Lista de Poemas
ndugcts . 094
acordado
sem sono
deitado
com fome
alguém grita
não escuto
o sangue escorre
envenenado pelo tédio
na escuridão
não encontro ninguém
os caminhos
nunca estão certos
roubei a minha
inocência
perdido no tédio
na ausência da luz
já não durmo
sem sono
deitado
com fome
alguém grita
não escuto
o sangue escorre
envenenado pelo tédio
na escuridão
não encontro ninguém
os caminhos
nunca estão certos
roubei a minha
inocência
perdido no tédio
na ausência da luz
já não durmo
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ndugcts . 097
quarto vazio
da cama
olho o chão
pedaços de espelho
reflectem partes de mim
cacos de mim
a minha alma
espalhada pelo chão
amor
ódio
solidão
reflectidos aos meus olhos
medos
angustias
cacos, pedaços de vida pelo chão
o que me resta?
solidão
da cama
olho o chão
pedaços de espelho
reflectem partes de mim
cacos de mim
a minha alma
espalhada pelo chão
amor
ódio
solidão
reflectidos aos meus olhos
medos
angustias
cacos, pedaços de vida pelo chão
o que me resta?
solidão
👁️ 133
ndugcts . 098
sentado no café
vejo
espero
creio
que haja muito
muito mais
a fazer
do que olhar o
movimento
das moscas e das pessoas
que se passeiam
vejo
espero
creio
que haja muito
muito mais
a fazer
do que olhar o
movimento
das moscas e das pessoas
que se passeiam
👁️ 128
ndugcts . 096
quarto
calor intenso
estado febril
a cama
onde me arrasto
pequena
suor
arrepios
ansiedade sem cura
amargura
uma dor
sufocante
corre pelas minhas veias
ansiando por liberdade
calor intenso
estado febril
a cama
onde me arrasto
pequena
suor
arrepios
ansiedade sem cura
amargura
uma dor
sufocante
corre pelas minhas veias
ansiando por liberdade
👁️ 144
ndugcts . 100
nada se compara à tristeza
... do fim
o fim do nada
o fim do tudo
o fim do fim
simplesmente assim
fim
... do fim
o fim do nada
o fim do tudo
o fim do fim
simplesmente assim
fim
👁️ 125
ndugcts . 099
são 4h da manhã
bebo e escrevo
escrevo desenfreadamente
o que importa
nada importa
escrevo
antes que a luz se apague
sozinho
já quase bêbado
escrevo
4h 27 da manhã
continuo
assim louco
como sempre fui
aqui sentado
já bêbado
escrevo poemas
ás 4h 54 da manhã
bebo e escrevo
escrevo desenfreadamente
o que importa
nada importa
escrevo
antes que a luz se apague
sozinho
já quase bêbado
escrevo
4h 27 da manhã
continuo
assim louco
como sempre fui
aqui sentado
já bêbado
escrevo poemas
ás 4h 54 da manhã
👁️ 97
ndugcts . 088
a tua boca já não
me sabe a mar
sabe a fel e algodão doce
esse sabor agridoce
quão poluídos estão os rios
que correm em ti
me sabe a mar
sabe a fel e algodão doce
esse sabor agridoce
quão poluídos estão os rios
que correm em ti
👁️ 123
ndugcts . 091
neste espaço
vazio
disforme
vejo imagens
vultos sem corpo
sombras imóveis na penumbra
na solidão
o som dos seus passos
o barulho da porta
é o único ruido
que se perde
por detrás das cortinas
onde choram estrelas
sem mácula
vazio
disforme
vejo imagens
vultos sem corpo
sombras imóveis na penumbra
na solidão
o som dos seus passos
o barulho da porta
é o único ruido
que se perde
por detrás das cortinas
onde choram estrelas
sem mácula
👁️ 133
ndugcts . 089
a solidão
fatal
fez-me prisioneiro da morte
nesta cidade
visceral
o corpo inerte
febril
agoniza lentamente
uma lágrima
desperta
no breu
aromas inebriantes
nas narinas
exalam
da cidade indigente
fatal
fez-me prisioneiro da morte
nesta cidade
visceral
o corpo inerte
febril
agoniza lentamente
uma lágrima
desperta
no breu
aromas inebriantes
nas narinas
exalam
da cidade indigente
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ndugcts . 087
os meus dias
morrem em varandas viradas ao sul
e o meu corpo
continua lá, no prolongamento do silêncio
na infindável segurança da morte
e a vida exausta
nada num mar de cinzas
no medo sagrado
do som dos canhões
que silenciam
o inimigo invisível
que se esconde sob o céu púrpura
morrem em varandas viradas ao sul
e o meu corpo
continua lá, no prolongamento do silêncio
na infindável segurança da morte
e a vida exausta
nada num mar de cinzas
no medo sagrado
do som dos canhões
que silenciam
o inimigo invisível
que se esconde sob o céu púrpura
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rui serra nasceu em novembro de 1972, data em que a unesco comemorou o “ano internacional do livro”. cresceu e sempre viveu no alentejo e, como o próprio diz: “sou alentejano de alma e coração, um ser emocional, que vagueia pelo infinito do imaginário. cresci a ouvir e a cantar à alentejana e gosto... choro e rio com facilidade... sou espiritual e espirituoso... amo intensamente a vida e vivo ao sabor dos meus caprichos... odeio hipocrisia e não suporto a arrogância... protejo aqueles que amo e busco incessantemente o meu caminho... sinuoso, imprevisível mas muito, muito rico... vivo no alentejo e partilho a vida com aqueles que me são queridos.”
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
desde cedo começou a escrever e em fevereiro de 2011 cumpriu o sonho de menino e editou o seu primeiro livro de poesia, “escritos de um outro dia”.
participou ainda em diversos concursos, sempre subordinados à temática “poesia”. por duas vezes escreveu para a e-zine “nanozine” e participou nas antologias: world art friends da corpos editora em 2011 e na antologia da chiado editora “entre o sono e o sonho” em 2012, 2013, 2014 e 2015.
a convite, participou num projecto do gafa, grupo de amigos fotógrafos amadores, onde consta um poema seu no livro alicerces, cujas receitas reverteram para a casa “acreditar” no porto.
em 2012, “memórias de uma pena”, o segundo livro de poesia do autor, vê a luz do dia através da chancela da corpos editora.
um ano depois e muita tinta gasta, rui serra edita agora, “fragmentos do meu pensar”, um livro, também este de poesia, onde se nota um certo amadurecimento do autor na relação com as palavras.
actualmente vive em brinches, serpa no alentejo, dividindo-se entre o trabalho a família e a escrita.
projectos não lhe faltam e tem em cima da mesa muitos que, espera ele, vejam a luz do dia num futuro próximo.
o último trabalho de originais reúne escritos dos últimos anos, onde o autor aborda os mais variados temas, no entanto, o amor é o leitmotiv de “fragmentos do meu pensar”.
a sua última participação foi na obra “talentos ocultos - vol.1”, que reuniu uma série de escritores de língua portuguesa, e que saiu em dezembro de 2014, sobre a chancela da ediserv.
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