Lista de Poemas
Total de poemas: 13
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FILHO
JA SINTO O DESESPERO
ELE VEIO DE CALÇA
BRANCA E CAMISA
VERMELHA
UM PERFUME TÃO
FORTE QUANTO AOS MEUS
EM NOITES DE LUXÚRIA
A QUE NOITES ALEGRES
VIVI
HOJE ME PERCO A DIAS
NUM MARASMO DE
TEMPOS RUINS
ME TRAGA A FACA
FAÇA O SEU DESEJO
DEIXE JORRAR O LIQUIDO
DO PODER
O MESMO PODER DE
GRANDES ÉPOCAS
HERÓICAS
AGORA BEBA, BEM
DEVAGAR E SINTA O
PULSAR DE OUTRAS
VIDAS
REVERBERE TODA A
ALIANÇA TRAVADA
E CONFIADA A MIM
SEMPRE SOUBE QUE
ERA MEU
FILHO NÃO TE SAIAS
PARA LONGE, POR QUE
O CHIFRE DO ELEMENTO
NÃO DIFUNDE
O QUE TRAZ EM SUA ALMA
CONHEÇA O TEU DESTINO E AMIGOS
POR QUE O MUNDO
TE PERTENÇE AGORA
DEPOIS TERÁS GANA
DE TER MUITO MAIS
POR QUE ESTA NO TEU SANGUE.
FILHO...
130122
👁️ 16
AFLITOS
ÁS VEZES SINTO OU
MELHOR QUASE QUE
SEMPRE O PESAR
DOS TEUS DIAS FRIOS
VOCÊ LEVASTE TUDO
QUE EU TINHA
NÃO ME DEIXOU
SEQUER A ESPERANÇA
DE DIAS MELHORES
O QUE ESTAVA POR VIR
FOI MUITO DIFICIL
PARA MIM
VER TUDO QUE EU
NÃO TINHA SE PERDER
ESVAIR
TRAGA-ME
A CONCHA
CHEIA DO TEU FEIJÃO
SUJO
AQUELE MEL PODRE
QUE SAI DE SUAS ENTRANHAS
NÃO FIZESTE SEQUER
UM SÓ MOVIMENTO
MESMO QUE INVOLUNTÁRIO
PARA SATISFAZER MEU ESTÔMAGO
AGORA FICA AI A RIR DE MINHA
ETERNA DESGRAÇA
TALVEZ EU SAIBA
COMO SAIR DISSO
TUDO
É TÃO FÁCIL, SÓ
PRECISO DE UM
GOLE E ESTE MEL
QUE TRAZES CONSIGO
ME DARÁS A LIBERDADE
QUE TANTO PRECISO
OUÇO OS PÁSSAROS DO CALABOUÇO
DE UM EU, MORTO.
130122
👁️ 15
FAMIGERADOS
A MAIOR GANÂNCIA
DE MINHA PARTE
TE FAZER CRESCER
EM MIM
PODERIA TER DADO
FIM A ESTE LADO
TÃO CRITERIOSO
DE INVERDADES
SOLICITO A TI O
DIREITO DE PODER
COAGIR O MEU EU
INDIGNA-LO E PERSUADI-LO
PARA QUE EU
POSSA OBTER A SEGURANÇA
QUE TANTO PRECISO
NÃO ME OLHE COM A CARÊNCIA
DOS DIAS ATUAIS
ESTÃO SUJOS, MOLESTOS, FÉTIDOS
ME OLHE COM O CORAÇÃO
DE GUERREIRO
DAQUELES QUE FORAM
POR UMA CAUSA SEM DOR
POR QUE A DOR SENTIMOS
HOJE, DIANTE A UMA
CLASSE FAMIGERADA
E MISERENTA A VIVER
TROUXE AS FRUTAS DAQUELA
ÁRVORE QUE DANTES FORA PROIBIDA
ME ENTREGUE, FAREI O
DRINK DE NOSSO PRAZER
POR FALAR NISSO, ESTIVE AQUI,
SEMPRE AQUI A
ESPERAR UMA TRAGÉDIA
QUE FORA MARCADA POR DEUSES
ELES NUNCA ERRAM.
