Lista de Poemas
🔴 Quem procura, acha
Natuza Nery e Janja percorreram alguns cômodos do Palácio da Alvorada. Numa estética que remetia imediatamente à revista Caras ou a um programa que visita as casas dos ricos e famosos, ambas examinaram as avarias no imóvel e o sumiço dos móveis supostamente usados pela família presidencial anterior.
A repórter da GloboNews abandonou as técnicas jornalísticas e bancou uma bajuladora colunista social. Demonstrando indignação, a repórter seguiu o roteiro de Janja. A moça tem método, não à toa ela é esposa do Lula e petista.
Michelle Bolsonaro avisou onde a mobília deveria estar. Mas os comparsas já haviam tramado tudo, e a nova mobília teria que ser comprada sem licitação. Não um estofado em 12X na Marabraz; não um lindo guarda-roupa de 8 portas no crediário das Casas Bahia; não um conjunto de mesa e 4 cadeiras no cartão Gazin, mas móveis finos com caríssimas e renomadas assinaturas.
Ao ver a descrição de uma poltrona eletrônica, parecia a exibição das vantagens de se adquirir por telefone uma daquelas traquitanas da televisão. Bugigangas típicas de novo rico — ou quem tá com um dinheirinho sobrando — com “dor nas junta”, esses produtos, paradoxalmente, são de uma praticidade complicada.
Pois os móveis foram encontrados. Lógico, depois da compra emergencial, portanto, sem licitação. Natuza, em vez de demonstrar a indignação própria de quem foi enganada, acusou o golpe, exibindo a vergonha de quem sabia que estava construindo uma farsa.
A falcatrua de cama, mesa e banho custou muito dinheiro público. Sabendo do nefasto gatilho emocional que qualquer referência aos bolsonaros aciona no casal perturbado psicologicamente, uma cômoda causaria incômodo.
Antigamente, o ilusionista David Copperfield ficou famoso por fazer sumir grandes objetos (por exemplo, um avião), mas a dupla Lula & Janja superou a façanha ao proporcionar o sumiço de 261 móveis.
É óbvio que nunca encontraram, porque não procuraram. “A casa caiu!”
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🔴 Eles estão entre nós
Outro dia, vi algumas entrevistas. De modo “artesanal”, a repórter conservadora saiu em campo, com a liberdade e isenção típicas de quem não carrega uma pauta amarrada a verbas públicas e patrocínios estatais.
Pois bem, a entrevistadora caçou algumas pessoas num local estratégico: debaixo do MASP (avenida Paulista). Os jovens faziam parte, claramente, da “linha de produção” da doutrinação escolar. Dentre os transeuntes interpelados, uma garota me chamou a atenção. Visivelmente uma garota “do bem”, portanto, num processo ainda em andamento de lavagem cerebral; ela, a cada resposta, demonstrava uma ansiedade típica de quem tenta lembrar a resposta decorada para a prova de Geografia.
Olhando para o alto e agitado as mãos, ela expunha suas diretrizes sobre drogas, violência e aborto. Seu discurso era eivado de lugares-comuns, donde se conclui que ela era cheia de opinião que não era dela.
Por ser uma menina legal, tomara que ela só esteja exercitando para responder o que os professores desejam, ou seja, trata-se de uma alma que ainda pode ser salva do pensamento sectário.
Quando perguntados sobre a liberação das drogas, os entrevistados sacavam o tal “racismo estrutural”. Tentando afastar algum rastro de racismo, portanto, sinalizando uma virtude, esses neófitos no debate sociológico, agindo como robozinhos teleguiados, agem com um racismo assombroso, próprio de quem acha que conhece o mundo através das lentes do ‘Globo Repórter’. Associar qualquer etnia ao consumo de drogas é racismo na veia. Repetidores de discursos pré-fabricados, eles não percebem isso.
A nova geração afastou aquela pecha de que o conservador/direitista era seu avô pregando “como eram bons aqueles anos de governo militar”. Nikolas Ferreira, que provou sua popularidade no meio estudantil, está mostrando que essa ideologia é adotada por um moleque (no bom sentido) que traz uma leveza e liberdade de quem pensa por si. E não é escravo de um mentor ideológico e que tem que dizer amém ao “grande líder”.
Precisava nascer uma geração pós briga de ditaduras. Eles estão aí.
