Escritas

Lista de Poemas

Hoje ainda foi dia de...BRILHO DE AMOR...



Estou perdido nesta areia
Que nada de novo me traz
Como visita tenho a saudade
E o desejo de nesta noite
Alcançar o amor brilhante
Que continua preso no teu olhar
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Hoje continua sendo dia de... BRILHO DE AMOR...



Estou só nesta praia
Onde ninguém desagua
Só o sol e seu marejar

Sou embalado
No cheiro da tua maresia
Que tarda em chegar
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Couce..

Hoje...penso em Couce e na feira medieval para os pequenos...outro sitio deslumbrante, cujas margens á beira rio nos tocam com as memorias doutros tempos...felizmente libertaram as margens e deram-lhe vida em Agosto 2019, com ranchos folclóricos e divertimentos para todos - outra beleza bem perto de nós e muitas vezes esquecida ou não apreciada.

Nos dias de festa
e vindima
Todos rodopiam
na eira

Cantadores
mostram sua rima
As moças
sua maneira

Com roupa
de tons coloridos
Amor
ardendo no coração

Bailam
em lindos rodopios
Ensaiados
para a ocasião

Com seus
novos vestidos
Bordados
com o coração

Em rodopios
parecem vivos
Entre passos
de dança e emoção
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Moinhos...

Hoje, ao ver umas fotos dum passeio á beira rio, de paisagens fantásticas, verdes inimagináveis, bem perto de nós, lá para o lado da Foz do rio Sousa, os moinhos adormecidos mas, não esquecidos, me fizeram lembrar algo que escrevi há tempos sobre este tema e que poderia ter sido um inicio duma marcha popular mas, como não sairam estes versos, aqui os disponho para que todos os que queiram, os possam apreciar com o mesmo carinho com que os escrevi…

No rio,
a água corre
moinhos velhos
movendo
farinha nova,
vida pobre
trabalho árduo
água correndo

Dois lugares
um só pensamento
vinte cestos
montes de roupa
dez lavadeiras
nem um lamento
mãos embalando
uma voz rouca

Moinho velho
triste e só
na mó
seu leito gemendo
água do rio
farinha em pó
nas casas
familias sofrendo

Tantas voltas
uma cantadeira
uma bacia
para tanta roupa
dez cestos
cinco lavadeiras
mãos chorando
a paga tão pouca
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Hoje eu fugi...ultimo

Hoje fugi
Das suas chegadas repetidas
Do seu partir já marcado
Nos lugares que em sonhos vi

Mas eu
Não volto nem venho
Porque...
Hoje eu fugi
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HOJE EU FUGI...4

Hoje fugi
Do sangue que lateja nas minhas veias
Das andorinhas que não chegam

Hoje fugi
Das primaveras distantes,
De todos os beirais frescos
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HOJE EU FUGI...(3)


Hoje fugi
Na procura vã
Das hordas dos meus sonhos

Hoje fugi
Do sopro de cada momento
Dos beijos que invariavelmente se repetem
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HOJE EU FUGI (2)


Hoje fugi
Despedaçando meu corpo
De ilusões mágicas

Hoje fugi
Do meu pensamento
E corro, corro sem fim
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Hoje Fugi...(1º)


Hoje fugi
Do medo que espreita
Nas portas entreabertas

Hoje fugi
Sem destino, sem medo
Por aí vagueei
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ALVORADAS SEM FIM

ALVORADAS SEM FIM

Tocam em mim os sons mágicos
Das alvoradas sem fim
Os toques de todos os sinos
Que deslizam pelos nossos corpos

Mantidos em segredo
Desesperadamente lutam
Por um toque arrebatado
E se perdem em corpos azedos, amargurados

Não libertam sua musica aí refugiada
Nas paredes de barro retocada
E com sentido se despem
De todos os preconceitos

A música me enche os ouvidos
E em tão serena melodia
A paz me é devolvida
Neste final de tarde

Cheira a ramos de flores silvestres
Libertando toda a sua melancolia
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Comentários (2)

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joaoeuzebio
2020-08-02

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

marniellyfs
2018-11-11

Que linda poesia,realmente me tocou