Escritas

Lista de Poemas

Minha Pétala Tão Frágil


Minha pétala em flor tão meiga Tu és,

Tenho até medo em te beijar e abraçar,

E de te desmanchares em mim através,

Tão frágil essa beleza que reluz ao luar.


Minha pétala perfumada que me encantas,

A minha boca carente na tua saliva a medrar,

Impaciente te espero as saudades são tantas,

És a única que me pode ainda a alma ocupar.


Minha pétala doce de malmequer amarelo,

Que pousaste no meu coração tão sofrido,

Com as estrelas no meu olhar em apelo,

Ao teu delirante toque de midas possuído.


Minha pétala de rosa tão formosa e bela,

Tanta ternura me deixaste em meu peito,

Que tanto ansiava pelo reconforto dela,

Pétala ao vento guardada em meu leito.


Minha pétala colorida de mil cores,

Que me alegra como o raiar do sol,

Curaste-me de vez as minhas dores,

Guias-me minha amada e meu farol.


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Teu Peito É Meu Abrigo

Teu peito é meu abrigo onde pouso o pensar,

Ganhando forças para o dia que nasce lá fora,

No teu corpo procuro a cura do meu desejo,

Que tanto cresce sem nunca parecer ter fim.


Teu peito é meu abrigo onde brinco à noite,

A fonte da minha paixão foi lá que se escondeu,

Febrilmente ansiosos pelo aconchegar unidos,

Deambulando nus em nossos sonhos coloridos.


Teu peito é meu abrigo onde escuto e rezo,

Todos os dias da minha vida invoco-te a Ti,

Sussurro-te ao ouvido o meu grande amor,

O amor que dos teus seios saudosos bebi.


Teu peito é meu abrigo quando na noite padecer,

Levarei ele na minha feliz e perene lembrança tua,

A eternidade nunca terá receio em te vir a perder,

Pois é na sua imortalidade que vive o meu te ter.


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Só Nós Dois Sabemos


Só nós dois sabemos o poder do teu sorriso,

Que me embala os sentidos estarrecidos,

Rendidos ao teu chamamento tão preciso,

Adidos pelas boas emoções embevecidos.

Só nós dois sabemos a paixão que nos arde,

Inflamando nossos frágeis e dóceis corações,

Apenas um abraço teu bem apertado pela tarde,

Importará quando o pôr-do-sol no ofertar ilusões.


Só nós dois nos reconhecemos pelo olhar,

Quando nele alimentamos a nossa paixão,

Aquela noite de pleno amor para lembrar,

Em que nos enredámos até à exaustão.


Só nós dois juntos sob as estrelas e o luar,

Inesquecível quadro que desenhei para nós,

Navegando em uníssono pelo largo alto Mar,

Onde lançaríamos o medo de estarmos sós.


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Amor Meu


Amor meu que me embalas o pensamento,

Não sei ainda a que sabem os teus lábios,

Por isso continuo só em pleno sofrimento,

Quando poderei acariciar-te sem rodeios.


Amor meu de insofismável louca perdição,

Apenas te queria pertinho de mim uma vez,

Perto do teu calor meu elo de eterna paixão,

Perto do teu sorriso dourado em bela tez.


Amor meu como te adoro dia e noite sem fim,

Olho-te absorto sem nunca te perder de vista,

Sou de Ti minha bela amada e vejo-te em mim,

Serás sempre a minha única amante da lista.


Amor meu que me revisitas em lindos sonhos,

Tornando minhas noites mais calmas e tranquilas,

Abraça-me uma vez só com os teus carinhos,

E sonhar contigo de mãos dadas entre papoilas.


Amor meu que não te quero nunca vir a perder,

És a minha luz divina que me ilumina o caminho,

Não digas jamais adeus ao meu por Ti querer,

Pois quem mais iria aprimorar o meu desalinho.


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Mulher Proibida


Não te conseguirei nunca alcançar meu anjo,

Estás tão longe do meu amparo sequioso,

Chorarei por Ti com saudades sem arranjo,

Da noite que sonhei amar-te esplendoroso.


Porque me surgiste assim tão evanescente,

Pela calada da minha eterna noite inacabada,

Ofuscaste tudo à tua passagem tão ardente,

Inebriados pela tua rara beleza tão afamada.