Pois bem, a entrevistadora caçou algumas pessoas num local estratégico: debaixo do MASP (avenida Paulista). Os jovens faziam parte, claramente, da “linha de produção” da doutrinação escolar. Dentre os transeuntes interpelados, uma garota me chamou a atenção. Visivelmente uma garota “do bem”, portanto, num processo ainda em andamento de lavagem cerebral; ela, a cada resposta, demonstrava uma ansiedade típica de quem tenta lembrar a resposta decorada para a prova de Geografia.
Olhando para o alto e agitado as mãos, ela expunha suas diretrizes sobre drogas, violência e aborto. Seu discurso era eivado de lugares-comuns, donde se conclui que ela era cheia de opinião que não era dela.
Por ser uma menina legal, tomara que ela só esteja exercitando para responder o que os professores desejam, ou seja, trata-se de uma alma que ainda pode ser salva do pensamento sectário.
Quando perguntados sobre a liberação das drogas, os entrevistados sacavam o tal “racismo estrutural”. Tentando afastar algum rastro de racismo, portanto, sinalizando uma virtude, esses neófitos no debate sociológico, agindo como robozinhos teleguiados, agem com um racismo assombroso, próprio de quem acha que conhece o mundo através das lentes do ‘Globo Repórter’. Associar qualquer etnia ao consumo de drogas é racismo na veia. Repetidores de discursos pré-fabricados, eles não percebem isso.
A nova geração afastou aquela pecha de que o conservador/direitista era seu avô pregando “como eram bons aqueles anos de governo militar”. Nikolas Ferreira, que provou sua popularidade no meio estudantil, está mostrando que essa ideologia é adotada por um moleque (no bom sentido) que traz uma leveza e liberdade de quem pensa por si. E não é escravo de um mentor ideológico e que tem que dizer amém ao “grande líder”.
Precisava nascer uma geração pós briga de ditaduras. Eles estão aí.
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🔵 Telespectador na linha
Tinha a impressão que apenas eu estava assistindo àquele programa do canal guarulhense. A atração realmente era muito fraquinha: as apresentadoras eram esforçadas; o cenário, amador; os convidados, risíveis; e as atrações musicais, constrangedoras.
Apesar de ser um picareta histórico, o convidado falava sobre um tema pertinente aos guarulhenses, como eu. Depois de uma longa deliberação individual, resolvi ligar e fazer a minha pergunta.
Como foi a primeira vez que interagi com um programa ao vivo, achei aquilo curioso e divertido. Fiz uma pergunta besta qualquer e, talvez demonstrando não ir com a cara do entrevistado, debati ao telefone. Depois de terminado o “combate”, elogiei as apresentadoras e terminei a desastrosa participação.
Ainda foi “cometida” uma atração musical de gosto duvidoso. Parece que tentando garantir aquele recorde de público, as apresentadoras prometeram que no final do show haveria o sorteio do novo CD do grupo. Após um solilóquio interno, aceitei suportar o odioso conjunto de sambinha paulista.
A minha solitária audiência ao show da televisão local foi contemplada com o disquinho do grupo desconhecido de pagode dos anos 90. Eu não gostava de pagode, mas como tratava-se de um prêmio, decidi retirá-lo.
Era uma sexta-feira, estava indo a pé até a rádio. Eu fazia questão de aquela prenda não me obrigar a desembolsar nem sequer o dinheiro do ônibus. Enquanto eu andava, fui refletindo se valia andar tanto e ainda ouvir o “troféu” que eu fazia questão de receber.
No fim, ponderei as vantagens e desvantagens de reclamar o prêmio do certame. Então concluí que não compensava conspurcar minha coleção fonográfica, arriscando meu gosto musical. Ignorei o meu brinde, dando meia-volta.
Hoje penso, seria excêntrico ter um “compact disc” de um grupo obscuro de pagode com um nome ridículo tipo “Esperanssamba” ou “Corassamba” e rimando “amor com dor” ou “razão com paixão”. Seria, pelo menos, uma boa lembrança de quando eu justifiquei a existência daquele programinha, quase artesanal, do canal UHF que encontrei entre a Globo e a MTV.
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🔵 Só se vive uma vez
Num bar na Vila Madalena, fomos “intimados” a ir numa festa itinerante dos anos 80 no Centro de São Paulo. Por que não? Estávamos no século XXI e eu sabia da “furada” que eram essas tentativas frustradas de reproduzir ou reviver décadas passadas. Geralmente é uma galerinha que não tem a mínima ideia do que foi aquele período.
