oco
quem sabe um pouco perdida
levando a vida de forma distraída
mesmo em completa delusão
não ouso uma ação
que me traga alguma satisfação
até meu piscar
tem um certo demorar
sempre torcendo
pra nunca mais acordar
- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -
n. 0000-12-17, São Paulo
Em 4 meses perdi duas pessoas que estavam me ajudando no processo de autoconhecimento. A minha primeira perda significativa foi a morte do meu pai, e até hoje não me reergui completamente. Mas naquela época tinha 19 anos, sem o menor senso do que era viver, ainda estava naquela fase juvenil, onde é natural imaginarmos que as coisas são assim ou assado, e pronto, não se pensa no fim.
Desde então tenho colecionado perdas quase que sucessivas, tento não me apegar, justamente pra não sofrer quando findar, logo, não aproveito o percurso.
Me falta compreensão
Esta é a razão!
Nos últimos tempos parece que isso tem se intensificado:
já não espero pela permanência
já aceito a ausência...
Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: info@farlleyderze.com Estou te seguindo lá no MEDIUM também.
espetacular!
Me senti dentro das escritas!