Lista de Poemas
Esperança
"Como esperar me desespera!"
Você me confessa, chorando.
"Até quando irá a minha espera?"
E me repete: "Até quando?"
Até quando teremos que esperar?
Não sei até quando, mas confessarei
que há muito espero sem me cansar,
e de esperar nunca me cansarei.
Sem esperar que a esperança acabe,
esperemos quem sabe um gesto,
um sorriso de leve, quem sabe?,
talvez um outro pequeno manifesto.
Esperemos sempre com alegria,
sem desistir nem um só instante.
Desistir é o que mais distancia
o que já se encontra distante.
Esperemos uma palavra, um gesto,
qualquer coisa que nos aproxime,
um sorriso, ainda que modesto,
algum sinal que nosso peite anime.
Até que o dia por fim amanheça
e o sol ilumine o nosso caminho.
E que nunca mais a gente esqueça
que ninguém pode viver sozinho.
Você me confessa, chorando.
"Até quando irá a minha espera?"
E me repete: "Até quando?"
Até quando teremos que esperar?
Não sei até quando, mas confessarei
que há muito espero sem me cansar,
e de esperar nunca me cansarei.
Sem esperar que a esperança acabe,
esperemos quem sabe um gesto,
um sorriso de leve, quem sabe?,
talvez um outro pequeno manifesto.
Esperemos sempre com alegria,
sem desistir nem um só instante.
Desistir é o que mais distancia
o que já se encontra distante.
Esperemos uma palavra, um gesto,
qualquer coisa que nos aproxime,
um sorriso, ainda que modesto,
algum sinal que nosso peite anime.
Até que o dia por fim amanheça
e o sol ilumine o nosso caminho.
E que nunca mais a gente esqueça
que ninguém pode viver sozinho.
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Dimensão
Somos todos grandes porque nascemos grandes,
não porque quisemos, não no sentido visual, não na estética.
Nascemos grandes como nascem todos, indistintamente,
no mesmo peso e na mesma medida,
sem possibilidade de mais crescer ou diminuir.
A proporção que se dá ou se vê nas pessoas
é que leva a essa tolice da classificação,
a esse ser mais ou menos que nos faz olhar por cima
ou erguer submissamente a vista,
como quem pisa e quem serve de chão.
Nascemos grandes como Deus quis
e seremos grandes ainda que não queiramos,
não tendo como mais crescer ou nos apequenar,
como nenhum vivente tem como ser maior
ou menor que a semente da vida.
Se tivéssemos todos - grandes que somos -
a humildade de nos darmos as mãos
e caminhar para um mesmo horizonte,
seríamos felizes e indestrutíveis.
Nenhum de nós há, maior, menor,
mais ou menos importante.
O que pode haver é o que nos espera
sem jamais revelar-se antes da hora.
Por isto nascemos grandes,
para resistir ao agora e aguardar
a divina possibilidade do amanhã.
**
Dimensión
Somos sublimes de nacimiento,
y no por la voluntad propia, ni por la apariencia o la estética.
Nacemos grandiosos, todos por igual, indistintamente,
en el mismo peso y en la misma medida,
sin posibilidad de crecer o disminuir.
La aparente discordancia que se da en las personas
es la que lleva a la simpleza clasificatoria,
a ese sentirnos superiores o inferiores y mirar a los otro por encima
o bajar sumisamente la mirada,
como si unos pisaran y otros sirvieran de suelo.
Nacemos excelsos como Dios quiso
y seremos así aunque no queramos,
sin oportunidad de cambio,
porque a ningún ser vivo le cabe la posibilidad de ser mayor
o más pequeño que lo determinado por la semilla de la vida.
Si tuviéramos todos - magníficos como somos -
la humildad de darnos las manos
y caminar hacia un mismo horizonte,
seríamos felices e indestructibles.
Ninguno destaca por su tamaño,
ni por ser más o menos importante.
Lo que puede suceder es lo que nos espera
sin descubrirse jamás antes de tiempo.
Por eso nacemos crecidos,
para resistir el presente y esperar
la divina dádiva del mañana.
Tradução para o castelhano por Pedro Sevylla de Juana.
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Origem
Ei-lo
no ventre alfonsino,
no seco Aleixo das Geraes,
rico de fome e aridez...
no ventre alfonsino,
no seco Aleixo das Geraes,
rico de fome e aridez...
👁️ 399
Áurea
Faço poemas
em versos negros
e versos brancos
para que todo poema
seja livre.
👁️ 527
Frases
Se o amor de mãe é incondicional, como explicar tantas mães que maltratam, abandonam, matam seus filhos, bebês ou já crescidos, em troca não do amor, mas da satisfação sexual que os homens lhes proporcionam?
-
Jamais poderemos estar perto de quem amamos, enquanto nos ausentarmos de nós mesmos
-
Consciente do seu tamanho, o meu coração dividiu-se em bilhões de partes, em pequeninos corações e foi descortinar o mundo, adentrar os peitos vazios de sentimentos
-
No comboio da vida, a juventude é passageira e o tempo cobrador.
