Lista de Poemas
distúrbio
Dizer o que se passa na minha mente
No meu coração
A confusão que me consome
As paranóias que surgem
E não vão embora
Queria dizer que te admiro
De alguma forma prendeu a minha atenção
Como posso te desconhecer?
dermatilomania
me pego olhando pra ela
a vontade começa a aumentar
passo os dedos
e sinto que a casca está no ‘ponto’
sei que não é sadio
e por alguns instantes hesito
quando lembro das marcas
nas pernas
nos braços
no rosto
até desanimo
mas é difícil lutar
com aquilo que não se entende
tenho vergonha!
tento esconder
me cobrir
mas isso não me impede
em continuar a me ferir
faz de conta
sou assim
aérea
sempre flutuando
1000 roteiros
que não acompanham meus desejos
sempre florindo
pra suportar que existo
fugindo da realidade
na qual faço parte
decidi:
vou transformar isso em arte!
empobrecida
estou parando de buscar
tem sido difícil sonhar
a fertilidade passou
hoje sou terra árida
nenhuma semente cria raiz
ainda assim
não deixei de existir
doente
Engraçado que não tenho motivos pra isso
Quer dizer
Minha mente está sempre no alto
Sempre flutuando
E não consigo pensar de outra forma
Parece que estás me servindo de inspiração
Talvez isso seja bom
Ainda não sei
Mas não quero me enganar
Sei que este meu defeito
Vai me atrapalhar
abstinência
você começava
eu terminava
tudo se entrelaçava
a gente continuava
de onde parava
mais eu almejava
aí foi a minha falha
depois de um tempo
tudo destoara
ninguém se falava
ainda ansiava
pela sua fala
tola!
o ciclo foi cumprido
e voltamos a ficar perdidos
teimosia
E já se desculpava
Por tanto contratempo
E ressentimento
Parecia verdadeiro
Aquele cumprimento
Abaixava a cabeça
Esperando alguma certeza
Erguia meu queixo
Já sabia o desfecho
Foi intenso
Mais do que era esperado
Podia ser foto de retrato
Boba!
Era apenas um sonho…
...apenas uma bolha
impermanência
Em 4 meses perdi duas pessoas que estavam me ajudando no processo de autoconhecimento. A minha primeira perda significativa foi a morte do meu pai, e até hoje não me reergui completamente. Mas naquela época tinha 19 anos, sem o menor senso do que era viver, ainda estava naquela fase juvenil, onde é natural imaginarmos que as coisas são assim ou assado, e pronto, não se pensa no fim.
Desde então tenho colecionado perdas quase que sucessivas, tento não me apegar, justamente pra não sofrer quando findar, logo, não aproveito o percurso.
Me falta compreensão
Esta é a razão!
Nos últimos tempos parece que isso tem se intensificado:
já não espero pela permanência
já aceito a ausência...
desvalia
não tenho nada pra oferecer
logo, faz todo sentido ser ignorada quando se é invisível,
sem importância…
insignificante...
sou um problema ambulante
as pessoas que procuro são educadas
mas dificilmente me procuram
e tudo bem!
escolhemos pessoas que nos deixam alegres
que temos alguma sintonia
e não àquelas que exalam melancolia
humano
ela percebeu alguém prostrado
era um senhor, provavelmente mais de 70 anos
perguntou a sua mãe:
- O que ele tá fazendo?
- Olhando o movimento dos carros
continuou:
- Ele tá sozinho?
- Sim, está…
- Não tem ninguém pra cuidar dele? a mãe, o pai, o irmão…
A mãe não acreditou na pergunta, e pediu para que repetisse, e assim ela fez
- Não sei, L…
Os olhos da sua mãe nesse momento se encheram
mas se segurou
não caiu nenhuma lágrima
Lembrou-se de alguém
próximo, querido, que já havia partido
Comentários (3)
Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: info@farlleyderze.com Estou te seguindo lá no MEDIUM também.
espetacular!
Me senti dentro das escritas!
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