Escritas

Suor da vida

Renato Sá Freire Nogueira
27/02/2009

Vida suada
Vida cansada
Suo para viver
Vivo para suar

No meu rosto escorre
Em minha cabeça corre
Córrego de luta
Luta que me muda

Mudo para viver
Vivo para correr
Corro para um dia parar de correr
E pensar no quanto suei para viver

Vida suada
Vida cansada
Sua para exaltar
Exalte para ver o suor, de quem corre para te ver no amanhecer

Enxugue o suor do teu rosto
Sinta a brisa tocar sua pele
Pare e pense!
Ao sentir essa brisa
Analisa, veja, esteja
Na beleza da parada que seca seu suor

Assim soa um novo som
Que acalma e gera doce voz
Voz que soa o som da vida

Vida que diz:
Corra! Mas pare!
Pare sem pressa
Expressa sua doce voz
Que canta não no suor que molha
Mas no soar que acalma e mostra sua alma

O suor não é a sentença
O suor é a presença
Ele molha na corrida
E seca com o soar da doce e calma voz

Há corrida e há parada
Há luta que passa
Passa para te fazer enaltecer
A beleza de sentir o prazer da brisa, que seca seu suor ao anoitecer

Durma e sonhe
Sonhe com a brisa
Não sonhe com a briga
Briga apenas para sentir o prazer da brisa, não permitindo que ninguém lhe tire e o faça perder o sentido da vida.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Suor da vida. Marília - SP - 2009

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