Lista de Poemas
Encontrar
Percebi um som diferente
Abri os olhos com calma
Voltei a meu estado permanente
Voltei a encontrar minh'alma
Abri os olhos com calma
Voltei a meu estado permanente
Voltei a encontrar minh'alma
👁️ 118
Dentro de mim
Parei para sentir o vento
Voltei um pouco para olhar
Reecontrei-me com o momento
Com o momento estou a falar
As coisas que perdi no tempo
As coisas que perdi por fim
As encontrei no vento
As encontrei dentro de mim
Voltei um pouco para olhar
Reecontrei-me com o momento
Com o momento estou a falar
As coisas que perdi no tempo
As coisas que perdi por fim
As encontrei no vento
As encontrei dentro de mim
👁️ 131
Escapar
Só quero correr
Sair desse lugar
Fugir, gritar, me esquecer
Me permitir quando voltar
Sair desse lugar
Fugir, gritar, me esquecer
Me permitir quando voltar
👁️ 96
Perdida
A cada dia que passa mais sinto
Minha alma anseia por calma
Eu não penso e não minto
Já não consigo deixar minh'alma
É um medo que paralisa, que destrói
Tento me reconstruir pedaço por pedaço
Aos poucos o veneno de minh'alma me destrói
Já não consigo redesenhar os passos
Minha alma anseia por calma
Eu não penso e não minto
Já não consigo deixar minh'alma
É um medo que paralisa, que destrói
Tento me reconstruir pedaço por pedaço
Aos poucos o veneno de minh'alma me destrói
Já não consigo redesenhar os passos
👁️ 153
Melodia
Em uma simples melodia
Ressurgiu uma velha história
A cada nota mais sentia
Um passado sem memória
Em um lugar não muito distante
Onde minha vida dava um nó
Não conseguia seguir adiante
Me perdi e fiquei só
Precisava voltar
Sem parâmetros para onde ir
Voltando a procurar
E o som começava a seguir
Por mil anos segui assim
Procurando
A cada minuto sem fim
Encontrando
Em todas as vezes em que voltar
Não me preocuparei
Uma hora hei de encontrar
Encontrar aquilo que deixei
Ressurgiu uma velha história
A cada nota mais sentia
Um passado sem memória
Em um lugar não muito distante
Onde minha vida dava um nó
Não conseguia seguir adiante
Me perdi e fiquei só
Precisava voltar
Sem parâmetros para onde ir
Voltando a procurar
E o som começava a seguir
Por mil anos segui assim
Procurando
A cada minuto sem fim
Encontrando
Em todas as vezes em que voltar
Não me preocuparei
Uma hora hei de encontrar
Encontrar aquilo que deixei
👁️ 207
Entre mundos perdidos
Distantes sons fizeram chegada
Em seus acasos lhes perdi
A cada palavra fadada
A cada minuto entendi
Das coisas que guardei no coração
Carrego apenas o que ouvi
Da mais vazia escuridão
À toda infinidade que senti
Tão silenciosa que me leva a imensidão
Perseguindo o som que ainda me cobre
Doces palavras em meu coração
Em seu estado mais solene e nobre
Os portais não estão fechados
A verdade permanece sem fim
Os sons inacabados
Agora ressoam dentro de mim
Em seus acasos lhes perdi
A cada palavra fadada
A cada minuto entendi
Das coisas que guardei no coração
Carrego apenas o que ouvi
Da mais vazia escuridão
À toda infinidade que senti
Tão silenciosa que me leva a imensidão
Perseguindo o som que ainda me cobre
Doces palavras em meu coração
Em seu estado mais solene e nobre
Os portais não estão fechados
A verdade permanece sem fim
Os sons inacabados
Agora ressoam dentro de mim
👁️ 416
A chegada
Desenrodilhou-se em sua chegada
Auspicioso foi o seu dizer
Sua intenção já estava apagada
Nada mais sabia entender
As flores desabrocharam no mais belo pomar
Os pássaros cantaram sua passagem
Em cada canto vinha a se encantar
Ainda que curta fosse sua viagem
Fez firme o seu passar
As luzes reacenderam à toda multidão
Não mais conseguia segurar
As facetas se enrolavam em seu coração
Destemida finalmente chegou
Observou-se nitidamente
Seu reflexo procurou
Em uma luz incandescente
Auspicioso foi o seu dizer
Sua intenção já estava apagada
Nada mais sabia entender
As flores desabrocharam no mais belo pomar
