shadowoftheworld

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n. 1999 BR BR

n. 1999-11-12, Sao paulo

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Keeping myself silent
While I see you disappear
How can you fight violence 
When your feelings are near?

I beg and cry
I am treasured by your soul
I can't understand why
Why can't we be alone

My words are guiding me
Where is the voice I can't find?
My eyes could deeply see
My soul fights away my mind

I feel you here
I find the voice underneath my soul
While I disappear
Your soul is ready to go
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Biografia
Arcturiana/orioniana
Infj

Poemas

129

Encontrar

Percebi um som diferente
Abri os olhos com calma
Voltei a meu estado permanente
Voltei a encontrar minh'alma
127

Dentro de mim

Parei para sentir o vento
Voltei um pouco para olhar
Reecontrei-me com o momento
Com o momento estou a falar

As coisas que perdi no tempo 
As coisas que perdi por fim
As encontrei no vento 
As encontrei dentro de mim
142

Escapar

Só quero correr
Sair desse lugar
Fugir, gritar, me esquecer
Me permitir quando voltar
107

Perdida

A cada dia que passa mais sinto
Minha alma anseia por calma
Eu não penso e não minto 
Já não consigo deixar minh'alma

É um medo que paralisa, que destrói
Tento me reconstruir pedaço por pedaço
Aos poucos o veneno de minh'alma me destrói 
Já não consigo redesenhar os passos
163

Melodia

Em uma simples melodia 
Ressurgiu uma velha história
A cada nota mais sentia
Um passado sem memória

Em um lugar não muito distante
Onde minha vida dava um nó 
Não conseguia seguir adiante 
Me perdi e fiquei só 

Precisava voltar
Sem parâmetros para onde ir
Voltando a procurar
E o som começava a seguir

Por mil anos segui assim
Procurando 
A cada minuto sem fim
Encontrando 

Em todas as vezes em que voltar
Não me preocuparei
Uma hora hei de encontrar
Encontrar aquilo que deixei
218

Entre mundos perdidos

Distantes sons fizeram chegada
Em seus acasos lhes perdi
A cada palavra fadada
A cada minuto entendi

Das coisas que guardei no coração
Carrego apenas o que ouvi
Da mais vazia escuridão
À toda infinidade que senti

Tão silenciosa que me leva a imensidão
Perseguindo o som que ainda me cobre
Doces palavras em meu coração
Em seu estado mais solene e nobre

Os portais não estão fechados
A verdade permanece sem fim
Os sons inacabados
Agora ressoam dentro de mim
425

A chegada

Desenrodilhou-se em sua chegada
Auspicioso foi o seu dizer
Sua intenção já estava apagada
Nada mais sabia entender

As flores desabrocharam no mais belo pomar
Os pássaros cantaram sua passagem
Em cada canto vinha a se encantar
Ainda que curta fosse sua viagem

Fez firme o seu passar
As luzes reacenderam à toda multidão
Não mais conseguia segurar
As facetas se enrolavam em seu coração

Destemida finalmente chegou
Observou-se nitidamente
Seu reflexo procurou
Em uma luz incandescente




231

Caverna

Sair da caverna
Faz-se mais difícil do que parece
Em um mundo cercado por sombras
Demasiado faz-se o sofrer

O manto de ilusões nos cobre por inteiro
A vida torna-se escura
Tudo se torna perecível
Apenas nos resta o saber

Na ausência a vida se torna evidente
Aqui tudo se torna igual
Tudo de essencial se faz equivalente
A tudo que não podemos ver

Das brechas que se abrem pouco se vê
Das vozes que se partem pouco se ouve
As luzes permanecem quase sempre apagadas
Há sempre como retroceder

Mas sempre que a luz retorna, faz morada
Despe-nos de tudo
Das nuvens foscas, dos olhares amedrontados, do som que nos carece muito
E tudo volta-se a aprender
E isso hei de reconhecer
413

As ondas de possibilidade começam ao anoitecer

Aos poucos entendi
Aos vestígios que senti
Elas voltaram a aparecer

A dança espiral
Formou-se transcedental
Ao sol, à lua, aos céus

A serpente
Que começa na gente
Tentou aparecer

Em lua crescente
Com um som aparente
Conseguimos a deter

Enquanto aos deuses começamos a chamar
Voltamos a cantar
A música que ouvimos

Ancestrais tiveram coragem
De estabelecer essa viagem
Que inconscientemente sentimos
434

Encontro

A levei tão suavemente
A carreguei por toda uma dimensão
A entreguei encarecidamente
Novamente, para sua imensidão

Não me esqueci completamente
Não me esqueci de estar
Não me encontro mais dormente
Aos poucos reaprendi a ficar

Aos poucos comecei a ir
De novo aprendi a falar
Lentamente comecei a sentir
Agora volto a pensar

Alto, então
Agora, ao que precisar
Os caminhos não foram em vão 
Estou de volta ao lar
443

Comentários (4)

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CORASSIS

Adotei a grata poetisa poeticamente falando

shadowoftheworld

Muito obrigada! ^_^

nilza_azzi

Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.

CORASSIS

sua vocação é ser poeta