Lista de Poemas
Rompendo as amarras
Em lares sufocados, a sombra se instala,
A violência se esconde, em paredes que estralam.
O grito silencioso, preso na garganta,
A dor da mulher, um grito que se espanta.
Mãos que antes acariciavam, agora machucam,
Palavras que antes diziam amor, agora humilham.
O medo se instala, um nó na alma apertado,
O corpo ferido, o espírito abatido.
O ciclo cruel, se repete sem dó,
O amor se transforma em terror e agonia,
A dignidade pisoteada, a alma em pranto,
A violência domestica, um grito de espanto.
Mas a voz da mulher, não será calada,
A luta por justiça, não será ignorada.
Quebrando o silêncio, rompendo as amarras,
Em busca de liberdade, de paz e de forças.
Que a sociedade acorde, e abra os olhos,
Para a dor que se esconde, nos lares acolhidos.
A violência contra a mulher, não tem lugar,
A justiça precisa agir, para que a paz possa reinar.
Mentiras e traição
Vida baladeira, onde ninguém é de ninguém. Cada dia é mais difícil encontrar alguém, uma boca para beijar nunca irá faltar, mas uma pessoa para somar iremos cansar de procurar.
Neste mundo, encontrar a pessoa certa é sensacional, mas ser a errada é totalmente intencional. Só querem viver de bebida e falar que família é uma empresa falida.
Na contramão deste mundão, querer um matrimônio chega a ser ilusão. O normal é ter um relacionamento sem visão, baseado em mentiras e traição.
Progredindo na jornada
Mano, acordar cedo é osso, que dor,
Trabalhar, estudar, que sufoco, meu senhor.
A vida corrida, o tempo voa,
Mas no corre-corre, a gente à toa.
Progredindo na jornada, suando a camisa,
Dinheiro honesto, meta precisa.
No batente do dia a dia, a gratidão se encerra,
Vale a pena o esforço, a luta sincera.
Trabalhar, estudar, que trampo insano,
Mas a recompensa bate, é pura grana.
No fim do dia, o cansaço desmaia,
E a vida segue, cheia de magia.
Julgo desigual
Julgo desigual uma policial se casar com um marginal, seria uma grande surpresa um fitness se casar com uma pessoa obesa, nada convencional um nerd casar com uma pessoa que não sabe conjugar o plural.
A diferença das pessoas na sociedade deve ser enxergada com naturalidade, mas o casamento não é um experimento. O crente se casou com a católica e tiraram no ímpar ou par para decidir se o filho seria batizado ou apresentado.
Na história de polícia e ladrão, o marido vai para o batalhão e a esposa vai para o centro clonar cartão. Com o sentimento, não importa a diferença no casamento, pois o policial faz hora extra no presídio e no futuro poderá visitar sua mulher quando quiser.
Um jovem
Quando um menino deixa de ser um simples garoto para se tornar um homem, não somente sua barba cresce, mas ele amadurece. Sua evolução não é automática ao longo do tempo, mas é através da experiência que sua essência muda.
Um jovem, em meio à tristeza, chega a pensar em morrer, mas um ancião, ao se entristecer, adquire experiência para vencer. Um menino sofre no choro, mas um homem suporta sua própria dor, e a cada ferida ele sabe dar valor.
No deserto
Passar pelo deserto é caminhar sozinho numa jornada onde você precisa superar todas as dificuldades e tirar forças do seu interior.
É em meio às dificuldades que conseguimos descobrir a nossa capacidade não só de superação, mas também de transformação.
Suas metas
É difícil, complicado, até mesmo com o esforço redobrado, na estrada para o sucesso chegamos a um patamar que às vezes se torna impossível caminhar em direção a algum lugar.
Mesmo sendo esforçado, parece tão longe qualquer resultado, um jovem desbravador lutando por suas metas, sem apoio e com muita dor, mas por desistir nunca opto.
Cidade do coração
Um conto de violência, onde a esperança se consola.
O tráfico de drogas, uma sombra que paira,
Sobre a cidade maravilhosa, que em seu coração, clama.
As balas perdidas, os sonhos interrompidos,
Os sorrisos apagados, os futuros proibidos.
Mas dentro da escuridão, sempre há uma luz,
Um grito de esperança, que a todos seduz.
Nas favelas, nas vielas, nas praias e no mar,
Há uma luta constante, um desejo de mudar.
Pela paz, pela vida, pelo fim da opressão,
Pelo Rio de Janeiro, cidade do coração.
A violência e as drogas, um ciclo a quebrar,
Para que a cidade possa, finalmente, respirar.
Com amor, com coragem, com a força de quem sonha,
O Rio de Janeiro, em seu coração, entoa.
Um dia, a paz reinará, nas ruas do Rio,
Onde a violência era rei, haverá um novo desafio.
Para construir um futuro, onde todos possam viver,
Na cidade maravilhosa, onde a esperança irá renascer.
A meritocracia promete
A meritocracia brilha, prometendo nos elevar.
Trabalhe duro, seja o melhor, e você vai conseguir,
Mas esquecemos que nem todos têm o mesmo ponto de partir.
A igualdade social é um sonho, uma utopia a alcançar,
Onde cada um, independente de onde começar,
Teria as mesmas chances, as mesmas oportunidades,
Para alcançar seus sonhos, suas próprias realidades.
A meritocracia promete, mas a igualdade precisa prevalecer,
Para que todos possamos, juntos, crescer.
Não basta ser o melhor, se o jogo é desigual,
Precisamos de um mundo onde todos tenham um ponto inicial igual.
Então, trabalhe duro, seja o melhor, mas não esqueça de olhar,
Para aqueles que, por circunstâncias, não conseguem acompanhar.
A verdadeira vitória, a verdadeira meritocracia,
É quando a igualdade social é a nossa democracia.
Eles riam
Ridicularizado, desprezado, um solitário sem cor.
Mas dentro dele havia uma chama, uma vontade de vencer,
Um desejo ardente, um sonho a acontecer.
Eles riam, zombavam, nunca acreditavam,
Mas ele persistia, sonhava, e nunca desistia.
Cada risada, cada zombaria, cada palavra de desdém,
Era combustível para o fogo que dentro dele ardia.
Ele escalou montanhas, atravessou rios, lutou contra o vento,
Cada obstáculo, cada desafio, um passo em seu intento.
Eles riam, zombavam, nunca acreditavam,
Mas ele persistia, sonhava, e nunca desistia.
E um dia, contra todas as expectativas, contra toda a zombaria,
Ele chegou lá, alcançou seu sonho, sua fantasia.
Eles pararam de rir, pararam de zombar, e começaram a acreditar,
No sonhador que nunca desistiu, e conseguiu triunfar.
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Sergio Persi nasceu no dia 12 de Setembro de 1999, em Duque de Caxias no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Aos 9 anos de idade Sergio Persi começou a escrever poemas e músicas, mas apenas aos 21 anos de idade veio a sua primeira publicação, que foi o livro (Alex a vingança de uma paixão). Sergio Persi atualmente é escritor e compositor. E já possui dezenas de poemas escritos, além de livros e músicas escritas por ele.
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