Lista de Poemas
estado d'alma...
há dias em que cantam cotovias nos meus olhos e voam soltas sobre as searas do meu coração...o vôo é a lembrança, o canto é a saudade...
nnuno
nnuno
👁️ 155
a saudade és tu!
a saudade é meu tecto e meu chão,
é felicidade, é metade duma estrela,
que guardo nas algibeiras da memória,
sempre que a mente e o coração.
relembram nossa história...
na alma trago um caudal de sinos
que tangem sem pausas,
nestas letras que escrevo
como diamantes pequeninos.
hoje não bate o sono
aproximo-me da noite
e dum sonho de amor perfeito
nele me abandono,
e a saudade és tu!
toda a paz em mim, amando-te do meu jeito
a saudade é meu tecto e meu chão
e tu lá dentro a paz
do meu coração.
natália nuno
é felicidade, é metade duma estrela,
que guardo nas algibeiras da memória,
sempre que a mente e o coração.
relembram nossa história...
na alma trago um caudal de sinos
que tangem sem pausas,
nestas letras que escrevo
como diamantes pequeninos.
hoje não bate o sono
aproximo-me da noite
e dum sonho de amor perfeito
nele me abandono,
e a saudade és tu!
toda a paz em mim, amando-te do meu jeito
a saudade é meu tecto e meu chão
e tu lá dentro a paz
do meu coração.
natália nuno
👁️ 191
elegia...
a noite já desce
sobre a pele dos sonhos
enquanto a solidão cresce,
acabou-se o fogo que me aquecia
e o cansaço se impõe
a fazer-me solitária a cada dia
como sombra desolada
e fria...
afirmo-me na minha loucura
os fantasmas são reais
a vida nem sempre foi dura
agora é por demais.
o tempo gravou sem piedade,
fecho-me em mim mulher
assim vou morrendo de saudade,
enfrento a verdade
venha o que vier.
nada procuro nem espero,
a vida é golpe de asa
logo se cai no abismo,
vem a morte e arrasa
versos tristes, testemunhos
de tempos velhos,
sombras de mim...
odeio os espelhos
a olhá-los me oponho
olho o luar sem fim
agarro-me ao sonho!
natália nuno
sobre a pele dos sonhos
enquanto a solidão cresce,
acabou-se o fogo que me aquecia
e o cansaço se impõe
a fazer-me solitária a cada dia
como sombra desolada
e fria...
afirmo-me na minha loucura
os fantasmas são reais
a vida nem sempre foi dura
agora é por demais.
o tempo gravou sem piedade,
fecho-me em mim mulher
assim vou morrendo de saudade,
enfrento a verdade
venha o que vier.
nada procuro nem espero,
a vida é golpe de asa
logo se cai no abismo,
vem a morte e arrasa
versos tristes, testemunhos
de tempos velhos,
sombras de mim...
odeio os espelhos
a olhá-los me oponho
olho o luar sem fim
agarro-me ao sonho!
natália nuno
👁️ 150
dou comigo a pensar...
Dou comigo a pensar em como gostaria de partir, viajar, experimentar novos horizontes, novos climas, olhar todos os mares e ter o céu por limite, olhar a lua brilhante, deixar fugir os pensamentos... se a sorte o permitir, talvez se transforme o pesadelo em sonho, certo é que tudo dói, mas vai-se esquecendo, voltaremos a olhar a vida e a lembrar que é preciso vivê-la... o tempo amedronta-nos no seu correr, o rumo certo é aproveitar cada momento, se ainda por cá estamos então, com mais ou menos estrada façamos o caminho, os tempos estão mudados mas, uma pessoa habitua-se a tudo, e como costuma dizer-se há mais marés que marinheiros, o que há-de ser, há-de ser, não se lhe pode fugir!... os liláses já floriram, não vou desistir...
natalia nuno
(a esperança é um sentir inexplicável)
natalia nuno
(a esperança é um sentir inexplicável)
👁️ 193
alegria amealhada...
meu coração está distante
lá onde aprendi a amar-te
ele que sente, e não consente
- não me deixa libertar-te!
quando me aquece o sol,
ainda vivo,
e deixo-me levar nas asas
dum passarinho
em sonho,
ressuscito a adolescência
e por lá
dou-te a mão e caminho
sigo contigo mão na mão
hei-de enrolar ao meu,
- teu coração!
com corrente de prata e luar
e ter-te como nunca te tive,
desafio, os escolhos da vida
e o inferno da solidão
e fico nos meus sonhos, onde a menina vive,
envolta em nuvens de algodão,
até ao clarear da madrugada
com a alegria amealhada.
seja o sonho da noite
mais longa da vida,
a ele me entrego
como quem volta à terra prometida.
natalia nuno
lá onde aprendi a amar-te
ele que sente, e não consente
- não me deixa libertar-te!
quando me aquece o sol,
ainda vivo,
e deixo-me levar nas asas
dum passarinho
em sonho,
ressuscito a adolescência
e por lá
dou-te a mão e caminho
sigo contigo mão na mão
hei-de enrolar ao meu,
- teu coração!
com corrente de prata e luar
e ter-te como nunca te tive,
desafio, os escolhos da vida
e o inferno da solidão
e fico nos meus sonhos, onde a menina vive,
envolta em nuvens de algodão,
até ao clarear da madrugada
com a alegria amealhada.
seja o sonho da noite
mais longa da vida,
a ele me entrego
como quem volta à terra prometida.
natalia nuno
👁️ 185
poesia que sou...
