Lista de Poemas
PRECIPÍCIO!
Do fundo deste precipício
que em mim resiste,
ainda me lembro
de nosso glorioso amor
que foi inexoravelmente
vencido pelo espresso e poderoso
desejo
sob golpes
de chuvas de fogo, de traições
e de golpes fatais às desatinadas
almas,
que nos levaram
à eternal e horrorosa
morte!
que em mim resiste,
ainda me lembro
de nosso glorioso amor
que foi inexoravelmente
vencido pelo espresso e poderoso
desejo
sob golpes
de chuvas de fogo, de traições
e de golpes fatais às desatinadas
almas,
que nos levaram
à eternal e horrorosa
morte!
👁️ 139
A HORA DO ESPANTO!
Hora de içar as âncoras
e de recolher as asas,
é tempo de se começar
a construer nova jornada
ao nada:
não há mais tempo
a se perder no amor, nem nas batalhas
nem nos naufrágios:
sim, não há mais
tempo para coisa alguma:
em breve essa nau
será conduzida ao nada!
e de recolher as asas,
é tempo de se começar
a construer nova jornada
ao nada:
não há mais tempo
a se perder no amor, nem nas batalhas
nem nos naufrágios:
sim, não há mais
tempo para coisa alguma:
em breve essa nau
será conduzida ao nada!
👁️ 246
INSÕNIA MALDITA!
Sobre meu deserto
há uma algazarra de anjos
celestiais,
sobre meu telhado,
já envelhecido e trincado,
há libidinosidade e dramas de pardais
e de corujas esfolados:
sob minha sombra
tomba a lua pálida, levando consigo
todos os meus sonho e todas as minhas ilusões
mais puerís nunca concretizadas!
há uma algazarra de anjos
celestiais,
sobre meu telhado,
já envelhecido e trincado,
há libidinosidade e dramas de pardais
e de corujas esfolados:
sob minha sombra
tomba a lua pálida, levando consigo
todos os meus sonho e todas as minhas ilusões
mais puerís nunca concretizadas!
👁️ 128
O FIM!
Agora que tudo realmente
terminou,
não nos culpemos
um ao outro por nada mais;
porque, independentemente
do que nos fizemos,
cada um é inalienavelmente
responsável
somente pelo que de si
permitiu sair
em luzes, sombras
ou chuvas verborrágicas;
e isto já basta, com sobras,
para nossas mortes
de asas.
terminou,
não nos culpemos
um ao outro por nada mais;
porque, independentemente
do que nos fizemos,
cada um é inalienavelmente
responsável
somente pelo que de si
permitiu sair
em luzes, sombras
ou chuvas verborrágicas;
e isto já basta, com sobras,
para nossas mortes
de asas.
👁️ 109
ELA DORME, E EU NÃO ME SINTO BEM!
Eu me transformei
na própria noite,
num fracassado
pescador de ilusões perdidas,
sem seu mar,
num deserto de miragens
secas,
num triste arremedo
de poeta
que por aqui
vaga, já morto!
na própria noite,
num fracassado
pescador de ilusões perdidas,
sem seu mar,
num deserto de miragens
secas,
num triste arremedo
de poeta
que por aqui
vaga, já morto!
👁️ 91
O CANTO DO ROUXINOL!
Tu nunca estarás pronta
para ouvir o canto de um verdadeiro
rouxinol às outonais
manhãs,
sem lhe calinizar
os fulcros, as asas e as garras
com tuas sublimes fluorescências
neon!
para ouvir o canto de um verdadeiro
rouxinol às outonais
manhãs,
sem lhe calinizar
os fulcros, as asas e as garras
com tuas sublimes fluorescências
neon!
👁️ 131
TALVEZ O VENENO TENHA SIDO DEMASIADO!
Às vezes,
ferve meu sangue ainda
em convulsa raiva,
aguça meu coração
e se me apodera uma grande vontade
de fugir, sem deixar rastros
ou fumaça,
imponho-me
o silêncio, para não confundir
os anjos que ainda sonham neste mundo
sem graça:
mas, daquela
víbora indecifrável e indescritiva,
o que mais se firmou em mim
foi mesmo uma saudade
tal
que me deixou
mais parecido com algo qualquer
que, todos os dias, já amanhece
morto!
ferve meu sangue ainda
em convulsa raiva,
aguça meu coração
e se me apodera uma grande vontade
de fugir, sem deixar rastros
ou fumaça,
imponho-me
o silêncio, para não confundir
os anjos que ainda sonham neste mundo
sem graça:
mas, daquela
víbora indecifrável e indescritiva,
o que mais se firmou em mim
foi mesmo uma saudade
tal
que me deixou
mais parecido com algo qualquer
que, todos os dias, já amanhece
morto!
👁️ 132
SEVEROS JUGOS
Já fui elucubrado,
julgado e condenado de modo prolixo
tantas vezes que perdi
a conta,
e em todas
houve algum tipo de reação,
mesmo que silente, de meu indecifrável,
escudeados e senciente
ego.
Mas quando fui elucubrado,
julgado e condenado por mim mesmo,
diante de um fiel
espelho,
senti-me um nada
cósmico, um menos que pedra ao chão,
um menos que poeira
ao deserto;
em cruciante dor
de me perceber a abnormal condição
para cometer vastas
violações
e para promover
o suicídio das coisas, das casualidades
e até das demais sencíências
- alheios -,
com minhas clarezas
abstratas, espúrias e ilusórias
(re) inaugurações.
julgado e condenado de modo prolixo
tantas vezes que perdi
a conta,
e em todas
houve algum tipo de reação,
mesmo que silente, de meu indecifrável,
escudeados e senciente
ego.
Mas quando fui elucubrado,
julgado e condenado por mim mesmo,
diante de um fiel
espelho,
senti-me um nada
cósmico, um menos que pedra ao chão,
um menos que poeira
ao deserto;
em cruciante dor
de me perceber a abnormal condição
para cometer vastas
violações
e para promover
o suicídio das coisas, das casualidades
e até das demais sencíências
- alheios -,
com minhas clarezas
abstratas, espúrias e ilusórias
(re) inaugurações.
👁️ 117
UM ANJO ENTRE OS CORVOS!
Ela anda entre corvos
com a insana mente à toda
e com um sorriso tão
pueril à boca,
que ofusca
o próprio sol, enquanto sua alma
se macha de estanhas
sombras!
com a insana mente à toda
e com um sorriso tão
pueril à boca,
que ofusca
o próprio sol, enquanto sua alma
se macha de estanhas
sombras!
👁️ 141
TRISTE FIM DE UM SONHO IMPOSSÍVEL!
Tu querias tudo certo,
como se eu fosse um anjo
e não um homem,
tu querias
todos os pontos nos is,
em mim a nobreza de um rei
e a sublimidade de um anjo;
tu querias,
e tu te tornaste escrava
do que tanto querias, transformando-me
em um mito que nunca fui:
assim foi que
morremos lentamente, com o veneno
que nos enfraquecia
aos poucos!
como se eu fosse um anjo
e não um homem,
tu querias
todos os pontos nos is,
em mim a nobreza de um rei
e a sublimidade de um anjo;
tu querias,
e tu te tornaste escrava
do que tanto querias, transformando-me
em um mito que nunca fui:
assim foi que
morremos lentamente, com o veneno
que nos enfraquecia
aos poucos!
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Comentários (7)
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fernanda_xerez
2018-08-17
SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
fernanda_xerez
2018-02-26
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
2018-01-09
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
fernanda_xerez
2017-12-23
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
fernanda_xerez
2017-12-23
Lindo e provocante!
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Español
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*