Os pássaros cantaram sua passagem
Em cada canto vinha a se encantar
Ainda que curta fosse sua viagem
Fez firme o seu passar
As luzes reacenderam à toda multidão
Não mais conseguia segurar
As facetas se enrolavam em seu coração
Destemida finalmente chegou
Observou-se nitidamente
Seu reflexo procurou
Em uma luz incandescente
👁️ 222
As ondas de possibilidade começam ao anoitecer
Aos poucos entendi
Aos vestígios que senti
Elas voltaram a aparecer
A dança espiral
Formou-se transcedental
Ao sol, à lua, aos céus
A serpente
Que começa na gente
Tentou aparecer
Em lua crescente
Com um som aparente
Conseguimos a deter
Enquanto aos deuses começamos a chamar
Voltamos a cantar
A música que ouvimos
Ancestrais tiveram coragem
De estabelecer essa viagem
Que inconscientemente sentimos
Aos vestígios que senti
Elas voltaram a aparecer
A dança espiral
Formou-se transcedental
Ao sol, à lua, aos céus
A serpente
Que começa na gente
Tentou aparecer
Em lua crescente
Com um som aparente
Conseguimos a deter
Enquanto aos deuses começamos a chamar
Voltamos a cantar
A música que ouvimos
Ancestrais tiveram coragem
De estabelecer essa viagem
Que inconscientemente sentimos
👁️ 425
Caverna
Sair da caverna
Faz-se mais difícil do que parece
Em um mundo cercado por sombras
Demasiado faz-se o sofrer
O manto de ilusões nos cobre por inteiro
A vida torna-se escura
Tudo se torna perecível
Apenas nos resta o saber
Na ausência a vida se torna evidente
Aqui tudo se torna igual
Tudo de essencial se faz equivalente
A tudo que não podemos ver
Das brechas que se abrem pouco se vê
Das vozes que se partem pouco se ouve
As luzes permanecem quase sempre apagadas
Há sempre como retroceder
Mas sempre que a luz retorna, faz morada
Despe-nos de tudo
Das nuvens foscas, dos olhares amedrontados, do som que nos carece muito
E tudo volta-se a aprender
E isso hei de reconhecer
Faz-se mais difícil do que parece
Em um mundo cercado por sombras
Demasiado faz-se o sofrer
O manto de ilusões nos cobre por inteiro
A vida torna-se escura
Tudo se torna perecível
Apenas nos resta o saber
Na ausência a vida se torna evidente
Aqui tudo se torna igual
Tudo de essencial se faz equivalente
A tudo que não podemos ver
Das brechas que se abrem pouco se vê
Das vozes que se partem pouco se ouve
As luzes permanecem quase sempre apagadas
Há sempre como retroceder
Mas sempre que a luz retorna, faz morada
Despe-nos de tudo
Das nuvens foscas, dos olhares amedrontados, do som que nos carece muito
E tudo volta-se a aprender
E isso hei de reconhecer
👁️ 404
Refúgio
Lá no fundo
No centro do universo
Próximo ao oceano ancestral
Onde o mundo fazia-se disperso
De tudo fez-se colossal
Ouviram a triste sinfonia
Da fome e da carência
As cores perderam harmonia
De cinzas fez-se sonolência
Caminharam em sintonia
Tiraram o véu da ilusão
Entregaram-se à harmonia
Desprenderam-se da razão
Pertenciam a solo estrangeiro
Aos poucos as fizeram caminhar
Em um lugar verdadeiro
As flores retornaram ao mar
No centro do universo
Próximo ao oceano ancestral
Onde o mundo fazia-se disperso
De tudo fez-se colossal
Ouviram a triste sinfonia
Da fome e da carência
As cores perderam harmonia
De cinzas fez-se sonolência
Caminharam em sintonia
Tiraram o véu da ilusão
Entregaram-se à harmonia
Desprenderam-se da razão
Pertenciam a solo estrangeiro
Aos poucos as fizeram caminhar
Em um lugar verdadeiro
As flores retornaram ao mar
👁️ 136
Comentários (4)
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wilson1970
2020-01-29
Adotei a grata poetisa poeticamente falando
gaiadesperta
2020-01-09
Muito obrigada! ^_^
nilza_azzi
2019-12-04
Lirismo pleno, num poema muito bem trabalhado. Aproveito o ensejo para agradecer a visita.
wilson1970
2019-11-29
sua vocação é ser poeta
Arcturiana/orioniana
Infj
Infj
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