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DE MINHA PARTE
TE FAZER CRESCER
EM MIM
PODERIA TER DADO
FIM A ESTE LADO
TÃO CRITERIOSO
DE INVERDADES
SOLICITO A TI O
DIREITO DE PODER
COAGIR O MEU EU
INDIGNA-LO E PERSUADI-LO
PARA QUE EU
POSSA OBTER A SEGURANÇA
QUE TANTO PRECISO
NÃO ME OLHE COM A CARÊNCIA
DOS DIAS ATUAIS
ESTÃO SUJOS, MOLESTOS, FÉTIDOS
ME OLHE COM O CORAÇÃO
DE GUERREIRO
DAQUELES QUE FORAM
POR UMA CAUSA SEM DOR
POR QUE A DOR SENTIMOS
HOJE, DIANTE A UMA
CLASSE FAMIGERADA
E MISERENTA A VIVER
TROUXE AS FRUTAS DAQUELA
ÁRVORE QUE DANTES FORA PROIBIDA
ME ENTREGUE, FAREI O
DRINK DE NOSSO PRAZER
POR FALAR NISSO, ESTIVE AQUI,
SEMPRE AQUI A
ESPERAR UMA TRAGÉDIA
QUE FORA MARCADA POR DEUSES
ELES NUNCA ERRAM.
130122
👁️ 16
EXTENSO DE NATAL TERROR
EXTENSO DE NATAL
CONTO DE TERROR - DE PAULO FOG
Vinte quatro de dezembro de 1984, ás 23:48 horas, em um bairro de operários no interior de SÃO PAULO.
Gertrudes termina de lavar as panelas na cozinha industrial de uma grande fábrica de alimentícios.
Osvaldo entra trazendo dois lebres e um frango grande.
- O que é isso Osvaldo?
- Acabei de pegar das mãos do senhor Geraldo.
- A velho safado, só por que ele sabe que tenho compromisso no terreiro do seu ZÉ.
- E agora, vamos deixar na câmara fria?
- Não, fique aqui, vou colocar água para ferver.
- Mais........
- Corre lá na casa de Janete e eles estando, diga que venha pra cá e me ajude com isso e traz o Damião esposo dela também.
- Tá certo.
Osvaldo deixa os animais ali na mesa e corre pelo pátio iluminado parando por poucos segundos para observar a belezura da grande árvore natalina da empresa decorada ali.
- Oh árvore linda que só, não me canso de ver. Ele se lembra ali de seu compromisso e sai apurando os passos em direção a vila, menos de 500 metros da portaria principal.
Gertrudes ouve o barulho de água a anunciar o fervor, olha para a porta aberta e nada deles, sente um arrepio lhe percorrer o corpo.
- Nossa SENHORA DO DESTERRO, livrai-me.
Ela fica de joelhos e ali segura forte seu patuá enquanto profere um canto africano que aprendera com seu avô já falecido há mais de vinte anos.
Osvaldo já esta perto da vila quando ouve passos largos atrás dele, ele pára e olha em um giro e nada, retorna para o seu destino e inicia uma corrida quando sente algo queimar em seu pescoço, um estalar, nem dá tempo para qualquer outra reação, logo seus olhos esbugalham, sua cabeça é separada do seu tronco, ambos caem ali naquele chão de terra arenosa.
Gertrudes fecha a porta do refeitório, deixa somente uma menor aberta de acesso a cozinha, vai ao telefone e liga na guarita, então percebe estar sem comunicação, telefone mudo, ela pega o cutelo grande e faz seus benzimentos ali e sai da cozinha, anda pelo pátio segurando o cutelo e de olhos rápidos em tudo, sente sua alma sair do corpo quando vê 3 gatos atravessarem seu caminho.
