Culto à máquina de fazer espanhóis

Vende padrão, repressão
Venda nos olhos, venda meus ideais 
nos reprimem como animais
Enjaulados dentro de casa,
Discordou, somos caça
Decompondo com o relógio
Quanto trauma Antonio
Quanto ódio 
Recompondo lembranças 
Lamentando cobranças 
Esquina vazia, nenhum direito em dia 
Nem santo, nem oxalá 
Sangue frio, corram de Salazar 
A ceia com um só lugar, um só assento 
Os que estão no podium? Possuem armamento 
Linguagem suburbana, humaniza 
Sociedade sub humana se desliza 
Fico aqui nesse cantinho, envelhecendo 
Aqui dentro, âmago remoendo

-Rafael Gonçalo
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