Pelos caminhos mais rudes há muito eu te esperei,

Fazias parte dum belo mito que me iludia o pensar,

Ansioso pela nossa imensa paixão que eu idealizei,

Virás ter comigo algum dia meu amor de brincar.


Quero-me perder no teu regaço tranquilo devagar,

Servir-te quentes beijos logo de manhã e à noitinha,

Não me importo do tempo que tenha de te esperar,

Mas vem meu Amor na face dar-me uma festinha.


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Só Tu e Eu – Parte II


Só Tu e Eu recordaremos aquele doce beijo tão ansiado,

Descansaríamos nos braços um do outro eternamente,

A melancolia exacerbada que nasceu da nossa paixão,

Por nela estarmos loucamente perdidos de comoção,

Só Tu e Eu nos entregaremos um ao outro em pura magia,

Por aquele tão grande nosso Amor impar de fiel perdição.

Não quero abdicar nunca em sonhar este jubileu do amor,

Para quando ansiosos realizar estes desejos recalcados.

Só tu e eu imbuídos no calor dos nossos corpos profanados,

Consumidos em fogo ardente na nossa cega paixão imensa,

Não te quero perder nunca nem os teus afectos perfumados,

Não te quero largar nunca minha estimada solene aventura.

Só Tu e Eu em eterna comunhão partilhamos benevolência,

Estou dependente deste anseio por ti que me consome,

Este amor implícito discricionário por nós não consumado,

Sonho pendente que me aquece aqui perdido nas sombras.

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O Meu Primeiro Beijo


Não sei porquê, há cenas do cinema ou no dia-a-dia que sempre me fazem lembrar o meu primeiro beijo dado a sério e verdadeiramente sentido e apaixonado.

E fico um tanto melancólico e perdido na nostalgia que elas me provocam, dá-me quase vontade de chorar essa boa lembrança que vai ficando invariavelmente perdida no esquecimento do meu passado, desvanecendo-se da memória aos poucos e poucos.

Até vos conto mais, ou seja a história toda, foi uma moça que encontrei uma vez numa tarde dançante num clube típico aqui em Lisboa, devia eu ter uns quinze anos tal como ela ou se calhar menos até. Éramos jovens inquietos à descoberta do sentido do Amor compartilhado

A música romântica dos anos oitenta estava rolando gostosa e convidativa ao romance, e eu ficava sentado irreverente com a minha cerveja na mão ouvindo, até que reparei nessa moça me olhando fixamente, e eu tímido como sempre fui fugindo periclitante ao seu olhar furtivo.

Passou uma sessão, passaram duas até que à terceira vez em que fui a esse baile, ela tomou a iniciativa, se levantou, tomou a minha mão e me levou para a pista de dança para dançarmos um slow juntos.

E como foi mágica essa dança, inesquecível, agarradinhos, nos braços um do outro entregues, ela respirando ofegantemente ao meu ouvido arfando, eu perdendo a força nos joelhos constantemente, e como os nossos corações carentes palpitavam de contentamento e satisfação tão sofregamente.

Foram duas músicas que dançámos juntos, e como souberam bem meu Deus, momentos de pura felicidade e empatia inocente, fomos cúmplices e testemunhas de algo tão grandioso que estava para além da nossa compreensão.

Seria o Amor na sua forma mais pura e implícita, que ali no meio dos dois, tinha feito guarida demonstrando o seu poder feérico.

Só sei que no fim da última música ela me olhou demoradamente como que entrando em minha alma, e logo capitulei à sua investida e me rendi incondicionalmente à sua essência despida de segundas intenções.

Tão verdadeira, meiga e bela então ela me pareceu ser, insurgindo do nada perante a minha absorta contemplação.

Foi aí que ela me beijou e eu me arrepiei todinho, e nós nos beijámos naquele imemorável dia como se apenas fossemos nós que existíssemos naquela sala, e o próprio beijo tivesse ganho vida própria percorrendo-nos em torrente de desejos e anseios apaixonados.

Esse inesquecível beijar dado, tão bendito que talvez fosse afinal o percussor da felicidade que nos invadira nesse instante cheio de paz e tranquilidade.

Ela acariciou-me com sua mão a face meiga e ternamente em forma de despedida, virou costas e saiu, e nunca mais a tornei a ver na minha vida desaparecendo tal como uma sombra no nevoeiro como se de apenas um mero sonho se tratasse.

