Lista de Poemas

Faz 33 anos...



Em 13 de abril de 1985, dissemos sim, nos abraçamos e nos beijamos, olhamo-nos e trocamos carinhos, procurávamos um ao outro, marcamos um encontro quando ainda não nos conhecíamos, para todo o tempo desta e de outras vidas, finalmente nos encontramos para caminharmos de mãos dadas e corações aquecidos.

Temos ainda um tempo, que não seja breve, que dure um pouco mais, para desfrutarmo-nos e, quando partirmos, quem for na frente, ajeita o canto novo de mais uma parada, continuaremos nossa jornada, confiamos em nós, superamos momentos difíceis, nos amparamos, ora eu, ora você.

Passamos para nossos filhos jeitos de amar, outros, eles construirão, com ingredientes imprescindíveis, tolerância, paciência, ternura e perdão.

Não mais o mesmo amor, outro, mais leve, melhorado, sutil, desinteressado, te amo, você me ama, nos amamos.

Amamos nossos filhos, Lucas, sua esposa Gisele, nosso netinho Felipe, Mateus e Tatiany, Marcos e Laís.

Agradecemos aos nossos pais, Node de Barros e Gilda Montilha de Barros, Taketomi Tamashiro e Shizu Oshiro e a todos antepassados.

Gratidão a Deus por permitir que essa união continue, a cada dia um aprendizado, uma palavra a mais escrita em nossa história.
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Não há castigo de Deus...



Todos os dias, por breves instantes, nos sintonizamos com o Criador e humildemente compartilhamos com o Cosmos a mais singela e pura energia de que dispomos, que brota da centelha divina que nós todos, filhos de Deus, possuímos, bons ou maus, não importa.

A centelha divina está em todas as criaturas de Deus, mesmo que em muitos de nós ainda embrutecida, opaca, mas o amor que contagia, desapegado, espontâneo, vai, pacientemente, tocando-a, realimentando-a e a revivendo pois que, em sua essência, nunca deixou ou deixará de sê-la.

Se alguém se acha em condição material e moral superior a outro, um alerta, Deus não faz essa distinção.

Cada um de nós colherá nesta vida terrena e na que se segue após a morte física apenas o que plantou e cuidou.

Graças ao nosso livre arbítrio e, de acordo com a justiça divina, a semeadura é livre e a colheita compatível, razão pela qual não há castigo de Deus.
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O sorriso do Felipe...



Aí você acorda, mais pra lá do que pra cá, um certo cansaço e o dia é de outono, nublado, seco, notícias velhas e requentadas de muita gente sofrida e sofrendo, sem esperança de tempos melhores, como se estivessem invisíveis dentro de uma anormalidade que viola os mais básicos preceitos da dignidade humana.

Nesse contexto a tendência é de mais tristeza, sintonizar-se com energias pesadas, negativas, tendendo a se contaminar e imantar num período já longo de banalização da dor humana ou se alienar, fazendo de conta que, se não é com um dos nossos, razão simples para deixar de lado.

Mas não há como tentar se esquivar na indiferença achando que não nos cabe resolver os problemas do mundo, especialmente se eles, apenas aparentemente, não nos afetam ou não causam dores maiores porque vivemos melhor que bilhões de irmãos nesse planeta maravilhoso.

Jesus e Maria nos ensinaram tudo sobre o amor, ou ao menos nos deram caminhos para com esse sentimento aprender que, enquanto houver um pequenino sofrendo, com fome, frio, sede ou sem teto, não haverá equilíbrio e normalidade.

A distância física do sofrimento alheio não nos exime da ação, que seja a de uma prece por todos os que sofrem e pelos líderes políticos, religiosos, espirituais e empresariais para que entendam o significado de que, muito se pedirá a quem muito recebeu, não lhes cabendo alegação da ignorância justamente pela posição que ocupam.

O sorriso do meu neto Felipe me faz acreditar que ele e muitas outras crianças e jovens que já chegaram e estão chegando nesse tempo de dores farão do nosso mundo um lugar melhor para todos, esse é o nosso destino, a família humana vivendo em harmonia e cultivando a paz.
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No mundo, somente dois...



Aceito feliz a dor da aparente perda, para a morte ou para a vida.

Guardo em mim o amar experimentado, saboreado, segredado em murmúrios, molhado pela brisa úmida das alegres lágrimas em meio às quedas d'água.

Lembro bem de nossos risos trocados ao brincar com as nuvens dos céus, apontando dedos para aquelas que pareciam rostos ou corações.

Ah! Quem sabe o quanto desse amor?

Lembre-se, por esse mundo afora, dentre bilhões, em todos os tempos, antes, durante e depois, apenas e somente nós dois.
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Uma linda história de amor...



Amparou o filho sofrendo, com entendimento, carinho e desapego.
O corpo se foi numa linda história de amor
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Brasil sem rumo, é possível mudar...

O Brasil de hoje, sem rumo, possui um presidente e legisladores reativos, que acreditam que o limite da indignação do povo não tem fim e que a banda pode seguir assim, tocando uma ciranda já de há muito insuportável.

Por sua vez, a população segue dividida, fazendo o jogo desses senhores que não querem nenhuma mudança que venha rearranjar a estrutura social do país, razão para que poucas famílias nos ditem regras já há mais de 70 anos, mantendo a espoliação escandalosa de 205 milhões de brasileiros.

A ausência de líderes, nesse momento, impede uma agenda mínima de ações para, de imediato, desarmar espíritos, estabelecer uma trégua e acordar o que contemple a dignidade do povo sofrido que não tem emprego, vive na informalidade, não tem acesso à assistência médica, medicamentosa e social justamente pelo sucateamento do SUS e ainda são taxados de vagabundos, comprovando-se que generalizações denigrem, ofendem e antagonizam.