De 20 em 20 anos rola uma nostalgia de tempos não vividos ou, pior, uma caricaturização na tentativa de reproduzir, portanto, simplificar, uma época. Esse fenômeno aconteceu muito com os 50’s, 60’s e 70’s. O resultado sempre foi, lógico: um punhado de rockers com gel no cabelo, hippies de butique (criados na 25 de Março) e clubbers de brechó.
Fomos conferir aquela “modinha retrô”. Conclusão, a “festa estranha com gente esquisita” parecia o que eu temia: uma festinha de criança, com adultos extremamente infantilizados, Festa animada com músicas do ‘Balão Mágico’, ‘Trem da Alegria’, ‘Xuxa’, ‘Mara Maravilha’, ‘Sérgio Mallandro’ e grande elenco.
Com a impossibilidade de reproduzir o “zeitgeist” (espírito do tempo) dos 80’s, tudo lembrava uma festa a fantasia. Pensando que iria relembrar ‘Capital Inicial’, ‘RPM’, ‘Ultraje a Rigor’, ‘IRA!’, ‘Barão Vermelho’, ‘Legião Urbana’ etc, fui levado a uma armadilha onde meus ouvidos foram torturados por ‘Sidney Magal’, ‘Menudo’ e o fino do brega.
Os anos 80 foram resumidos a tudo o que evitávamos e desprezávamos, ou seja, músicas ruins, roupas espalhafatosas, cores chamativas e acessórios duvidosos como a pochete, enfim, um recorte caricatural.
Suprindo esse vazio existencial e acomodando marmanjos nesse edredom emocional, talvez, precisando quitar boletos atrasados, alguns ex-integrantes do grupinho ‘Balão Mágico’ arrecadaram alguns reais saudosistas; e a duplinha Sandy & Junior, mesmo sem precisar, supriu a nostalgia noventista. Aliás, falando em anos 90, seria patético voltar a vestir camisa de flanela (“grunge”) no nosso clima tropical.
Pior do que terminar a noite chorando no meio-fio ou no canto do banheiro, em posição fetal, é lamentar: eu era feliz e não sabia...
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🔴 O capitão e o sindicalista
Foi engraçado ver uma molecada recepcionando Bolsonaro nos aeroportos. Sob as palavras de ordem “1,2,3... 4, 5, 1000, queremos Bolsonaro presidente do Brasil”, eu tinha certeza, estavam tirando um barato para postar no ‘Facebook’. Afinal, o “Capitão” era “vendido” como um truculento filhote da Ditadura segurando uma granada sem pino.
Pois, aquele militar folclórico, mais caricato do que temido, que frequentava o programa “trash” ‘Superpop’ e era praticamente um humorista do CQC se tornou super popular, reunindo multidões.
Embora tentem grudar a imagem de um terrorista pronto para destruir a democracia com um golpe, o povo já entendeu que é justamente o contrário (os golpistas são os que acusam) e lota o caminho do ex-presidente.
O Lula, contrariando as expectativas, não exibe a leveza de um presidente recém-eleito. Pessoalmente, ele não possui a existência plena e bem resolvida de um senhor de 78 anos bem vividos, recém-casado e cheio de filhos e netos. Diferente do que seria óbvio, Lula se mostra uma criatura raivosa, vingativa, “um pote até aqui de mágoa”. Diagnóstico à distância: em vida, essa alma jamais terá sossego.
O “Sapo Barbudo” sempre povoou seu palanque com uma claque disfarçada de diversidade (uma diversidade confeccionada na 25 de Março). O eterno líder sindical cospe suas mentiras (“o Brasil tem 735 milhões de pessoas passando fome”) e é aplaudido por uma parede de focas amestradas (dispostas a ovacionar qualquer absurdo). Com a falácia lulista, seus eleitores estão desembarcando da nau sem rumo. Pois eu prevejo, cansada de bater palmas para um celerado mitômano, sua plateia selecionada começará a apupá-lo.
Um povo pacífico, empreendedor e conservador teve que aceitar um mandatário beligerante, xenófobo, retrógrado e estatista. Isso não poderia dar certo. Alguns jornalistas e grupos de comunicação insistem em disfarçar os erros governamentais porque são irrigados com “milhões” de motivos para fazê-lo.
O petista tem um decisivo litígio com sua primordial razão de vida; mas como seguiu as facilidades de trilhar um caminho sedutor, mas errado, exibe a intranquilidade existencial.
