Lista de Poemas
AO FIM DO BAILE
... acho que
eu devia estar feliz
por ainda estar
vivo,
depois
de me deslizar tanto sobre
pedras frias;
mas,
não sei por quê, eu me sinto
é cercado de fantasmas
e de zumbis
nas ruas,
no face, no zap, no celular
e por todo lugar,
enfim!
eu devia estar feliz
por ainda estar
vivo,
depois
de me deslizar tanto sobre
pedras frias;
mas,
não sei por quê, eu me sinto
é cercado de fantasmas
e de zumbis
nas ruas,
no face, no zap, no celular
e por todo lugar,
enfim!
131
EM CERTAS NOITES
Em certas noites,
ela chegava tentando esboçar
um sorriso amarelo
como quem tenta levantar
mil toneladas,
acomodava-se em silêncio
e, de repente, começava a manusear
o verbo volátil como um hábil malabarista
de adagas afiadas;
e eu, espremido
entre a tentativa de manutenção da calma
e a entenebrecida vontade de reagir
com o ego em chamas.
Sim, em certas noites
- prolíficas em chuvas e sombras -
não parecia ser ela
que estava ali na minha frente,
com o siso do ego
inflamado.
Nestas noites,
dava para perceber
a dolorosa confusão que lhe havia
entre paradoxais labirintos
da mente,
como que perdida
entre sinuosas trilhas de lava-pés
tendo que decidir, sufocada e angustiadamente,
que caminho tomar com relação
a nós dois,
que nos pendulávamos
incautos entre o voo e a queda,
o amor e a cólera, a loucura e a sanidade,
a vida e a morte, enfim.
Sim, dava até para sentir
os gritos de dor
como que a pedir socorro,
ao grande sonho de nuvens brancas
que se iam tingindo de sombras
nossas.
ela chegava tentando esboçar
um sorriso amarelo
como quem tenta levantar
mil toneladas,
acomodava-se em silêncio
e, de repente, começava a manusear
o verbo volátil como um hábil malabarista
de adagas afiadas;
e eu, espremido
entre a tentativa de manutenção da calma
e a entenebrecida vontade de reagir
com o ego em chamas.
Sim, em certas noites
- prolíficas em chuvas e sombras -
não parecia ser ela
que estava ali na minha frente,
com o siso do ego
inflamado.
Nestas noites,
dava para perceber
a dolorosa confusão que lhe havia
entre paradoxais labirintos
da mente,
como que perdida
entre sinuosas trilhas de lava-pés
tendo que decidir, sufocada e angustiadamente,
que caminho tomar com relação
a nós dois,
que nos pendulávamos
incautos entre o voo e a queda,
o amor e a cólera, a loucura e a sanidade,
a vida e a morte, enfim.
Sim, dava até para sentir
os gritos de dor
como que a pedir socorro,
ao grande sonho de nuvens brancas
que se iam tingindo de sombras
nossas.
142
O TEMPO
... e o tempo
não leva somente
o vento
e as alheias
coisas onde nos fomos
jogados:
levará,
um dia, não mais distante
que um piscar
do Cosmo,
do ser,
todo senciente
intento.
não leva somente
o vento
e as alheias
coisas onde nos fomos
jogados:
levará,
um dia, não mais distante
que um piscar
do Cosmo,
do ser,
todo senciente
intento.
153
SEM MAIS ESTAÇÕES
Tua presença
me é urgente, minha boca
reclama um beijo
de tua boca,
meu corpo
deseja teu corpo em nossa
cama onde agora me deito
sozinho,
sem mais esperanças
de que possas vir durante
a passagem pela ponte
existencial,
tive de abandoner
meus desejos e meus sonho, e me
fincar na esperança de um dia poder,
além, contemplar tua alma!
191
AS LUZES E SOMBRAS NOSSAS
Acaso a luz pode adentrar
as profundezas côncavas de vossas sombras,
para que continueis vos achando
assim tão inocentes,
enquanto mal conseguis
intransitivar o verbo às elucubrações
e julgos proferidos aos dissidentes
semelhantes?
Acaso já destes
mais que um paus e uns trocados
às putas em seus leitos
mordacentos,
enquanto vos derramas
em amores, lavores e sublimes ensinamentos
junto a vossos amigos, esposas
e famílias?
Acaso já vivenciastes
de modo pleno, alguma vez que seja,
o vasto limite das purezas divinas
que vós mesmos inventastes
- e das quais tanto vos
regozijais -,
enquanto vos escorres
dissimuladamente com mãos, sexos,
fantasias, insânias e verbos
por recantos escondidos de graciosas
obscuridades?
Ora, caríssimos menestréis
e doutos formados em luzes artificiais;
se já, então podeis atirar a este cão
as piores pedras.
as profundezas côncavas de vossas sombras,
para que continueis vos achando
assim tão inocentes,
enquanto mal conseguis
intransitivar o verbo às elucubrações
e julgos proferidos aos dissidentes
semelhantes?
Acaso já destes
mais que um paus e uns trocados
às putas em seus leitos
mordacentos,
enquanto vos derramas
em amores, lavores e sublimes ensinamentos
junto a vossos amigos, esposas
e famílias?
Acaso já vivenciastes
de modo pleno, alguma vez que seja,
o vasto limite das purezas divinas
que vós mesmos inventastes
- e das quais tanto vos
regozijais -,
enquanto vos escorres
dissimuladamente com mãos, sexos,
fantasias, insânias e verbos
por recantos escondidos de graciosas
obscuridades?
Ora, caríssimos menestréis
e doutos formados em luzes artificiais;
se já, então podeis atirar a este cão
as piores pedras.
147
À ESPERA DE UMA MANHÃ DE SOL
... não há
mais fonte,
o voo foi
amputado em pleno
ar,
o rio secou
em seu leito breu,
planto
estranhos versos
nesse recanto,
como se
isso pudesse me tirar
o veneno das veias:
mas uma Brisa
me sopra do infinito,
dando-me ainda alguma
esperança
de que
se cicatrizem as feridas
das vésperas e ressurja
um novo sonho!
124
ENVELHECER
... após os 45,
tornamo-nos tão pequenos
diante da força
da juventude,
que passamos
e nos sentimos como inexistentes
num mundo que não cabe mais
em nossas senciências
pretenças;
então,
é que mais deixamos de sonhar,
e caímos, em autoenganos macabros
de reinos encatados,
como que a imaginar
um porto seguro nas ignorâncias,
nos desejos e nas imundícies
humanas!
tornamo-nos tão pequenos
diante da força
da juventude,
que passamos
e nos sentimos como inexistentes
num mundo que não cabe mais
em nossas senciências
pretenças;
então,
é que mais deixamos de sonhar,
e caímos, em autoenganos macabros
de reinos encatados,
como que a imaginar
um porto seguro nas ignorâncias,
nos desejos e nas imundícies
humanas!
152
ELA ME IMPRESSIONOU
... pouco me impressionaram
as coisas deste mundo,
mas,
trajando-te sublime luz
e sensualíssimo corpo,
é incrível
como foste assim tão
tão efusiva,
tão vivaz,
tão eróticamente sedutora
e paradoxalmente morta!
as coisas deste mundo,
mas,
trajando-te sublime luz
e sensualíssimo corpo,
é incrível
como foste assim tão
tão efusiva,
tão vivaz,
tão eróticamente sedutora
e paradoxalmente morta!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*