- Toma conta OXÓSSI. Agora mais firme em seus guias ela caminha por ali indo em direção a lavanderia, ali tudo trancado, ela olha pelo vitrô da porta e nada, caminha até o primeiro vestiário e também nada, quando sai do segundo para o terceiro.
- O que houve Gertrudes, dando um passeio a essa hora?
- Seu Lourenço, seu Lourenço, graças ao pai, o senhor esta fazendo sua ronda?
- Sim, por quê?
- Olhe, me desculpe ocupa-lo com isso, mais a cozinha esta sem telefone.
- Como assim?
- Fui usar e nada.
- Vamos lá ver?
- Sim. Os dois seguem para a cozinha e logo Lourenço avista o problema, os fios estavam soltos na linha aérea, provavelmente devido as últimas ventanias que ocorreram no local.
- Meu PAI XANGÔ.
- Fica tranquila, amanhã vamos ter pessoal na oficina e na elétrica, vou deixar tudo anotado e eles virão dar uma olhadinha e consertarão tudinho.
- Graças, obrigado seu Lourenço.
O homem olha para ela e percebe um certo tremor nas palavras de Gertrudes.
- Olha, se quiser fico aqui com a senhora até que termine seu trabalho, tudo bem?
- Se não for te atrapalhar, eu vou achar é bom, sabe hoje me deu uns bons arrepios este lugar, sabia?
- Mais por que ainda esta aqui a estas horas?
- Imagina, seu GERALDO deu aqueles animais ali para o Osvaldo, agora vou ter de limpa-los para congelar.
- Que animais dona Gertrudes?
A mulher olha para a mesa e nada do bichos ali, somente um rastro de sangue, ela grita e Lourenço vai até ela, eles decidem por seguir o rastro e param diante a câmara fria.
- Vou abrir.
- Por favor seu Lourenço, não abra, chame seus colegas primeiro eu não sinto algo bom com isso ai, por favor seu Lourenço.
- Tá certo.
Lourenço pega seu rádio e tenta contato sem sucesso, porém eles ouvem ruídos vindo de dentro do congelador industrial.
- O que esta havendo?
- Por favor seu Lourenço.
Gertrudes ali com o cutelo em punho, Lourenço abre o potente congelador e logo vê dois rádios jogados, mais a frente seus três colegas de guarda, corpos furados, rasgados, ele os reconhece.
- Meu Deus, o que esta havendo aqui?
Gertrudes corre para fora dali, ali no canteiro de hortaliças que ela cultivara, a mulher começa a vomitar, logo Lourenço vem a ela.
- Vamos?
- O quê, para onde, nós vamos morrer.
- Por favor, venha comigo, vamos ao escritório.
- Fazer o quê?
- Eles tem uma linha especial, subterrânea, não tem como corta-la.
- Será que existe isso mesmo?
- Sim, venha comigo?
- Vamos.
Ela segue o homem, só então percebe que Lourenço traz manchas de sangue em uma das pernas de sua calça.
- Por que parou?
- Seu Lourenço.
- Sim.
- Por que tem essa manchas ai na perna de sua calça, são tipo mãos, como se estivessem agarrado o senhor, o que houve de verdade senhor Lourenço?
- O quê, quais manchas? Ela aponta para ele, o homem olha para ela com um ar diabólico.
- Por que é tão fixa em detalhes, hein Gertrudes?
- O que é isso, o que vai fazer?
- Ia ser muito simples, só um empurrãozinho da escada e pronto, estaria morta igual ao seu Osvaldo, e olha nem deu trabalho em mata-lo sabia?
- Por que, por que seu Lourenço?
Nisso sai da escuridão uma garota de seus 15 anos, cabelos pretos longos, branca quase sem vida, vestido simples verde, magra.
- Quem é ela?
- Não se lembra de mim, vó?
- Não, não pode ser, você morreu, morreu afogada naquele riacho em MINAS GERAIS.
- Talvez sim, talvez eu tenha morrido ali ou bem antes daquilo, vózinha.