Ainda hoje me questiono se tudo aquilo que descrevi, realmente teria acontecido assim, ou se seriam apenas falsas memórias induzidas na minha mente, em sonhos latentes entretanto vividos ao longo da minha vida.

Não sei sinceramente, se foi apenas um desejo exacerbado meu de ter um primeiro beijo assim como o dos filmes de amor tão belo e simpático, perene e fiel fabricado na minha imaginação tresloucada para contentamento do meu espírito dúbio.

Seja o que tiver sido, não quero saber entretanto, pois ao fim ao cabo só conta essa memória revivida pontualmente para minha auto-satisfação e recriação pessoal, e quem quer saber se é verdadeira ou não, isso agora pouco me importa e importará.

Apenas aquela moça poderia confirmar efectivamente a veracidade desse famigerado beijo, se a pudesse entretanto alguma vez vir a reencontrar.

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Só por Ti


Só por Ti não deixaria de respirar-te em maresia,

Que me refresca livre a torpe mente corrompida,

Só por Ti minha querida.

Só por Ti venderia a minha alma carecida ao diabo,

Que descobriu apenas em ti a paixão e a alegria,

Só por Ti minha querida.

Só por Ti mergulharia fundo no abismo em mar aberto,

Para levar-te comigo a iluminar as profundezas das almas,

Só por Ti minha querida.

Só por Ti largaria a minha voz magoada ao vento,

Libertando decisivamente o meu choro derramado,

Só por Ti minha querida.

Só por Ti enlouqueci minha querida que és tão bela,

Pelo meu eterno amor por Ti incondicional e demente,

Só por Ti minha querida.

Só por Ti conseguiria fugir às chamas do inferno,

Daqueles dias insanos de Sodoma e Gomorra em que nasci,

Só por Ti minha querida.

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Saudades do Meu Amor


Tantas saudades tenho de ti meu puro amor,

Já era de madrugada e eu ainda chorava,

As lágrimas que escorriam em sedenta dor,

Abafaram o fogo que em meu coração lavrava.


Tantas saudades que até me desesperam,

Sofro pelo amor que me esmaga o coração,

Só cantando teu nome que mil e um amaram,

Me acalma a pobre alma em plena prostração.


Tantas saudades tuas minha fada apaixonada,

Do teu sorrir com brilho esplendoroso partilhado,

Não me esquecerei nunca da tua ternura dada.


Tantas saudades tuas minha doçura desejada,

Do teu olhar azul penetrante de mar infindo,

Já nem consigo suportar esta árdua caminhada.


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Aquele Par de Mãos


Soprava uma brisa fresca nessa tarde de Inverno encoberta,

E foi quando dois namorados à minha frente se sentaram,

E eu fiquei de soslaio ali observando-os disfarçadamente,

Ela frágil e pequena como uma loiça cara de porcelana rara,

Ele alto forte e desajeitado acompanhava-a de perto ao lado,

Pousaram num murete alto onde os pés dela não viam chão,

Ela com os pés leves a balouçarem investe com a sua mão,

Procurando decidida pelo seu par escondido num bolso,

Quando alcançada se entrelaçaram os dedos carentes,

E apertaram com gosto e sentimento os dois as mãos,

Ela encostou ternamente a cabeça em seu ombro subido,

E ali ficaram assim embevecidos e absortos no seu Amor,

Ignorando tudo e todos à sua volta, só eles existiam apenas,

Nem o céu coberto de nuvens a augurar chuviscos fracos,

Nem o cair da noite embalada pela brisa fria vinda do mar,

Só importava aquele raro momento de felicidade conjunta,

Aquele perene par de mãos entrelaçadas nesse instante,

Que lhes ficaria a iluminar a memória para todo o sempre,

E eu confesso como os invejei nesse dia de mãos dadas,

Por não poder desfrutar desse Amor irracional tão puro,

Contigo minha querida amada que estás tão longe de mim,

Como desejo acariciar tuas mãos de veludo nas minhas,

E ter tua cabeça pernoitando em meu ombro achegado,

Mas são só sonhos quiméricos olvidados na chuva que cai.

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Comentários (1)

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2014-09-02

Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.