A poesia é a minha infinita
liberdade
Onde falo de vida , de morte
de alegria de tristeza
Falo de tudo um pouco à sorte
Falo da saudade
Do amor e sua beleza
A força me surge do pensamento
E sofro porque escrevo sentimento.
A poesia é o meu chão
o meu espaço
Esqueço até da vida as dificuldades
É a minha ilusão,
O fogo da minha imaginação
O meu cansaço
O rumo das minhas saudades.
A poesia é o meu desejo,
a minha ansiedade
A minha realidade,
O meu sonho incompleto,
A minha terra o meu céu
A poesia sou eu!
A poesia é o ar que respiro
Que guardo nos confins do coração
É a minha ambição
Por ela deliro.
E eu sou toda inquietação
Se não me sai na perfeição!
A poesia dorme sobre o meu peito
Eu a sinto a toda a hora
Com ela me realizo e deleito
Estará comigo até ao destroçar
da memória.
natalia nuno
liberdade
Onde falo de vida , de morte
de alegria de tristeza
Falo de tudo um pouco à sorte
Falo da saudade
Do amor e sua beleza
A força me surge do pensamento
E sofro porque escrevo sentimento.
A poesia é o meu chão
o meu espaço
Esqueço até da vida as dificuldades
É a minha ilusão,
O fogo da minha imaginação
O meu cansaço
O rumo das minhas saudades.
A poesia é o meu desejo,
a minha ansiedade
A minha realidade,
O meu sonho incompleto,
A minha terra o meu céu
A poesia sou eu!
A poesia é o ar que respiro
Que guardo nos confins do coração
É a minha ambição
Por ela deliro.
E eu sou toda inquietação
Se não me sai na perfeição!
A poesia dorme sobre o meu peito
Eu a sinto a toda a hora
Com ela me realizo e deleito
Estará comigo até ao destroçar
da memória.
natalia nuno
👁️ 102
memórias...recordar é viver...
vinha aquela chuva pela tarde cinzenta, o ar abafado que mal se respirava, o trigo nas eiras perfumava a aldeia e mais à noitinha um enxame de pirilampos aparecia de todos os lados por sobre a folhagem das árvores vindo até à beirinha das nossas casas a testemunhar o silêncio e preocupação das gentes da aldeia que à soleira da porta descansavam da fadiga do tormentoso dia, mas a trovoada passava o eco dos trovões desaparecia e o dia voltava a ter uma insólita beleza já mostrando o entardecer...ali ao lado mesmo na esquina do quintal uma buganvília agradecida por ter saciado a sede, crescia a olhos vistos como querendo cumprimentar a lua, enquanto nos loureiros lá mais em baixo os pássaros já se aninhavam para passar a noite...no destino da tarde quantos segredos, quantas preocupações e quantos sonhos acariciados pelos jovens com tanto amor para dar...nestas horas, cresce a nostalgia e a lembrança traz-me o assombro daquela moça perdendo-se nos sonhos com perfume a rosa nos inolvidáveis dias da juventude...o dia chorou comovido mas, resplandece prontamente, só na minha memória solitária há sonhos perdidos para sempre...o tempo range nos meus ossos, e coloca uma subtil névoa nos meus olhos, com o seu sorriso hipócrita deixa-me ainda sonhar, voltar no sonho à infância onde sou feliz com algo tão simples, às vezes traz-me uma mão cheia de recordações e deixa-me num frenesim, recordações que zumbem aos meus ouvidos como abelhas em volta dos laranjais em flor, e eu num tímido vôo lá vou lembrando a vida distante numa cega ilusão de matar o tempo permanecendo para sempre criança com a vela acesa na mesa verde onde para lá dos trabalhos de casa, sonhava...no quarto ao lado sinto ainda a ditosa presença da avó, lembro o seu rosto sulcado de rugas e só de lembrar me quedo numa nostalgia e os olhos de água se rompem...
acordar o passado é amar o rio, a aldeia, aceitar a ausência dos que partiram, e trazê-lo ao presente com palavras de frescura e luz.
natalia nuno
acordar o passado é amar o rio, a aldeia, aceitar a ausência dos que partiram, e trazê-lo ao presente com palavras de frescura e luz.
natalia nuno
👁️ 127
Trovas soltas...
Amor perfeito de verdade
É sublime e ideal!
Lembra amor da mocidade
Amar assim quanto vale?
Trago os dias encobertos
Nem o sol os vem espreitar!
Meus braços bem abertos
Com saudade de te abraçar.
Deixa-me uma doce emoção
Conversar contigo... amor!
Quando me dás a tua mão?