Lourenço golpeia Gertrudes que cai, deixando o cutelo caído ao lado no chão, a mulher é arrastada pela garota e o homem até o quarto dispensa, ali é colocada em cima de um colchão de solteiro enquanto Lourenço desenha um pentagrama no chão.
- Pronto?
- Sim.
- Vou preparar as velas. A garota rodeia o desenho com velas e logo Gertrudes é posta no meio daquilo.
Lourenço inicia um rito macabro de rezas e batidas de mão ao peito até que uma nuvem negra toma conta do lugar, mãos com unhas grandes saem desta e puxam o corpo e os dois para dentro de um portal, logo ouve-se o som de sirenes, as viaturas ja entraram na indústria e um braço de Gertrudes é deixado para trás.
FIM.
👁️ 11
A CPI DE TOLICES
A SUPREMACIA DE UMA CPI DE TOLICES - Meu pai do céu, que nojo eu sinto vendo aqueles senhores entregando e sujando a nossa bandeira e nossas paciências.
Ainda surge um dos gritantes ali a gritar que a CPI fora a responsável pelo acelero de vacinados.
Só não me sujo as calças por que estes senhores não merecem o produto final desta, estão muito abaixo disso.
A emissora carioca ontem fez e refez aos gritos obstinados no jornal da tarde, sobre a entrega e leitura final de um serviço que eu intitulo desserviço feito ali.
Sendo que travar a questão e encher com pá de côco de pombo, alguns familiares e outros que para mim fizeram um típico papel de retirante ao inverso, céus a vacina esta ai, milhões sendo vacinados e a nação com toda fé e força vai retornando ao impulso normal da vida cotidiana.
Como me sinto humilhado e envergonhado ao ver este circo global que fora todo orquestrado por uma mídia suja e ineficiente e trazendo aos berros o choro e o sofreguidor de um povo que sempre foi e será, pelo visto, tragado e usado pelo grande grupo de milicianos basbacais.
211021................
👁️ 15
ESQUEÇA ME 4 LGBT 18 ANOS
Leonardo acorda ainda grogue do efeito da bala, roupas jogadas no quarto, ele sente um odor forte, Carlos ali na cama ensanguentado.
- Carlos, Carlos, responde.
Ele sacode o cara que balbucia algo, Leo corre a procura do celular e liga para o resgate.
Minutos depois, ele esta a caminho do hospital, Carlos tivera uma overdose que ocasionou uma hemorragia estomacal.
- E então, doutor?
- Ele vai ficar bem, porém terá de seguir algumas regrinhas.
- Todas doutor.
O médico conversa com Leo ali que ouve atentamente, Carlos ficará internado por uma semana, em soro, vitaminas e exame.
Juliana leva roupas para Leo que entra no banheiro e toma um rapidissimo banho, logo sai vestido em roupas limpas.
- Obrigado amiga.
- Oras, somos um pelo outro.
- Você viu como ele esta?
- Eu não tenho dó, Leo ele só esta saboreando o fruto que ele planta.
- July.
- Chega, por favor, acorda Leo.
- Olhe July, obrigado pelas roupas, mais......
- Já sei, saiba eu ligo muito para você, estou indo.
- Pòr favor amiga.
- Tchau.
Juliana sai dali deixando Leo olhar Carlos que dorme profundamente devido os medicamentos.
Ali do lado ele confere as mensagens e redes sociais quando entra o doutor ali.
- Oi dr.
- Renam, pode me chamar de Renam.
- Sim doutor Renam.
- E o nosso paciente?
- Ainda dorme como a bela adormecida.
- Sei.
- Vocês estão juntos há?
- Três anos, mais ou menos em idas e vindas.
- Ele deve, não, é um rapaz de sorte.
- Por que diz isso?
- Oras, ele tem você entende, um ao outro.
- Sim, eu o amo.
- Muito?
- Demais, sai de casa, larguei a facul, perdi trabalho, tudo para ficar com ele doutor.
