Rompendo as amarras

Em lares sufocados, a sombra se instala,
A violência se esconde, em paredes que estralam.
O grito silencioso, preso na garganta,
A dor da mulher, um grito que se espanta.

Mãos que antes acariciavam, agora machucam,
Palavras que antes diziam amor, agora humilham.
O medo se instala, um nó na alma apertado,
O corpo ferido, o espírito abatido.

O ciclo cruel, se repete sem dó,
O amor se transforma em terror e agonia,
A dignidade pisoteada, a alma em pranto,
A violência domestica, um grito de espanto.

Mas a voz da mulher, não será calada,
A luta por justiça, não será ignorada.
Quebrando o silêncio, rompendo as amarras,
Em busca de liberdade, de paz e de forças.

Que a sociedade acorde, e abra os olhos,
Para a dor que se esconde, nos lares acolhidos.
A violência contra a mulher, não tem lugar,
A justiça precisa agir, para que a paz possa reinar.

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