Escritas

Lista de Poemas

Mente crente

26/11/2006

Reluz real realidade!
Quão vasta e esta infinidade!
De homens, de gente, que sente!
O que é a realidade?

Homem que busca o que sente. Será?
Homem que não sente o que busca
Não sente porque mente?
Mente para si mesmo que o que busca é o que sente?

Mentira vasta que afasta o homem da semente
Que fá-lo pensar não na sua mente e nem no que sente
Que fá-lo pensar na mente de quem mente
De quem sente que pode controlar sua mente

Mentira inocente, mentira eloquente
Inocente porque sente ser a sua mente consistente
Consistente? Mentira!

Essa mente não sabe o que sente
Só pensa que sente e vende
Não sente porque mente
Para si e para a gente

Inocente que pensa ser crente
Crente no prepotente, que mente o que vende
E corrompe sua mente
Na inocente e eloquente mente que esconde a serpente
Que faz a gente se perder da semente
Fruto da gente que não mente

Somente quem mente, perde sua mente
Que sente sua mente indecente
Porque crente na gente que mente
Que essa é a mente decente

Crente! Gente! Sente! Pense!
Na realidade urgente.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Mente crente. Marília - SP - 2006

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Solução

20/12/2015

Seguro vou
Onde seguro?
Seguro na sua mão
E vou buscar a solução

Solução onde vou diluir meu amor
Para calar a dor
A dor de não sentir o calor
E o afago quente desse amor

Quero sentir o afago
Quero dizer que te trago
Trago você para comigo
E assim ficarmos unidos

Unidos vamos juntos
Em busca da solução
Que cala essa inquietação
E traz calor para o coração

Solução que acalma a pulsação
Que estabiliza a pressão
E que não deixa cair no chão
Somente nos faz sentir grande emoção

Pressão, pulsação, inquietação
Só você tem a solução!

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Solução. Marília - SP - 2015

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Suor da vida

27/02/2009

Vida suada
Vida cansada
Suo para viver
Vivo para suar

No meu rosto escorre
Em minha cabeça corre
Córrego de luta
Luta que me muda

Mudo para viver
Vivo para correr
Corro para um dia parar de correr
E pensar no quanto suei para viver

Vida suada
Vida cansada
Sua para exaltar
Exalte para ver o suor, de quem corre para te ver no amanhecer

Enxugue o suor do teu rosto
Sinta a brisa tocar sua pele
Pare e pense!
Ao sentir essa brisa
Analisa, veja, esteja
Na beleza da parada que seca seu suor

Assim soa um novo som
Que acalma e gera doce voz
Voz que soa o som da vida

Vida que diz:
Corra! Mas pare!
Pare sem pressa
Expressa sua doce voz
Que canta não no suor que molha
Mas no soar que acalma e mostra sua alma

O suor não é a sentença
O suor é a presença
Ele molha na corrida
E seca com o soar da doce e calma voz

Há corrida e há parada
Há luta que passa
Passa para te fazer enaltecer
A beleza de sentir o prazer da brisa, que seca seu suor ao anoitecer

Durma e sonhe
Sonhe com a brisa
Não sonhe com a briga
Briga apenas para sentir o prazer da brisa, não permitindo que ninguém lhe tire e o faça perder o sentido da vida.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Suor da vida. Marília - SP - 2009

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Caminho

25/11/2006

O que penso
O que quero
O que sonho
Te proponho

Na procura do caminho
Vou buscando o destino
Onde encontrarei a felicidade?
Felicidade que penso ser esse sonho

O sonho do que penso e do que quero
Não sei se penso, não sei se quero
Não sei o que penso, não sei o que quero
Estou perdido no caminho

Vou buscando descobrir
O meu sonho
O meu pensamento
Que foram se perdendo pelo caminho

Como achar pelo caminho?
Se tantos foram os sonhos e os pensamentos perdidos nele
Se tantos foram os sonhos e os pensamentos que acolhi nesse caminho
Pensando ser os meus e deixando de lado os verdadeiramente meus.
Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Caminho. Marília - SP - 2006

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Labor do ardor, labor do amor