- Lindo isso.
- É, mais ás vezes me pergunto, será que fiz o certo.
- E o que lhe vem a mente como resposta?
- Que sim, doutor, que sim. Risos.
- Você se conforma com o mínimo.
- O quê doutor?
- Não, não é nada me desculpe.
Renam examina o paciente e logo se despede de Leo.
- Obrigado dr.
- Renam.
- Sim, dr Renam. A porta e fechada e Leo fica a admirar Carlos, mais sua mente viaja nas palavras cheias de enigmas do dr Renam.
- Será que ele estava me dando mole, não, com certeza que não.
Ele vai mais perto de Carlos e o afaga, molha um pedaço de algodão na água e leva a boca do paciente.
👁️ 12
ESQUEÇA ME 5 LGBT 18 ANOS
Jane entra no hospital cheia de sacolas e logo é interditada pelo guarda dali, mais de 20 minutos e ela o convence, saindo para o corredor em direção ao quarto do filho, parando em frente a porta com sua matula, ela bate ligeiramente esta e entra.
Ao entrar vê a cena de Leo debruçado em Carlos num beijo enquanto o filho esta com uma das mãos dentro do short do outro.
- Pelo jeito ja esta bem melhor hein.
- Dona Jane.
- Olá garotos, agora parem com isso, terão todo tempo assim que Carlos receber alta, na casa de vocês.
- Mãe.
- Olha o que eu trouxe para vocês.
Jane abre as sacolas e retira um bolo de chocolate, suco, frutas, troca de roupas, livros.
- Só você mesma.
Carlos faz menção de sentar na cama e Leo o ajuda, ele ainda sente um tanto dores devido a lavagem.
- E então, aprendeu dessa vez?
- Faço o que eu quiser.
- Olhe filho, eu não vou poder ficar vindo para o hospital toda vez que fizer suas loucuras.
- Eu não sou louco e olhe, eu te chamei aqui, sabe, veio por que é demais de enxerida.
- Me respeite Carlos.
- Vá a merda.
Leo entra no assunto e tenta aliviar.
- O que foi, vai ficar do lado dela, é isso, se for, vá embora.
Jane ao ouvir o filho dizer aquilo para Leo, se aproxima deste.
- Você não merece a sorte que tem, uma mãe trouxa e um companheiro que você faz de trouxa sempre.
- Vai embora.
- Vou mesmo, fui.
Jane dá um abraço em Leo e sai do quarto.
- Viu o que fez, muleke.
- O que foi, vai junto.
Leo ali no banco do hospital chora ao relembrar a cena ali no quarto, no ponto de ônibus Jane fica a espera de seu circular, assim que este pára ela sobe, olha em direção ao hospital e vê o lugar se afastar da vista.
July ali no quarto com fantasia de empregada sexy, logo um senhor de seus 60 anos entra ali e a faz soltar gritos quando a chicotea e a faz de sua escrava, com a veste rasgada ele serpenteia sua língua pelos mamilos de July que já esta em Pânico total, jogada na cama recebe mais chicoteadas e o homem a penetra por trás sem qualquer preparo ou forma de carinho, a mulher grita e desfalece.
Ali jogada ao bel prazer de seu carrasco ela é possuída como que se uma boneca sem espirito ele a manuseia como que se essa estivesse morta.
Quase uma hora e ele joga notas de dólar em cima da mulher, a porta é fechada com extrema violência, ali aos poucos July tenta mexer o corpo sentindo uma extrema dor por todo corpo.
Minutos depois entra ali a gerente do clube, seguido de 3 seguranças, July é pega no colo e levada para um outro quarto onde a gerente.
- O que te fizeram criança?
- Pegou a parte da casa?
- Cem por cento seu.
- Por quê?
- Olha para você criatura, vai precisar muito mais do que a casa.
July é levada para o hospital, porém deixada na entrada ali ela recebe ajuda de algumas pacientes e de enfermeiras.
