
Estavam cegos o tempo inteiro
Conservando sangue de tribos destroçadas
Tudo o que importa é dinheiro
Depois de tanto problema que causou
Ao citar Ustra, ria
Nosso país deslizou
Procurando os direitos do Brasil
Olhava para o céu amedrontado
Em seu estado mais pueril
Enquanto um ria o outro, calado
Recentemente jogaram os pontos
Seu envolvimento estava notável
Marielle entre os mortos
Seu crime, justificável
Indígenas mortos, florestas devastadas
Estavam cegos o tempo inteiro
Conservando sangue de tribos destroçadas
Tudo o que importa é dinheiro
👁️ 349
Perdeu-se
Perdida estava em seus caminhos
Há tempos que não visitava sua morada
Seus pés andavam sozinhos
Como era feliz sua caminhada
Visitava agora terreno estrangeiro
Tudo o que ficou, sumiu
Em seu perfume lisonjeiro
Na caminhada da sorte, subiu
Como quem sente cheiro de mato,
A paz esboçava-se em seu ser
A caminho de cometer o ato
Tudo esperava desconhecer
Por descuido do acaso, tropeçou
Caiu e não sabia onde encontrar
O caminho, recomeçou
Agora desaprendia a falar
A brisa sentiu em seu peito
Acalmava o coração
Não conseguia pensar direito
Tudo era uma ilusão
"Por aqui hei de ficar"
Em meio a relva mergulhou
Logo começara a procurar
Logo perdera o que começou
Há pouco, desaprendeu
O que na mente tanto cabia?
Seu eu então morreu
Algo novo renascia
Há tempos que não visitava sua morada
Seus pés andavam sozinhos
Como era feliz sua caminhada
Visitava agora terreno estrangeiro
Tudo o que ficou, sumiu
Em seu perfume lisonjeiro
Na caminhada da sorte, subiu
Como quem sente cheiro de mato,
A paz esboçava-se em seu ser
A caminho de cometer o ato
Tudo esperava desconhecer
Por descuido do acaso, tropeçou
Caiu e não sabia onde encontrar
O caminho, recomeçou
Agora desaprendia a falar
A brisa sentiu em seu peito
Acalmava o coração
Não conseguia pensar direito
Tudo era uma ilusão
"Por aqui hei de ficar"
Em meio a relva mergulhou
Logo começara a procurar
Logo perdera o que começou
Há pouco, desaprendeu
O que na mente tanto cabia?
Seu eu então morreu
Algo novo renascia
👁️ 607
Abduzido
6
Por milhares de segundos, uma voz ecoa
Traga de volta nossa nobre pessoa
Já fazem milênios que não vem
Estariamos esperando um ser do além?
Fernando fora abduzido!
Ora, será que está ferido?
Hei de encontrar o meu marido!
Dona Rosa mal sabia
Esperançosa, ela ria
Depois de tantos anos
Tamanha felicidade não se cabia
Novamente, a voz ecoou
Em sua sórdida existência, Dona Rosa chorou
Fernando nunca existira
O remédio o matou
Por milhares de segundos, uma voz ecoa
Traga de volta nossa nobre pessoa
Já fazem milênios que não vem
Estariamos esperando um ser do além?
Fernando fora abduzido!
Ora, será que está ferido?
Hei de encontrar o meu marido!
Dona Rosa mal sabia
Esperançosa, ela ria
Depois de tantos anos
Tamanha felicidade não se cabia
Novamente, a voz ecoou
Em sua sórdida existência, Dona Rosa chorou
Fernando nunca existira
O remédio o matou
👁️ 348
Comentários (4)
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wilson1970
2020-01-29
Adotei a grata poetisa poeticamente falando
gaiadesperta
2020-01-09
Muito obrigada! ^_^
nilza_azzi
2019-12-04
Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.
wilson1970
2019-11-29
sua vocação é ser poeta
Arcturiana/orioniana
Infj
Infj
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