Caminhoneiros, até semanas atrás, historicamente vivendo em situações precárias, com jornadas de trabalho absurdas, muitos deles doentes física e emocionalmente, com casos de dependência química funcional, recebendo valores vis por fretes, malnutridos, dormindo pelas estradas malcuidadas, escorchados por custos de pedágios e financiamentos abusivos de sua ferramenta de trabalho, conseguiram parar o país e dar um alento geral, é possível reagir.

A culpa que os reativos e agora açodados governantes querem impor aos caminhoneiros é injusta, eles, os caminhoneiros, é que foram colocados contra a parede.

As demais categorias de trabalhadores precisam também acreditar que o momento de agora é crucial.

Pequenos e médios agricultores não estão conseguindo escoar sua produção, endividados, sem seguro contra seca e inundações, são também vítimas históricas de nossos reativos governantes e não dos caminhoneiros.

A população que já sofre com o desabastecimento, justamente indignada com o passar dos dias, deve lembrar, faz parte dos 205 milhões de brasileiros que almeja um futuro melhor para as próximas gerações, ações de agora germinarão nos próximos 50 anos, pode parecer muito e muitos de nós não estaremos aqui para ver esse Brasil melhor.

Faz tempo que essas velhas raposas não se sentiam acuadas, precisam assim continuar e entender que são empregadas do povo.

O tempo perdido pelo descaso para com as áreas da Educação, Ciência e Tecnologia, que representaria retornos garantidos, exigirá décadas para minimamente reorganizá-las, não podemos esperar mais.

Precisamos de equilíbrio, brasileiros, os que nos governam é quem devem merecer nossa vigilância e cobranças permanentes.

Não podemos nos confundir, ao invés de muros e desavenças, façamos mais pontes.

Independente dos credos e doutrinas professados peçamos a Deus por um Brasil melhor, é possível.
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Velhos medos...


Na paz interior pacificamos velhos medos,
uns irão embora de vez,
outros precisam de um pouco mais de amor
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Mães...


Gilda era seu nome, mulher simples, meiga e generosa, esmerada em cuidados para com a família, acolhendo outros tantos mesmo quando não mais podia, entregava-lhes o sorriso contido e, nas mãos gentis, sem alarde, doava-lhes a maior energia do mundo, o amor.

Ah! tempo que se faz ainda pleno e vivo, suas mãos deslizando em meu rosto, suavemente desalinhando meus cabelos, em momentos de absoluta paz.

À minha mãe querida, e a todas as mães dos mundos, estejam ou não entre nós, as de sangue e as do coração, criaturas abençoadas pelo desapego, carinhoso beijo em suas auras delicadas.

Histórias de amor de mães e filhos não tem fim, estão misturadas às energias que nos conectam ao muito que ainda não conseguimos dimensionar e compreender.

Eterna gratidão...
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O suspirar da Libélula...


Flutuando, doce, elegante, e bela,
num fim de tarde, com o sol indo embora, formosa
Libélula achegou-me aos ombros em delicado
pousar, asas cansadas, por instantes parecia ainda
querer voar, mas a vida que a animava segundos
antes, permitindo-lhe desfilar por alamedas
imaginárias, expirava rápido e logo a vi cair,
lentamente, mas antes de chegar ao chão pude
ainda acolhê-la em mãos
trêmulas, amparando-a e protegendo-a de uma
laje fria e indiferente que nenhum ser
deve ter, vivo ou não...
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Reforma da Previdência, uma cortina de fumaça



Os desvios de recursos da Previdência Social no Brasil é história antiga e agora o governo federal apresenta um suposto déficit numa nova embalagem, falseando-se dados e alardeando que o que se busca é combater privilégios para proteger os mais pobres.

As condições de vida dos mais pobres no Brasil nunca foram preocupação real dos governantes, fato inquestionável.

Imperioso atentar-se para o que ocorre em termos de saneamento básico no Brasil, educação, investimento em Ciência e Tecnologia (https://www.youtube.com/watch?v=3ysId_4QADQ), sucateamento dos Institutos de Pesquisas Federais, falência das Universidades Federais e do SUS - Sistema Único de Saúde.

Em decorrência desse descaso institucionalizado pela União vêm ocorrendo uma perda sistemática de recursos humanos nessas áreas críticas, causando um prejuízo incalculável para o Brasil, difícil de ser mensurado, bem como dos prazos para sua recuperação, mesmo que se retome uma nova linha de investimentos de forma perene nas próximas décadas.

Há muitas áreas entre os três poderes da União, Executivo, Legislativo e Judiciário, em que se poderia avançar para a diminuição de privilégios, a começar pela redução drástica de cargos comissionados, verbas de representação, assistência saúde sem limites para titular e dependentes, penduricalhos nos vencimentos que não são computados para fins de teto salarial no serviço público, com o respectivo efeito cascata para estados e municípios.

Fato, há muita gordura para se cortar no serviço público e nas estatais, mas é justamente aí que reside uma cara de paisagem indisfarçável que a grande mídia demonstra cumplicidade e promiscuidade.

O ano de 2018 será particularmente difícil para os brasileiros que devem, em sua maioria, se engalfinhar pelas redes sociais, indo ao encontro dos interesses de quem não deseja que as causas e possíveis soluções para os graves problemas do Brasil sejam efetivamente debatidos.

Precisamos de toda a serenidade e discernimento possíveis, aquietando um pouquinho as paixões partidárias que podem nos cegar.
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