Após exames e curativos ela recebe a noticia que não fora prejudicados nenhum osso do corpo.
- Graças a Deus.
Ali no quarto recebe a visita de Leo.
- Amiga.
- Amigo. Ela desaba em lágrimas, ele a consola.
- O que te fizeram, mulher destruiram tua cara linda.
- Aqueles troços de clientes que temos de tolerar.
- Não, isso não, vem, vamos dar parte, vai ter BO naquele muquifo.
- Ficou louco, é cliente diamante, a gerente até me disse que eu fizesse o que fosse de minha vontade.
- E?
- Eu vou deixar quieto, bixa o cara é muito rico.
- É isso então, pode esbofetear, quebrar, cuspir, logo vai ser esfaqueamento, é isso mesmo Juliana?
- Eu preciso do trampo.
- Todos precisamos, mais vai, olhe para você.
- Foi comigo, o doutor disse que não quebrou nada.
- Você fala de mim mais esta mais amarrada do que eu, como pode deixar isso impune, você desmerece a classe.
- Que classe, foda-se a sua classe.
- Sei.
- Tenho que comer, água luz aluguel, é isso meu amigo, eu tenho contas, uma vida, sabia?
- Venha para minha casa.
- Ai sim, além de apanhar por grana, ainda vou ter de presenciar um viado apanhando do amrido por nada.
- July.
- Me desculpe, mais sabe que falo a verdade.
- Pois é, eu sei, mais você tem pego muito no profundo ultimamente.
- Tá, me desculpe.
- E agora?
- Agora o quê?
- Vai ficar quanto tempo sem trabalhar?
- Com essa cara inchada, acho que uns 3 ou 4 dias.
- Vou ficar com você.
- E o Carlos?
- Vai ser bom, ele tem de ter um tempo para ver o que ele quer realmente na vida.
- Tomara que seja longe de você.
- July.
- Tá tudo bom, vou ficar calada.
- Te amo.
- Eu também meu irmão gostoso de viver.
Eles se abraçam e nisso toca o celular de Leo.
- O que foi?
- O Carlos, vou atender.
- Oi. Leo sai do quarto e logo retorna.
- Amiga, eu te ligo, vou levar o Carlos embora.
- O quê, já?
- Nossa, demorou né amiga?
- Você vai levar ele para a sua casa?
- E para onde vou levar aquele homem hein mulher?
- Qualquer lugar, que tal pra puta que pariu. Risos.
- Entenda de uma vez eu amo o Carlos.
- Sei, você tem complexo de sofrer.
- O quê?
- Você gosta, ama sofrer.
👁️ 31
ESQUEÇA ME 3 CONTO LGBT
Laize termina o expediente na cafeteria BLUE STAR, deixa o avental no vestiário e sai, liga a sua motinha e segue em direção a um residencial de alto luxo, ali cumprimenta os porteiros e o pessoal da segurança, entra na terceira rua e segue por duas quadras até parar frente a uma casa bem estilosa, ali guarda sua moto na garagem e abre a porta que dá acesso a uma cozinha, ali abre o refrigerador e se serve de um gostoso suco de limão.
Ali já deixa uma bolsa em uma cadeira, seguindo para a sala onde começa a se livrar de suas roupas, já no quarto retira o restante e segue ao banho, ela suaviza o corpo e ouve o som de ALCIONE a tocar e inebriar o ambiente ali.
De banho tomado, liga o secador e vai arrumando seu cabelo, logo seu celular é invadido de mensagens, ela termina ali e veste um roupão, segue até a porta principal e abre.
- Oi.
- E ai.
- Posso entrar?
- Ainda pergunta. O rapaz entra ali e logo surge o bem quente beijo do casal, Laize acaricia aquele corpo vestido até parar na bunda do cara que a traz no colo até o quarto ali na cama, ele a coloca e tira sua roupa indo para junto dela, em gritos e gemidos o amor é feito de forma audaciosa e eles adormecem ali nús até que o celular dele toca.
071221.........
