Escritas

ESQUEÇA ME 2 CONTO LGBT

pauloazfogg

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               Sofia termina de atender 2 executivos num quarto de médio luxo em hotel 5 estrelas.
     Ali de frente ao espelho ela ajeita o vestido curto, arruma seu cabelo e retoca o batom saindo dali com sua bolsinha, ao longe os dois homens dormem enquanto ela pega 2 garrafinhas de gin e coloca 1 na bolsa e outra sai bebendo.
     Ali no corredor ela rodopia várias vezes e aperta o botão do elevador.
     Nisso a porta é aberta e uma mulher com dois homens, a mulher esbarra em Sofia que faz menção de xinga-la mais entende que a situação não a favorece em nada.
     - Me desculpe.
     - Nada.
     - É a pressa, com certeza.
     - Sim, pode ser.
     A mulher aciona o número 3 enquanto Sofia assovia alguma canção logo o elevador pára ali e a mulher sai sem despedir-se de Sofia que lhe mostra a língua pelas costas.
     - Puta barata.
     Sofia cai no riso enquanto ali sozinha olha ao redor e ao perambular ali sente que pisou em algo, ela olha para baixo e vê uma pulseira em ouro branco com alguns diamantes.
     - O que é isso, eu tirei a sorte grande, é isso?
     Ela olha para os lados e pisa de leve na jóia, se abaixa e guarda esta na bolsa.
     O elevador abre a porta e ela segue no saguão até que ao passar na porta já na calçada, 3 seguranças a chamam.
     - O que houve?
     - Eu.
     - Por favor senhorita.
     Sofia acompanha eles até a sala de vigilância.
     - O que houve?
     - Abra a bolsa por favor.
     - Por que?
     - Só abra.
     - Tudo bem.
     Sofia abre a bolsa e eles procuram por algo, logo um segurança feminino entra ali.
     - Senhorita, esta nossa colega vai te revistar, tudo certo?
     - Ok.  A segurança faz a revista em Sofia e nada.
     - Pronto?
     - Sim, queira por favor nos desculpar por favor.
     - Tudo bem.
     Sofia sai dali e segue para o ponto de ônibus.
     - Esses filhos da puta só fizeram eu perder o meu ônibus.
     Sofia entra no app e pede um veiculo, logo pára o carro e ela entra ali.
     - Para onde?
     - Bem longe daqui.
     - Sim moça.
     - Obrigado.
     Em um bairro de classe média, o veiculo pára numa rua de mão única estreita.
     - Aqui o seu dinheiro.
     - Mais a corrida foi.........
     - Olhe sr, o que eu tenho no momento é isso, depois eu te pago, juro.
     - Tudo bem.
     Sofia desce do veiculo e segue para uma casa de 4 peças com pouquissimas mobílias, ali ela deixa a bolsa em um sofá encardido, logo ouve latidos de 3 poodles que se fossem banhados, teriam uma cor bem alegre.
     - O que vocês estão fazendo aqui dentro?
     Logo ouve-se o barulho metálico, em uma cadeira de rodas uma senhora de seus 65 anos vem para a sala.
     - O que faz aqui?
     - E ai velha, vou tomar um banho e berço, não me acorde, sobre nada viu?
     - Não vai não.
     - O que foi?
     - Vieram uns caras aqui, bem suspeitos.
     - O que disseram?
     - Sei lá, quando me viram, foram embora.
     - Vou tomar banho.
     - Não vai não, já arrumei teu muquifo, pode ir sem me agradecer.
     - Eu vou tomar banho.
     - Eu disse educadamente que não, mais se for seguir, melhor pensar direitinho nisto.
     A senhora tira da manta um revólver e aponta para Sofia.
     - Ficou louca.
     - Vai embora.
     A mulher ameaça dar um tiro, Sofia recolhe as duas sacolas de uma loja popular conhecedissima e sai dali, na calaçda as sacolas lhe dão trabalho, arrebenta as alças e ela tem de ficar de joelhos e recolher as roupas quando ouve um buzinar.
     - Sofia.
     - Leno
     - O que esta acontecendo?
     - Aquela louca, acredita me pôs para fora.
     - Já era tempo, afinal você sempre trouxe problemas para a dona Ana.
     - Aquela velha medíocre, eu ajudei tanto ela.
     - Sei, ajudou ela com infarto, queda no banheiro, sumiu com a dentadura dela e quando fez a loucura de vender os óculos dela hein?
     - Eu só a ajudei, afinal ela não sabe ler.
     - Assume piranha, você é total fora da casinha.
     - Qual é mano, vai, me deixa ficar lá na casa da sua prima?
     - Tudo bem, te deixo lá mais você que fala com ela.
     - Certo.
     Com certa dificuldade com as sacolas, ela sobe na garupa, segue para a casa de Dalila, prima de Leno.
     Ali no cortiço de Davi, ela anda por entre as casas acumuladas e o fedor de esgoto a vazar de algum encanamento clandestino ali.

                              051221..........