E se vai
Tentar domar a vida afasta a razão
Fazendo muros que sobre ventos não se sustentarão
Porque nossas ações voltam sempre no inicio do circulo
Derrubando-nos de joelhos segurando o que veio ao chão
Tornando o céu mais longe outra vez
Deixando sobrar o que conhecemos tão bem
Incontido eclodindo onde a cobra se alojou outra vez
Segurando as ruínas em suas mãos
Amaldiçoando o vento que só desfez o que faltou razão
Sabendo que bradar ao vento não te tira das mãos
Não faz o muro se erguer do chão
Que em sua solidão te culpa a moção bradada
Mas que em ti mesmo deveria apontar a espada
Pois o sopro não pode derrubar nada
Que por devaneio já foi mal sustentada
Erguido em solo onde nada jamais germinará
Solidão não te sustenta nem os pés
Não queira construir sua morada
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