👁️ 26
ESQUEÇA ME 2 CONTO LGBT
2
Sofia termina de atender 2 executivos num quarto de médio luxo em hotel 5 estrelas.
Ali de frente ao espelho ela ajeita o vestido curto, arruma seu cabelo e retoca o batom saindo dali com sua bolsinha, ao longe os dois homens dormem enquanto ela pega 2 garrafinhas de gin e coloca 1 na bolsa e outra sai bebendo.
Ali no corredor ela rodopia várias vezes e aperta o botão do elevador.
Nisso a porta é aberta e uma mulher com dois homens, a mulher esbarra em Sofia que faz menção de xinga-la mais entende que a situação não a favorece em nada.
- Me desculpe.
- Nada.
- É a pressa, com certeza.
- Sim, pode ser.
A mulher aciona o número 3 enquanto Sofia assovia alguma canção logo o elevador pára ali e a mulher sai sem despedir-se de Sofia que lhe mostra a língua pelas costas.
- Puta barata.
Sofia cai no riso enquanto ali sozinha olha ao redor e ao perambular ali sente que pisou em algo, ela olha para baixo e vê uma pulseira em ouro branco com alguns diamantes.
- O que é isso, eu tirei a sorte grande, é isso?
Ela olha para os lados e pisa de leve na jóia, se abaixa e guarda esta na bolsa.
O elevador abre a porta e ela segue no saguão até que ao passar na porta já na calçada, 3 seguranças a chamam.
- O que houve?
- Eu.
- Por favor senhorita.
Sofia acompanha eles até a sala de vigilância.
- O que houve?
- Abra a bolsa por favor.
- Por que?
- Só abra.
- Tudo bem.
Sofia abre a bolsa e eles procuram por algo, logo um segurança feminino entra ali.
- Senhorita, esta nossa colega vai te revistar, tudo certo?
- Ok. A segurança faz a revista em Sofia e nada.
- Pronto?
- Sim, queira por favor nos desculpar por favor.
- Tudo bem.
Sofia sai dali e segue para o ponto de ônibus.
- Esses filhos da puta só fizeram eu perder o meu ônibus.
Sofia entra no app e pede um veiculo, logo pára o carro e ela entra ali.
- Para onde?
- Bem longe daqui.
- Sim moça.
- Obrigado.
Em um bairro de classe média, o veiculo pára numa rua de mão única estreita.
- Aqui o seu dinheiro.
- Mais a corrida foi.........
- Olhe sr, o que eu tenho no momento é isso, depois eu te pago, juro.
- Tudo bem.
Sofia desce do veiculo e segue para uma casa de 4 peças com pouquissimas mobílias, ali ela deixa a bolsa em um sofá encardido, logo ouve latidos de 3 poodles que se fossem banhados, teriam uma cor bem alegre.
- O que vocês estão fazendo aqui dentro?
Logo ouve-se o barulho metálico, em uma cadeira de rodas uma senhora de seus 65 anos vem para a sala.
- O que faz aqui?
- E ai velha, vou tomar um banho e berço, não me acorde, sobre nada viu?
- Não vai não.
- O que foi?
- Vieram uns caras aqui, bem suspeitos.
- O que disseram?
- Sei lá, quando me viram, foram embora.
- Vou tomar banho.
- Não vai não, já arrumei teu muquifo, pode ir sem me agradecer.
- Eu vou tomar banho.
- Eu disse educadamente que não, mais se for seguir, melhor pensar direitinho nisto.
A senhora tira da manta um revólver e aponta para Sofia.
- Ficou louca.
- Vai embora.
A mulher ameaça dar um tiro, Sofia recolhe as duas sacolas de uma loja popular conhecedissima e sai dali, na calaçda as sacolas lhe dão trabalho, arrebenta as alças e ela tem de ficar de joelhos e recolher as roupas quando ouve um buzinar.
- Sofia.
- Leno
- O que esta acontecendo?
- Aquela louca, acredita me pôs para fora.