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🔵 Uma noite em Las Vegas
Era a primeira vez que eu veria aquele cover. Geralmente, os imitadores do músico falecido se caracterizavam com perfeição e arrastavam uma procissão de fãs. Fãs do próprio imitador. Pela idade, a plateia, assim como eu, era composta por jovens que nasceram quando o cantor já havia morrido. Exercendo a minha enganosa autoridade musical, eu julgava o que veríamos, uma atração para pessoas de meia-idade ou mais, portanto, incompatível com minha juventude anárquica.
Meus pais assistiam àquelas apresentações do cantor original com um entusiasmo saudosista. Enquanto eu via um cara inchado, transpirando muito, se arrastando pelos palcos, se apresentando num “resort” para uma audiência mais madura e milionária. Uma coisa meio “especial de fim de ano do Roberto Carlos”, “cruzeiro marítimo no navio do Julio Iglesias” e “excursão da terceira idade nas Cataratas do Iguaçu”. Aquele senhor não parecia o mesmo carinha elétrico que, segurando um violão, cantava rock para uma plateia repleta de adolescentes em chamas.
Na grande noite, o artista cover surgiu, e eu pude confirmar o que já suspeitava. A impressão inicial realmente era cheia de estereótipos, mas a visão que eu construí não permaneceria após uns 5 minutos de espetáculo.
Não sei se o carisma fazia parte do macacão cheio de brilho, dos óculos escuros, das correntes, das ótimas canções ou daquele farsante que estava vestido de Elvis Presley. Quando começou o show, me senti numa noite em Las Vegas, fiquei sério e me esforcei para não fracassar cantando a frase “kiss me quick” (quando o Elvis me franqueou o microfone).
Pelo que sempre vi, esperava algo caricato, achei que iria rir do começo ao fim do espetáculo. A imagem que eu tinha, era de um decadente programa de televisão levando um “tiozão” para visitar a mansão do astro em Menphis. O visitante, fã do “Rei do Rock”, arranhava ‘Blue Suede Shoes’ e ‘Love me Tender’ nas horas vagas.
No entanto, por serem fãs, “os Elvis” espalhados pelo mundo provavelmente fazem um ótimo show. Inesquecível, como aquele, num barzinho de Las Vegas, digo, Guarulhos.
Meus pais assistiam àquelas apresentações do cantor original com um entusiasmo saudosista. Enquanto eu via um cara inchado, transpirando muito, se arrastando pelos palcos, se apresentando num “resort” para uma audiência mais madura e milionária. Uma coisa meio “especial de fim de ano do Roberto Carlos”, “cruzeiro marítimo no navio do Julio Iglesias” e “excursão da terceira idade nas Cataratas do Iguaçu”. Aquele senhor não parecia o mesmo carinha elétrico que, segurando um violão, cantava rock para uma plateia repleta de adolescentes em chamas.
Na grande noite, o artista cover surgiu, e eu pude confirmar o que já suspeitava. A impressão inicial realmente era cheia de estereótipos, mas a visão que eu construí não permaneceria após uns 5 minutos de espetáculo.
Não sei se o carisma fazia parte do macacão cheio de brilho, dos óculos escuros, das correntes, das ótimas canções ou daquele farsante que estava vestido de Elvis Presley. Quando começou o show, me senti numa noite em Las Vegas, fiquei sério e me esforcei para não fracassar cantando a frase “kiss me quick” (quando o Elvis me franqueou o microfone).
Pelo que sempre vi, esperava algo caricato, achei que iria rir do começo ao fim do espetáculo. A imagem que eu tinha, era de um decadente programa de televisão levando um “tiozão” para visitar a mansão do astro em Menphis. O visitante, fã do “Rei do Rock”, arranhava ‘Blue Suede Shoes’ e ‘Love me Tender’ nas horas vagas.
No entanto, por serem fãs, “os Elvis” espalhados pelo mundo provavelmente fazem um ótimo show. Inesquecível, como aquele, num barzinho de Las Vegas, digo, Guarulhos.
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🔴 Euforia e exaustão
Essas musiquinhas institucionais quase nunca geram emoção ou despertam algum engajamento. Porque logo trazem a desconfiança de que escondem uma iniciativa partidária. A picaretagem é facilmente desmascarada com uma conferida no elenco e uma análise da letra, das técnicas de filmagem e das performances.
