Lista de Poemas
!
Afinal, sonhar é não viver!
👁️ 2
De perto, ao longe
O fim ali tão perto.
Espelhado no sol daquela manhã.
O teu corpo inundado pelo frio impiedoso.
O regresso visto assim de longe.
Apagas ao de leve as histórias delineadas.
Escrevo pelo corpo à tua alma.
Só depois, reinvento-te hoje.
As feridas afogadas na garrafa terminada.
O lado claro da tua pele curada.
Fazem sentido palavras de vontade encharcadas.
Por perto, o tempo abranda nesta volta, vinda de longe.
O que dizes aproxima-se, depois.
Aqui, de perto, o fim acena ao longe.
Espelhado no sol daquela manhã.
O teu corpo inundado pelo frio impiedoso.
O regresso visto assim de longe.
Apagas ao de leve as histórias delineadas.
Escrevo pelo corpo à tua alma.
Só depois, reinvento-te hoje.
As feridas afogadas na garrafa terminada.
O lado claro da tua pele curada.
Fazem sentido palavras de vontade encharcadas.
Por perto, o tempo abranda nesta volta, vinda de longe.
O que dizes aproxima-se, depois.
Aqui, de perto, o fim acena ao longe.
👁️ 38
Refém
É como se o meu corpo fosse um território em guerra.
É como se um fogo queimasse tudo.
Já não sei quem há segundos era.
A cada segundo me transformo e mudo.
Um calor que me consome e nada o detém.
Uma guerra em que não luto e sou apenas refém.
É como se um fogo queimasse tudo.
Já não sei quem há segundos era.
A cada segundo me transformo e mudo.
Um calor que me consome e nada o detém.
Uma guerra em que não luto e sou apenas refém.
👁️ 2
Em Branco
Vão-se as musas, vão-se os deuses.
Toda a inspiração parte em corrida impetuosa.
Paixão ou tristeza.
Constituição única do seu alento.
Vão-se as palavras, vão-se páginas em branco.
Ou se ama ou se deprime.
E eu, nem uma nem outra.
No sentir insosso do silêncio.
Toda a inspiração parte em corrida impetuosa.
Paixão ou tristeza.
Constituição única do seu alento.
Vão-se as palavras, vão-se páginas em branco.
Ou se ama ou se deprime.
E eu, nem uma nem outra.
No sentir insosso do silêncio.
👁️ 51
As Tuas Cartas
Quando me escreves,
Todo o chão treme sob os pés.
Não te respondo.
Gastar palavras, para quê?
São todas demais para quem tu és!
Vejo que te trais todos os dias.
E dos teus caminhos, nada sei.
Ouve, eu nunca vi flores onde tu as vias!
E enquanto corrias pelos montes e vales.
Toda a vontade perdida em mim arrefeceu e secou!
Todo o chão treme sob os pés.
Não te respondo.
Gastar palavras, para quê?
São todas demais para quem tu és!
Vejo que te trais todos os dias.
E dos teus caminhos, nada sei.
Ouve, eu nunca vi flores onde tu as vias!
E enquanto corrias pelos montes e vales.
Toda a vontade perdida em mim arrefeceu e secou!
👁️ 65
A vida inteira
Fome nas mãos.
Ternura na boca.
Um olhar de súplica.
Um beijo que demora.
Um amor acorda.
E uma vida inteira à porta.
Ternura na boca.
Um olhar de súplica.
Um beijo que demora.
Um amor acorda.
E uma vida inteira à porta.
👁️ 2
Enlouquecida
A primeira palavra é o que me custa.
Depois disso todo o texto corre.
E, como ele,
Tudo o que se esconde em mim,
Pelas páginas abertas escorre,
Em chamas,
Do princípio ao fim.
Numa cadência sedenta de gritar,
Abrem-se mundos, correm astros.
E confesso, pela fantasia,
Posso voar ou andar de rastros.
Tão cega, decerto, já tão enlouquecida.
Escrevo sempre a mesma coisa,
É sempre mesma história já tão lida.
O mesmo papel que não tem graça.
Mas a fúria não passa,
Escreva isto e mais aquilo,
Faça eu o que quer que faça.
Depois disso todo o texto corre.
E, como ele,
Tudo o que se esconde em mim,
Pelas páginas abertas escorre,
Em chamas,
Do princípio ao fim.
Numa cadência sedenta de gritar,
Abrem-se mundos, correm astros.
E confesso, pela fantasia,
Posso voar ou andar de rastros.
Tão cega, decerto, já tão enlouquecida.
Escrevo sempre a mesma coisa,
É sempre mesma história já tão lida.
O mesmo papel que não tem graça.
Mas a fúria não passa,
Escreva isto e mais aquilo,
Faça eu o que quer que faça.
👁️ 71
É Só Poesia
Escuta homem, nós somos as palavras,
Somos o escândalo, o desejo, o precipício.
Mas eu não posso amar-te, homem,
Nem tu a mim.
Eu sou loucura, tu és artíficio.
Viciados numa poesia sem fim.
Mas o que fazemos está condenado.
Porque o amor,
O amor, meu caro poeta apaixonado,
O amor não se faz assim.
Somos o escândalo, o desejo, o precipício.
Mas eu não posso amar-te, homem,
Nem tu a mim.
Eu sou loucura, tu és artíficio.
Viciados numa poesia sem fim.
Mas o que fazemos está condenado.
Porque o amor,
O amor, meu caro poeta apaixonado,
O amor não se faz assim.
👁️ 58
Virei As Costas
De tanto te querer, andei perdida.
Achei-me só, de alma gasta,
Numa alegria demasiado vazia.
Pois enquanto o mundo corria,
A vida por mim passava,
Passava e eu não a via.
Meus olhos cegos de te ver,
Eu tão cansada de esperar,
Uma vontade de correr,
Cruzar a rua e te abraçar.
Mas um dia,
Sem ter mais o que perder,
Que perdida andava eu.
E sem saber o que me deu,
Nesse dia, disse basta.
E a sorrir, dobrei a esquina,
Disse-te adeus em surdina,
E virei as costas à desgraça!
Achei-me só, de alma gasta,
Numa alegria demasiado vazia.
Pois enquanto o mundo corria,
A vida por mim passava,
Passava e eu não a via.
Meus olhos cegos de te ver,
Eu tão cansada de esperar,
Uma vontade de correr,
Cruzar a rua e te abraçar.
Mas um dia,
Sem ter mais o que perder,
Que perdida andava eu.
E sem saber o que me deu,
Nesse dia, disse basta.
E a sorrir, dobrei a esquina,
Disse-te adeus em surdina,
E virei as costas à desgraça!
👁️ 69
Bar
Quando te vi entrar no bar,
Foi mais o susto por pensar
- Triste homem ali vem!
Do que o mais que te tenha amado.
E olha que demais, como eu,
Até hoje,
Nunca mais te amou ninguém!
Foi mais o susto por pensar
- Triste homem ali vem!
Do que o mais que te tenha amado.
E olha que demais, como eu,
Até hoje,
Nunca mais te amou ninguém!
👁️ 71
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Ania
2024-06-01
ania_lepp
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