Lista de Poemas
Perguntaram a mim
O que é trabalhar no bar?
Digo que atrás do balcão o que se guarda é suor
No exterior do salão, o vazio em forma de álcool submete as almas em prisões
As ruas ausentes de luz indicam uma volta embaraçosa e um destino cansativo
No travesseiro me debrio com os olhos pesandos e logo penso:
Amanhã abrirei os cadeados de uma loja, não do meu lar, nem os que estão na alma
Digo que atrás do balcão o que se guarda é suor
No exterior do salão, o vazio em forma de álcool submete as almas em prisões
As ruas ausentes de luz indicam uma volta embaraçosa e um destino cansativo
No travesseiro me debrio com os olhos pesandos e logo penso:
Amanhã abrirei os cadeados de uma loja, não do meu lar, nem os que estão na alma
- Rafael Gonçalo
👁️ 341
Entrelinhas/Entre nas linhas
Avante a palavra cortante como a tua
Me deixaste na rua, o barco já nem flutua
Manda teu sumiço repentino refletir
Tu fostes, e sem exaurir
Nada de surpreendente, o fardo seria meu
Nada teria de terminar
Atravessado na tela clara do aparelho, com o omoplata dolorido
E com as palpitações banhadas de desespero
Sempre tive a sapiência que teria de engolir partida
Silva é derivado de floresta
Nos domingos me debruço de testa naquela aroeira
Nada mais interessa
Me deixaste na rua, o barco já nem flutua
Manda teu sumiço repentino refletir
Tu fostes, e sem exaurir
Nada de surpreendente, o fardo seria meu
Nada teria de terminar
Atravessado na tela clara do aparelho, com o omoplata dolorido
E com as palpitações banhadas de desespero
Sempre tive a sapiência que teria de engolir partida
Silva é derivado de floresta
Nos domingos me debruço de testa naquela aroeira
Nada mais interessa
- Rafael Gonçalo
👁️ 362
Lado norte
Naquelas calçadas desordenadas,
Tinha água, peles misturadas
Com orquestras de risadas
No vazio, algum ar de esperança havia
Fugiriam das casas se pudessem, acredite
Algo que nunca foi conhecido era esperado
O que fazer com uma parcela de ganhos
Aquela parcela luta, sofre e se reduz
Sonha mais que qualquer criatura
Uma faca de dois gumes foi atravessada naquela rua
Quem morava ali, voltava com o pão quente de cabeça baixa
E o consumiu, logo ele seria tomado pela frieza do ambiente
- Rafael Gonçalo
Tinha água, peles misturadas
Com orquestras de risadas
No vazio, algum ar de esperança havia
Fugiriam das casas se pudessem, acredite
Algo que nunca foi conhecido era esperado
O que fazer com uma parcela de ganhos
Aquela parcela luta, sofre e se reduz
Sonha mais que qualquer criatura
Uma faca de dois gumes foi atravessada naquela rua
Quem morava ali, voltava com o pão quente de cabeça baixa
E o consumiu, logo ele seria tomado pela frieza do ambiente
- Rafael Gonçalo
👁️ 453
Os longínquos danos do pensamento humano
Tornar-se responsivo ou delongado?
Carregar um punhal ou credulidade?
Conheça a trindade, sui generis
Mantenha o singular ou a pluralidade?
Irá limitar-se em momentos cúbicos
E se resumirá com 6 faces e a 8 vértices?
Associal ou bem relacionado?
Açúcar na ferida salgada
Admita ou não
Vocês usam quantas camadas para alquimiar sua verdade nessa procura rasa de aplauso?
Eu não sou, com austeridade digo, não sou
"Visão de onde vim,
antes de ir para onde vou,
Mas para onde eu vou?"
- Rafael Gonçalo
Carregar um punhal ou credulidade?
Conheça a trindade, sui generis
Mantenha o singular ou a pluralidade?
Irá limitar-se em momentos cúbicos
E se resumirá com 6 faces e a 8 vértices?
Associal ou bem relacionado?
Açúcar na ferida salgada
Admita ou não
Vocês usam quantas camadas para alquimiar sua verdade nessa procura rasa de aplauso?
Eu não sou, com austeridade digo, não sou
"Visão de onde vim,
antes de ir para onde vou,
Mas para onde eu vou?"
- Rafael Gonçalo
👁️ 451
Culto à máquina de fazer espanhóis
Vende padrão, repressão
Venda nos olhos, venda meus ideais
nos reprimem como animais
Enjaulados dentro de casa,
Discordou, somos caça
Decompondo com o relógio
Quanto trauma Antonio
Quanto ódio
Recompondo lembranças
Lamentando cobranças
Esquina vazia, nenhum direito em dia
Nem santo, nem oxalá
Sangue frio, corram de Salazar
A ceia com um só lugar, um só assento
Os que estão no podium? Possuem armamento
Linguagem suburbana, humaniza
Sociedade sub humana se desliza
Fico aqui nesse cantinho, envelhecendo
Aqui dentro, âmago remoendo
Venda nos olhos, venda meus ideais
nos reprimem como animais
Enjaulados dentro de casa,
Discordou, somos caça
Decompondo com o relógio
Quanto trauma Antonio
Quanto ódio
Recompondo lembranças
Lamentando cobranças
Esquina vazia, nenhum direito em dia
Nem santo, nem oxalá
Sangue frio, corram de Salazar
A ceia com um só lugar, um só assento
Os que estão no podium? Possuem armamento
Linguagem suburbana, humaniza
Sociedade sub humana se desliza
Fico aqui nesse cantinho, envelhecendo
Aqui dentro, âmago remoendo
-Rafael Gonçalo
👁️ 438
Nós seremos números?
Amor como equações diferentes
Ações e instintos derivados, maiores que continentes
Não cabem em lugar algum
Me pergunto mais sobre o tamanho dele do que de um céu azul qualquer
Simplicidade é efêmera como o barulho do talher de minha companhia na mesa
Estou acompanhado
Rostos grudados em temperatura agradável
Amor tão extenso e complexo como símbolos inexplicáveis
Somos x e y ,
Equações resolvidas, resultados divididos
Ações e instintos derivados, maiores que continentes
Não cabem em lugar algum
Me pergunto mais sobre o tamanho dele do que de um céu azul qualquer
Simplicidade é efêmera como o barulho do talher de minha companhia na mesa
Estou acompanhado
Rostos grudados em temperatura agradável
Amor tão extenso e complexo como símbolos inexplicáveis
Somos x e y ,
Equações resolvidas, resultados divididos
- Rafael Gonçalo
👁️ 501
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