01/12/2006

Deito e penso
Penso em não me levantar
Para ter que entrar
No labor do ardor

Quero laborar sem me esgotar
Quero criar, quero gritar
Gritar para dizer e estremecer
Que o labor do ardor
Me arde a alma e me corrói a calma

Prefiro deitar e pensar
Pensar nas ondas do mar
Que me levam a imaginar
E num instante me calar

Me calo para sentir o calo
O calo no meu coração
Que também fere a minha mão
E destrói minha emoção

Calo na mão, calo no coração
Calo no peito, calo no jeito
Me calo para sentir, calo o meu pensamento

Pensamento que não voa
Pensamento que ressoa
Ressoa a pessoa no som que doa

Dói na alma e tira a calma
Dói no peito
Dói no jeito
Dói no pensamento

Pensamento que não sente
Pensamento dormente
Sinta o calo
Cala-te para vê-lo

Cala o calo
O calo do labor do ardor
Que não faz nascer a flor
Só faz nascer a dor

Cria a flor
Cria o amor
Destrua o labor do ardor
E que assim nasça o labor do amor.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Labor do ardor, labor do amor. Marília - SP - 2006

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Chama Solidão

30/11/2006

Não sei se fico
Não sei se vou
Não sei durmo
Não sei se saio

Se saio me distraio
Se durmo me esqueço
Se fico me atrapalho

Se vou eu me lembro
Me lembro que deveria não sair
Que deveria ter dormido
Dormido para esquecer
Mas se esqueço, não me lembro de me distrair

Quero distração
Quero emoção
Não quero me lembrar dos momentos de solidão

Saio, e na rua me lembro
Me lembro da solidão da cama
Cama que me chama
Para esquecer de partir
De partir para esquecer
A chama da solidão.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Chama solidão. Marília - SP - 2006

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Luar do olhar

29/11/2006

Olhar que olha o mar
Que molha o olhar
Olhar para ver o luar
Banhar as ondas do mar

Olhar para te amar
E se emaranhar na luz do luar
Olhar que mostra a alma
Que fala da calma

O que tem esse olhar?
Olhar que tem o prazer de te ver
Que vê o que ninguém vê
Olhar que pede a você que dê

Dê a esse olhar o mar
Dê a esse olhar o luar
E recebe desse olhar o mar do amor.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Luar do olhar. Marilia -SP - 2006

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Inquietação

25/04/2016

O que há com meu coração?
Essa constante inquietação
Que mexe com minha emoção
Eu vou buscando ter noção do que fez esse amor na minha vida

É uma mistura de vontade e medo
Vontade de ver e estar junto
E medo de perder esse amor

Amor que causa alegria
Alegria de estar vivo
Buscando aquilo que nos faz mais intensos
E intentos de continuar lutando para que esse amor sobreviva.

Renato Sá Freire Nogueira.

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Alma Calma

25/11/2006

Sentindo, sentindo, sentindo
Sento, penso. E como penso!
No que fazer para entender minha alma
Para interpretar esse espírito da fauna

Fauna que pensa, que pensa
O que quer essa alma?
Aonde vais? O que buscais?
Alma, fauna, calma!

Caminha calma
No bosque do mundo alma
Falta. O que falta?
Bate palma e vai na calma

Sente, pense, busque, grite!
Sacia teu apetite!
Vais em busca da alma grande
Plante, regue, mede, cante!

Cede tua alma de fauna
Para o bosque do coração
Segue a alma, cede tua alma
Para o bosque da imensidão.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Alma calma. Marília - SP - 2006

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Amor de Imensidão

30/11/2006

Sento para pensar
Pensar em me entregar
Me entregar e te amar
Amar sem pensar em te largar

Sente, pense, se entregue, ame, não largue
O amor que faz milagre
Que cura a alma sedenta
Que isenta a alma da solidão

Não! Não minta pro coração
Sinta as batidas da emoção
Corre para ver essa paixão
Que passa na imensidão

Amor! Milagre! Cura a alma sedenta!
Liberte-a da solidão
Leve-a para seu coração
Para sentir sua emoção
E se agarrar nesse amor que envolve a imensidão.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Amor de imensidão. Marília - SP - 2006

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