Isso mudou com ‘We are the world’, música do projeto ‘USA for Africa’, composta por Lionel Richie e Michael Jackson, que foi gravada em janeiro de 1985, portanto, completou 39 anos. Eu assisti ao documentário ‘A noite que mudou o pop’. O diretor não teve muito trabalho, além de escolher momentos imperdíveis da grande noite.
O maior desafio foi reunir Michael Jackson, Lionel Richie, Ray Charles, Stevie Wonder, Diana Ross, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Cyndi Lauper e outras estrelas (total de 45) no mesmo estúdio. Além das agendas, a cerimônia do American Music Awards, no mesmo dia, tornava tudo mais difícil.
Quincy Jones escreveu o bilhete “Deixem seus egos na porta”. Se os artistas leram, não obedeceram. Ainda bem, eles correram o risco de deixar o ego junto com o talento. Além de tudo, o artista tem que ter um bocado de ego, vaidade e exibicionismo para não se tornar alguém que apenas canta bem na festa de fim de ano da firma. Sem essas características, o Michael Jackson não teria sido o “rei do pop”, mas, sim, apenas um carinha problemático, frágil e digno de dó. A intenção era humanizar essa galera, mas essa tarefa ficou com muitas horas (23h às 6h) de estúdio.
A gravação proporcionou detalhes como: a embriaguez e os semitons (desafinadas) de Al Jarreau, Stevie Wonder guiando Ray Charles ao banheiro (ambos são cegos), lágrimas coletivas e, num momento “Toca Raul” histórico, todos cantando ‘The Banana Boat Song’ de Harry Belafonte. Conclusão, o recado não deixou o ego ultrapassar o limite que o estrelato começa a parecer arrogância e falta de educação.
Vendo as sessões como o Quincy Jones, eu tinha certeza quando o “take” não havia ficado perfeito. Sempre tive essa mania. Sinceramente, acredito que várias pessoas têm o costume de bancar o produtor vocal quando assistem aos “reality shows” vocais. Na verdade, devido às muitas vezes que vi o clipe, eu sempre soube a entrada, o nome do cantor, o timbre e a tessitura vocal de cada participante.
Como resultado, a campanha arrecadou U$ 63 milhões até 1986 (hoje, o cálculo seria muito maior), reuniu uma constelação única de cantores e virou um “hit” que marcou uma época.
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🔴 Chuchu beleza
Joaquim Teixeira é o tiozão da internet. Ele sabe disso. Convicto desta condição, ele age como tal: com piadas de tiozão. Pela autenticidade das suas observações, esse personagem faz a molecada gargalhar.
Diferentemente do Geraldo Alckmin, que é o tiozão querendo ser jovenzinho. O vice-presidente foi apelidado de “picolé de chuchu” por ser sem graça (insosso).
Pois, esse senhor, tentando disfarçar a nulidade do seu cargo e engajar um novo lote de eleitores, começou a publicar “posts” nos quais flerta com a cultura “nerd”. Porém, as postagens são tão constrangedoras que lembram memes para zoá-lo ou um site sendo barbarizado por um hacker malvadão.
Quando eu tinha uns 31 anos de idade, arrisquei ir a uma casa noturna onde tocava “indie rock”. Cercado por uma galerinha esperta e sem boletos para honrar, saquei que aquele ambiente não era mais pra mim. Fugi de lá antes que abrisse um clarão na pista para eu me sentir um dançarino de “twist” ou alguma menina com 18 anos me chamasse de tio.
É isso que falta para Geraldo Alckmin, descobrir que seus tempos de meninão não voltam mais. Triste se for um caso de infância e/ou juventude perdida. Imaginando que ele possa superar essa carência, ainda dá tempo de abandonar os memes com mangás e as meias divertidas.
As piadinhas que escreve deveriam gerar uma descontração, uma aproximação, um engajamento jovem e algum riso. No entanto, Alckmin perdeu a credibilidade quando abriu mão de princípios e valores quando o atalho do poder lhe franqueou o acesso. Além disso, ele carrega uma mistura de seriedade e timidez que impedem a comicidade. Definitivamente, o Doutor Geraldo não é engraçado.
É possível que ele esteja convicto de que está lidando com gerações semi-analfabetas e infantilizadas. Entretanto, apesar da Educação e da programação televisiva, o político demonstra um cálculo errado, podendo terminar, apesar da idade, sendo o único infantilizado.
