Lista de Poemas
Donos de nós
Pra expressar o meu pesar
Sinto pelo julgamento alheio
Peço perdão porque não consigo me perdoar
A loucura toma conta quando o sangue ferve
E os olhos já não conseguem enxergar
O cérebro para e os sentidos tomam conta
Mas no chão os pés sempre voltam a pisar
E o julgamento vem dos que não estavam lá
A vida é de quem a vive
Ninguém sabe como nós nos sentimos
Não sabe o que a pele pode causar
Errado nessas horas e não satisfazer
Algo tão forte errado não deve estar
Nós só podemos viver o que e nosso
E quem não sente não pode apontar
Não sabem que mesmo quando durmo
Você sempre continua lá
A mulher dos meus sonhos
A mulher do meu real
Perdido emudeço
Anata ga suki
Da penumbra partiu a esperança
A espera em fim recompensada
Perseverança pode ser um caminho justo
Encontrar o que sua mente, mão e coração alvejavam
Trilhar o caminho respeitando as normas impostas
Marginal não seria regalo na jornada
A final o tempo já levara muitas alegrias
Amargura não se tem sem um dia após o outro
Mas o caminho até o contentamento já percorrido
E o que resta é esperar pelo que tanto foi pedido
Tempo ao lado voa rápido
Nada como a maciez e a delicadeza escancarada
A vontade aos poucos saciada
Um pouco de areia em suas mãos segurada
Nada que não volte a ser motivo de outra jornada
No inicio da luz os sorrisos são distanciados
Uma manhã feliz deixada para traz
Mas trazendo comigo uma nova esperança
Sabendo que junto ao longe por baixo da ponte
Partia a minha sukiMelhor é flutuar
Sem margem
O mundo onde o homem criou linhas não podemos morar
Não viveríamos entre barreiras
Ultrapassá-las seria um jogo simples para nós
Desmedida talha nosso encontrar
Criando em volta de tudo o que somos fronteiras
Conter-se ainda não fez parte imaginar
Vivemos além molduras imaginarias
Riscadas tortas onde só nos cabe pisar
Marcas só as que ficam depois de nos encontrar
Provando o que veio após o antes
Imaginando o que será o depois
Buscando o que nunca iremos vocalizar
Pois o nosso só nos cabe a nós
Que reste aos outros o que suas mentes puderem alcançar
Pois de passar vontade não será nosso arrependimento
O julgamento que nos cabe é de nossa felicidade
E no nosso mundo é onde ela sempre está
E se vai
Tentar domar a vida afasta a razão
Fazendo muros que sobre ventos não se sustentarão
Porque nossas ações voltam sempre no inicio do circulo
Derrubando-nos de joelhos segurando o que veio ao chão
Tornando o céu mais longe outra vez
Deixando sobrar o que conhecemos tão bem
Incontido eclodindo onde a cobra se alojou outra vez
Segurando as ruínas em suas mãos
Amaldiçoando o vento que só desfez o que faltou razão
Sabendo que bradar ao vento não te tira das mãos
Não faz o muro se erguer do chão
Que em sua solidão te culpa a moção bradada
Mas que em ti mesmo deveria apontar a espada
Pois o sopro não pode derrubar nada
Que por devaneio já foi mal sustentada
Erguido em solo onde nada jamais germinará
Solidão não te sustenta nem os pés
Não queira construir sua morada
Essa
Quando não tinha o sol como testemunha foi jurado
De descaso não seria feita a derrota
Desistir da luta pesa mais que fracassar, quebrar
Sem tentar nunca teria como descobrir
Certeza nem sempre pesa mais que o talvez
A duvida pode diminuir tudo do que se aproximar
Refletindo até sobre o que esta a te buscar
Criando medo onde um mal maior pode causar
Matando a esperanço deixando a coragem minguar
Ser forte o tempo todo só reflete falta de sinceridade
Nunca existiu o que é impossível de se vergar
O que salta dos lábios não sabemos onde alcançará
Descobrimos quando o eco retorna
Tocando alem do rosto
Como curamos marcas que não vemos
Sem pode trazer de volta seu ecoar
Mudando o que podia ter sido
Planos que não deixou nascer
Vida que seguia
Talvez a bloquear
Caminhe
Pensando no futuro sem viver o presente
O horizonte se aproxima apenas para quem caminha
Olhar o horizonte não pode nos fazer esquecer
O lugar onde estamos é aqui
Siga vivendo onde sua sombra esconde
Não passe a vida sem olhar o chão que passa sobre você
De simpatia para quem olhar no seu rosto
Não se perca no que ainda não vê
Leve junto o que puder te aquecer
Deixe pelo caminho quem reclamar que os pés doem
Não se vai ao fim sem dar inicio
Não termina até passar a jornada
Não foi o que de principio desejou
Saber o gosto que a amargura tem
Se for preciso que inunde a boca
Pois os pés não pararão onde estão
Para quem não vive no presente
Não sente o gosto amargo
O horizonte nunca alcançará
Não se volta a ser
Quando era pequeno desejei ser grande
Inocente, achando que a vida seria melhor
Que crescer seria ser dono de si
Ninguém mais dizendo o quando comer
O que no meu prato tinha que conter
A cor que a camisa tinha que ser
Quando desligar a TV
Escolher os lugares que gostaria conhecer
O que em minhas folhas quisesse escrever
Poder viver como achava que a vida tinha que ser
Mas a vida te torna grande
Olhando para trás descobrindo o que é inocência
E você descobre o que te da saudade
Vivendo a vida que não sonhou antes de crescer
Não se tornou piloto de avião
Descobriu que tudo o que come fica em você
Seu prato não tem só o que quer comer
Sua vida continua não sendo só para você
E a inocência não pode mais ter
Quando me tornei grande
Descobri que pequeno não poderia voltar a ser
E sinto saudade do que nunca mais poderei viver
Sentindo a medida
Nunca de amar reneguei
Enganado pensando que era o que já vivenciado
Descobrindo que a medida não passava de um palmo
Machucado buscando consolo em seus olhos busquei
Esquecer não faz parte de mim
Sentindo que amor de mim nunca seria salvo
Passando os meses levando meus dias
A dor que sempre temia com o tempo estendia
De tão grande amor, morria
Pondo-me em malfeitos buscando não demonstrar efeito
O que partia levava mais do que queria
Iludido com planos de pré e pós vida caia
Voltando para morada quem em estrela vivia
Desacostumado há dias sem brilho
Mas voltar ao mundo depois de viver entre estrelas
Não desejo a mim nem a ninguém
Viver fora do mundo acostuma-te mal
Tira de ti o medo de viver
Esperança de amor até o final
Chegando ao fim levando junto tudo que tinha de bom em você
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