- Já era tempo, afinal você sempre trouxe problemas para a dona Ana.
- Aquela velha medíocre, eu ajudei tanto ela.
- Sei, ajudou ela com infarto, queda no banheiro, sumiu com a dentadura dela e quando fez a loucura de vender os óculos dela hein?
- Eu só a ajudei, afinal ela não sabe ler.
- Assume piranha, você é total fora da casinha.
- Qual é mano, vai, me deixa ficar lá na casa da sua prima?
- Tudo bem, te deixo lá mais você que fala com ela.
- Certo.
Com certa dificuldade com as sacolas, ela sobe na garupa, segue para a casa de Dalila, prima de Leno.
Ali no cortiço de Davi, ela anda por entre as casas acumuladas e o fedor de esgoto a vazar de algum encanamento clandestino ali.
051221..........
👁️ 24
O POVO E O 7 DE SETEMBRO
O POVO FOI AS RUAS
LINDISSIMO VER GENTE NA GRANDE
LUTA PELA LIBERDADE
EU NUNCA VOU AQUI FALAR
MAU DESTE OU DAQUELE DO STF
MAIS SIM
DA FALTA DE SE ORGANIZAR
E DE COLOCAR O RESPEITO
ACIMA DE SUAS VONTADES
AINDA VIVEMOS NUMA DEMOCRACIA
SIM, AINDA VIVEMOS
MESMO TENDO ELA AS
ÚLTIMAS NO PRONTO SOCORRO
DE EMERGÊNCIA
DE QUALQUER HOSPITAL
PÚBLICO
SANEADO PELO SUS
NÃO SOMOS BURROS
QUEREMOS TER O NOSSO
DIREITO
GARANTIDO, DE FALAR
E QUEM SABE
SER OUVIDO
QUEREMOS ELEIÇÕES
LIMPAS, QUEREMOS SIM
VER PESSOAS
HONESTAS COM FALAS
LIMPAS E PROMESSAS FRUTUOSAS
DE UM BOM
POR VIR
PARA NÓS
BRASILEIROS
A VELHA MÍDIA
SE CALOU, MOSTROU
AS FOTOS
TIRADA DE ALBUNS
DE A VÓS QUE MOSTRAM
A PAISAGEM NEBULOSA
DE QUEM O FEZ
O POVO NÃO QUER
GOLPE
QUEREMOS TER O DIREITO
DE DECIDIR
PELO CERTO OU NÃO, SOMOS
DONOS DE NOSSOS RUMOS, NÃO SOMOS
MAIS OS PALHAÇOS
DE ELENCAR AS FANTASIAS
DE UM JÚRI
ONDE POUCOS DECIDEM O NOSSO NADA
QUEREMOS O DIREITO
DE TER A VACINA
MAIS SIM
RESPEITANDO O DIREITO
A AQUELE QUE AINDA
TEM ALGUMAS DÚVIDAS
NÃO SOMOS MORTOS DE FOME
MAIS CONFIAMOS
QUE SE DEIXARMOS O PAÍS
NAS MÃOS
DE UM GRUPO
OU UM ATOR QUE PREFERE SAIR A PRAIA
E MOSTRAR SUA BELDADE
EM HORÁRIO NOBRE
CHEGA, NÃO SOMOS TOLOS
QUEREMOS RESERVAR A SEDE E TER
A ÁGUA DE QUE
PAGAMOS
HÁ TEMPOS
PAREM COM AS PERSEGUIÇÕES
PRISÕES ABRUPTAS
E ESSA
CAÇA AO RATO DE QUE NÓS
O RATO
VOLTAMOS PARA O ESTRANHO
MESTRE DE CAPA
QUE SE DIZ
O DONO DE TUDO
E DE TODOS
POR FAVOR SENHORES
GOVERNADORES
NÃO IMPEÇAM
COM COBRANÇAS
ABUSADORAS
O DIREITO UNIVERSAL DE NOS ALIMENTAR
080921........
👁️ 19
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