Anestesiado, o vice-presidente demonstra sua inutilidade no governo e dá séria preocupação se é uma boa alternativa ao governo Lula.
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🔴 Apenas um instante no universo
A Amazônia continua torrando, entretanto, a ativista ambiental não está a caminho do Brasil. Algo continua me dizendo que a menina estava sendo usada como instrumento político. Como as eleições norte-americanas e brasileiras funcionaram de acordo com a agenda, não precisaram acionar a garota.
Mas a ameaça Trump pode voltar, quem sabe surja um novo bibelô para encantar um mundo sedento por heróis. A idade precisa ser pouca, não só para causar um encantamento materno e paterno, mas também para surgir equipada com uma inimputabilidade para desafiar Trump e outros grandes líderes mundiais com a pergunta: “How dare you?” (Como vocês ousam?).
Javier Milei não representa ameaça suficiente para desencadear o deslocamento do aparato disfarçado de preocupação ecológica. Mesmo que confessadamente política, a movimentação pode causar um desembarque, geograficamente enganoso, no Rio de Janeiro.
A defesa da natureza é uma “Cortina de Fumaça” para esconder interesses que a própria Greta nem sequer suspeita. Como um mágico, olhamos para uma mão, enquanto a outra executa o truque. O alarmismo apocalíptico faz a sua parte: já ameaçou a Humanidade com o “Efeito Estufa”, “Aquecimento Global”, “Mudanças Climáticas”... Estou esperando ansiosamente uma iminente catástrofe para comprar uma geladeira nova, dessas que, apesar de caras, não ameaçam o clima.
O ser humano é muito egocêntrico a ponto de achar que ele é responsável pela variação climática. Eu, no entanto, digo minhas besteiras com a certeza de que não estarei aqui para prestar contas. Certo de que não serei espancado pelo Greenpeace, WWF e Peta, eu estou satisfeito por ser tachado de negacionista.
Greta Thunberg foi uma boa menina. Porém, como uma mulher de 21 anos, ela perdeu a graça pueril de quem matava aulas para interpretar o papel de protetora do meio ambiente. Ela, como um “Zé do Apocalipse”, que sobe num caixote e anuncia o fim dos tempos, cumpriu sua função.
Algum grupo, interessado politicamente, precisa substituir um símbolo “café-com-leite”.
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🔴 Mascote politicamente incorreto
O Saci, mascote do Internacional de Porto Alegre, foi denunciado. Supostamente, o Saci-pererê alegrão assediou sexualmente uma mulher. Na verdade, a agressão ganhou um eufemismo para chamar de seu: importunação sexual.
A fantástica lenda folclórica já sofre discriminação por ser afrodescendente, tabagista e portador de necessidades especiais. Com essa atitude, o sacizinho macho tóxico será atirado na vala comum dos cancelados. Sem dúvida, os jornalistas vão tentar desqualificá-lo. No velho ataque “ad hominen”, o nosso amiguinho colorado logo deve ser tachado de bolsonarista, nazista, fascista, misógino, de extrema-direita e capitão do mato.
Esses personagenzinhos pareciam inofensivos quando alegravam o dia a dia infantil vendendo algodão-doce e empurrando carrinhos de sorvete de Santos à Praia Grande. No entanto, atrás de Bananas de Pijama amarrotados, Patos Donald encardidos, Cebolinhas com caxumba, e Piu-pius com encefalite se escondiam potenciais predadores sexuais.
Debaixo dum sol escaldante, sempre desconfiei que aquele sorriso estampado na cara dos personagens de desenhos animados era um truque de confecção; na verdade, aquelas fantasias fofinhas e coloridas escondiam um marmanjo mal pago, mal-humorado, suado e claustrofóbico. Com muito azar, como no caso do serelepe Saci, poderia haver um sujeito que não via o mundo como um lugar inocente, alegre e encantado.
O boneco mais animadão do Brasil se entusiasmou com o gol do “Inter” e abraçou uma repórter, porém, ela não ficou feliz e procurou uma delegacia. A graça acabou, e o funcionário que interpretava o Saci foi afastado.
O encantado baluarte do imaginário popular esqueceu da magia e do encantamento, pois comemorou o gol com a primeira mulher que encontrou. A criançada, logicamente, ficou horrorizada com a performance do outrora infante brincalhão.
O animado animador de torcida se empolgou ao ultrapassar os limites que deram uma Humanidade nefasta a alguém que deveria restringir sua atuação às quatro linhas.
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