Dou-te a minha com ardor.
É bem doída a dor!
Se olho pra ti de frente
Já não vejo em ti o amor
Que mendigo docemente.
O amor é um tormento
Ainda que seja perfeito!
É ânsia..mais sofrimento
A machucar-nos o peito.
Nas recordações de amor
Deixo-me nelas embalar
Na solidão do sol-pôr...
A lembrança me faz sonhar.
Neste passar de tarde
Sorvo a vida devagar
Ela passa! É a verdade!
Quem a consegue parar?
Para acalmar o coração
Oh...que ardente acalmia!
Ao amor não se diz não...
Haja amor de noite e dia.
rosafogo
natalia nuno
É sublime e ideal!
Lembra amor da mocidade
Amar assim quanto vale?
Trago os dias encobertos
Nem o sol os vem espreitar!
Meus braços bem abertos
Com saudade de te abraçar.
Deixa-me uma doce emoção
Conversar contigo... amor!
Quando me dás a tua mão?
Dou-te a minha com ardor.
É bem doída a dor!
Se olho pra ti de frente
Já não vejo em ti o amor
Que mendigo docemente.
O amor é um tormento
Ainda que seja perfeito!
É ânsia..mais sofrimento
A machucar-nos o peito.
Nas recordações de amor
Deixo-me nelas embalar
Na solidão do sol-pôr...
A lembrança me faz sonhar.
Neste passar de tarde
Sorvo a vida devagar
Ela passa! É a verdade!
Quem a consegue parar?
Para acalmar o coração
Oh...que ardente acalmia!
Ao amor não se diz não...
Haja amor de noite e dia.
rosafogo
natalia nuno
👁️ 119
noite sem fim....
Crédula de sorrisos e encantos
é a mocidade
Agora a olho com olhar de incredulidade
Presa aos sorrisos e encantos
Caprichos e sentimentos tantos.
Quanto tempo durou?
Quanto tempo passou?
Estranho é o mundo que povoa
a minha solidão.
Porquê se tem saudade,
talvez nunca se saiba a razão.
Tempo memorável e festivo
Tão diferente deste agora
que vivo.
O tempo me esmaga
me gasta...
Mas meu coração não se afasta.
A vida não enjeita
e nem a saudade rejeita.
Cada hora voa no seu correr altivo
E a lembrança me surge
com infantil ardor
E assim vivo...
Dando à vida valor.
E dito e feito o tempo reduz-se a nada
Sinto-o no mais profundo de mim
A hora boa que um dia me foi dada
É noite longa agora...noite sem fim.
natalia nuno
poema de 2012
é a mocidade
Agora a olho com olhar de incredulidade
Presa aos sorrisos e encantos
Caprichos e sentimentos tantos.
Quanto tempo durou?
Quanto tempo passou?
Estranho é o mundo que povoa
a minha solidão.
Porquê se tem saudade,
talvez nunca se saiba a razão.
Tempo memorável e festivo
Tão diferente deste agora
que vivo.
O tempo me esmaga
me gasta...
Mas meu coração não se afasta.
A vida não enjeita
e nem a saudade rejeita.
Cada hora voa no seu correr altivo
E a lembrança me surge
com infantil ardor
E assim vivo...
Dando à vida valor.
E dito e feito o tempo reduz-se a nada
Sinto-o no mais profundo de mim
A hora boa que um dia me foi dada
É noite longa agora...noite sem fim.
natalia nuno
poema de 2012
👁️ 211
Meu Amor...
Meu Amor
Disse-te um dia
Que em meu coração ateaste
Um fogo luminoso.
Apagado e triste o deixaste
Num sopro doloroso.
Não te afastes de mim
Deixa-me ser,
Do teu sol, o último raio
Deixa ser a tua flor de jasmim,
Florescida no mês de Maio
Meu amor
Quero ser o teu poente
O teu mistério ou segredo
O teu rio ou afluente
O teu clamor, o teu medo.
Meu amor
Deixa-me ser
o cansaço onde adormeces
O teu júbilo ou pesar
O sonho onde tudo esqueces
E só lembras de me amar.
Meu amor
Deixa que seja
o rítmo do teu viver
Tudo o que o teu corpo deseja
Deixa-me amar-te enquanto o
coração bater.
natalia nuno
Disse-te um dia
Que em meu coração ateaste
Um fogo luminoso.
Apagado e triste o deixaste
Num sopro doloroso.
Não te afastes de mim
Deixa-me ser,
Do teu sol, o último raio
Deixa ser a tua flor de jasmim,
Florescida no mês de Maio
Meu amor
Quero ser o teu poente
O teu mistério ou segredo
O teu rio ou afluente
O teu clamor, o teu medo.
Meu amor
Deixa-me ser
o cansaço onde adormeces
O teu júbilo ou pesar
O sonho onde tudo esqueces
E só lembras de me amar.
Meu amor
Deixa que seja
o rítmo do teu viver
Tudo o que o teu corpo deseja
Deixa-me amar-te enquanto o
coração bater.
natalia nuno
👁️ 132
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!