-
O erro quando involuntário é natural e tentar reparar, se desculpar e evitar repeti-lo é humano; mas é desalentador ver pessoas altamente instruídas insistirem repetidamente nos mesmos erros, sentindo prazer nisto, porque lhes é favorável, serem aplaudidas e não sofrerem qualquer punição
-
A vida passa do meu lado e não me vê
-
Meu pai foi um grande pensador, só não sabia escrever
-
Assim como as vitórias nos dão confiança para prosseguir, as derrotas nos preparam para os mistérios de cada amanhã
-
Só depois que a fonte seca se descobre o valor que a água tem; no jardim do amor que é mal cuidado as flores secam também
-
Depois que passei a vida melhorou; a minha não sei, mas a de quem ficou.
-
Quem vive mendigando carinho recebe -como doação- falsos afetos disfarçados em meios abraços
-
👁️ 635
Vestuário
Roupas, roupas,
vestimentas,
enganos do corpo,
engodos, farsas.
Panos, panos,
linhos grossos,
fininhos,
obstrução de caminhos...
👁️ 375
Ao censor
Lê e critica meu verso,
que te é permitido fazê-lo.
Só não me prives, te peço,
do direito de escrevê-lo.
👁️ 454
Só
Viver não me importa:
minha Rosa está morta!
Secou no jardim
com falta de mim.
A vida em comum
fez nós dois sermos um.
Ela partiu ontem à tarde:
fiquei só a metade.
Aspiro o tormento
que vem com o vento.
Perdi minha calma:
fugiu com sua alma.
A morte é a esperança,
não quero a lembrança.
Voltar não resolve,
sua vida não volve.
Ficar não consola,
a dor me assola.
Seguir é inútil
na estrada tão fútil.
Quero que anoiteça
e não mais amanheça.
Viver não me importa:
minha Rosa está morta!
👁️ 305
O teatro
Estreitam-se da nossa Pátria as cercanias,
cresce a fome com a fuga das divisas, ri a peste.
A Nação, outrora honesta, se rende à tirania
de quem ouro recolhe e de poder se veste.
Queixoso é o povo dessa Lei que o oprime;
a sangria corre solta em cada Estado;
quem matou se desculpa e se redime:
a Mão do Poder é branca e sem pecado.
Olhem bem, vejam só os desgraçados.
NEROS se protegem na armadura
dos votos que lhes demos. Fazem festa!
Só nos cabem os ossos rejeitados.
O País é um teatro e A Ditadura
é a peça a que assistimos. Nada resta...
cresce a fome com a fuga das divisas, ri a peste.
A Nação, outrora honesta, se rende à tirania
de quem ouro recolhe e de poder se veste.
Queixoso é o povo dessa Lei que o oprime;
a sangria corre solta em cada Estado;
quem matou se desculpa e se redime:
a Mão do Poder é branca e sem pecado.
Olhem bem, vejam só os desgraçados.
NEROS se protegem na armadura
dos votos que lhes demos. Fazem festa!
Só nos cabem os ossos rejeitados.
O País é um teatro e A Ditadura
é a peça a que assistimos. Nada resta...
👁️ 432
Transição
É tão fria a cova e tão escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova é fri a se o corpo é morto?
A partir de agora s ó a alma sente...
Ah! Esta cama rude onde estou deitado
e este quarto escuro e tão bem fechado!
Tento levantar, mas estou tão cansado...
Que rumor é esse ali no quarto ao lado?
Há um jardim bem perto: sinto o odor das flores.
Quero levantar, mas estou tão cansado...
Estou tão cansado mas não sinto dores.
E o rumor aumenta ali no quarto ao lado.
_ Desçam o caixão! _ diz alguém lá fora.
Quem morreu enquanto estive dormindo?
Bem perto da porta ouço alguém que chora,
lamentando a sorte de quem vai partindo.
Quero levantar, faço força tamanha
mas tenho as mãos inertes e o corpo duro.
Agora o padre reza numa língua estranha,
enquanto fico preso neste quarto escuro.
Está caindo terra sobre o telhado.
Parece que o mundo está desabando...
Falta-me o ar neste quarto fechado
e lá fora há um a multidão chorando.
Sinto um trem or leve, um breve arrepio...
Já quase nada mais estou sentindo.
Por que não me tiram deste quarto frio?
Alguém morreu enquanto estive dormindo.
É tão fria a cova e tão escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova é fria se o corpo é morto?
A partir de agora só a alma sente...
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Nasci em Nova Era, município mineiro vizinho da Itabira de Drummond e sempre imaginei que algum dia iria vê-lo - afinal, morávamos tão próximos... Mas, como ele me havia advertido bem antes, "tinha uma pedra n meio do caminho". Em 1987 o poeta viajou definitivamente, antes que eu pudesse remover a pedra.
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