Lista de Poemas
ndugcts . 093
depressão
falta o chão
flutuamos
voamos
não nos encontramos
falta o chão
flutuamos
voamos
não nos encontramos
👁️ 134
ndugcts . 090
não queria que terminasse
apenas que o tempo parasse
e o relógio não andasse
queria ficar perdido no instante
ignorando todo o restante
num qualquer local assim distante
sem casa, sem sacola
sem dinheiro, vivendo de esmola
sem tudo aquilo que me amola
ás vezes eu só queria que o tempo
parasse, não andasse e nem terminasse
apenas que o tempo parasse
e o relógio não andasse
queria ficar perdido no instante
ignorando todo o restante
num qualquer local assim distante
sem casa, sem sacola
sem dinheiro, vivendo de esmola
sem tudo aquilo que me amola
ás vezes eu só queria que o tempo
parasse, não andasse e nem terminasse
👁️ 132
ndugcts . 095
sinto
um sentimento
sem nome
uma dor
disforme
percorre-me as veias
é algo não definido
impossível distinguir
impossível nomear
impossível ignorar
esta dor que sinto
um sentimento
sem nome
uma dor
disforme
percorre-me as veias
é algo não definido
impossível distinguir
impossível nomear
impossível ignorar
esta dor que sinto
👁️ 100
ndugcts . 092
no silêncio
de uma vida
só restam sombras
as cinzas
secas
exalam perfume
no vazio
do escuro
um choro silencioso
e nada mais
de uma vida
só restam sombras
as cinzas
secas
exalam perfume
no vazio
do escuro
um choro silencioso
e nada mais
👁️ 105
ndugcts . 083
estou só
neste quarto escuro
de cor cinza
estou aqui
onde mora a escuridão
onde habita a solidão
nestes olhos banhados
por lágrima suicidas
habita em mim
uma tristeza sem fim
e grito ao vento
em noites calmas de silêncio
a dor aperta
sufoca
e o sonho
cada vez mais esquecido
e embora adormecido
permanece em pensamentos acordado
neste quarto escuro
de cor cinza
estou aqui
onde mora a escuridão
onde habita a solidão
nestes olhos banhados
por lágrima suicidas
habita em mim
uma tristeza sem fim
e grito ao vento
em noites calmas de silêncio
a dor aperta
sufoca
e o sonho
cada vez mais esquecido
e embora adormecido
permanece em pensamentos acordado
👁️ 111
ndugcts . 082
vivo instantes de glórias
amarradas aos meus pulsos
no tormento
das minhas lembranças
enterro no espaço
vago da minha alma
o vazio
que carrego no meu peito
suspiros quebram o silêncio
nesta noite fria e nebulosa
onde apenas quero
encontrar o lugar onde pertenço
amarradas aos meus pulsos
no tormento
das minhas lembranças
enterro no espaço
vago da minha alma
o vazio
que carrego no meu peito
suspiros quebram o silêncio
nesta noite fria e nebulosa
onde apenas quero
encontrar o lugar onde pertenço
👁️ 98
ndugcts . 085
no natal
morre-se
ao contrário do que se possa pensar
no natal
não se nasce
no natal
morre-se
e a morte
bem
a morte
é fodida
morre-se
ao contrário do que se possa pensar
no natal
não se nasce
no natal
morre-se
e a morte
bem
a morte
é fodida
👁️ 102
ndugcts . 084
espero...
um momento
um sinal
algo que me faça sentir
este sentimento que me envolve
espero...
calado, hesitante
por merecer este instante
essa alegria que quero
e espero...
sob as estrelas do céu
banhado por sonhos diversos
um dia ser perfeito
numa única linha dos meus versos
um momento
um sinal
algo que me faça sentir
este sentimento que me envolve
espero...
calado, hesitante
por merecer este instante
essa alegria que quero
e espero...
sob as estrelas do céu
banhado por sonhos diversos
um dia ser perfeito
numa única linha dos meus versos
👁️ 114
ndugcts . 086
neste desterro onde já não amanhece
dedos encarquilhados
cansados da velhice
entrelaçam suaves taças
por onde se bebe o vinho
que mata a sede que não existe
e eu
apenas quero
morrer entre o espaço e o tempo
dedos encarquilhados
cansados da velhice
entrelaçam suaves taças
por onde se bebe o vinho
que mata a sede que não existe
e eu
apenas quero
morrer entre o espaço e o tempo
👁️ 101
ndugcts . 079
tão vastas e profundas obras
tenho visto
onde o meu pensamento
tem disfrutado
já eu não vou a lado algum
sou só um nome
um nome comum
em tristes dias os meus prantos
arrancam-me suspiros da alma
faço versos, simples, singelos
que não têm nada de belos
como outrora alguém me disse
que também eu sou um verso
não sou alegre nem triste
sou apenas um suspiro
numa folha de papel
ah! sabe-me a boca a fel
tenho visto
onde o meu pensamento
tem disfrutado
já eu não vou a lado algum
sou só um nome
um nome comum
em tristes dias os meus prantos
arrancam-me suspiros da alma
faço versos, simples, singelos
que não têm nada de belos
como outrora alguém me disse
que também eu sou um verso
não sou alegre nem triste
sou apenas um suspiro
numa folha de papel
ah! sabe-me a boca a fel
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rui serra nasceu em novembro de 1972, data em que a unesco comemorou o “ano internacional do livro”. cresceu e sempre viveu no alentejo e, como o próprio diz: “sou alentejano de alma e coração, um ser emocional, que vagueia pelo infinito do imaginário. cresci a ouvir e a cantar à alentejana e gosto... choro e rio com facilidade... sou espiritual e espirituoso... amo intensamente a vida e vivo ao sabor dos meus caprichos... odeio hipocrisia e não suporto a arrogância... protejo aqueles que amo e busco incessantemente o meu caminho... sinuoso, imprevisível mas muito, muito rico... vivo no alentejo e partilho a vida com aqueles que me são queridos.”
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
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