Lista de Poemas
beija-me...
beija-me como no sonho da juventude
olha-me com a plenitude desse teu olhar
e eu serei o aroma que se esfuma
a labareda ou a queda, a realidade.
ou já só a saudade...
a dor ou doçura, a noite que murmura
a memória duma vida em seu ar distante
onde fui mulher e amante.
o tempo, vai quebrando os laços
vai desfazendo os nossos passos,
vai espiando a ocasião
e nos enlaça numa tranquila solidão.
refugia-se nos meus olhos
um desmesurado amor
enquanto tua boca me entrega
o júbilo aceso duma flor
todo o tempo perdurou em mim
a jovem chama, e a mente incendiada
traz-me tua recordação...
tropeçando e caindo de cansada
ainda assim...teu corpo é meu único destino.
encosto-me a ti agora
para sentir-me viver de novo
sulcam-nos as rugas o rosto, vão-nos silenciando
mas deixo-me a sonhar, nos teus braços estar
teu amor vou até ao fim desejando.
natalia nuno
olha-me com a plenitude desse teu olhar
e eu serei o aroma que se esfuma
a labareda ou a queda, a realidade.
ou já só a saudade...
a dor ou doçura, a noite que murmura
a memória duma vida em seu ar distante
onde fui mulher e amante.
o tempo, vai quebrando os laços
vai desfazendo os nossos passos,
vai espiando a ocasião
e nos enlaça numa tranquila solidão.
refugia-se nos meus olhos
um desmesurado amor
enquanto tua boca me entrega
o júbilo aceso duma flor
todo o tempo perdurou em mim
a jovem chama, e a mente incendiada
traz-me tua recordação...
tropeçando e caindo de cansada
ainda assim...teu corpo é meu único destino.
encosto-me a ti agora
para sentir-me viver de novo
sulcam-nos as rugas o rosto, vão-nos silenciando
mas deixo-me a sonhar, nos teus braços estar
teu amor vou até ao fim desejando.
natalia nuno
👁️ 113
dormência dos sentidos...
BOM DIA! Se estás triste não leias...............................bom fim de semana.
este cansaço nos olhos
este tamanho emurchecer
resto de farrapos, escolhos
caixa de medos a que me entrego sem querer,
murcham comigo as rosas
os sonhos, eles que eram mariposas
já não voam,
exausta, oiço vozes no silêncio da minha surdez
quem sabe sejam os ventos que me trazem os medos
à memória que se despenhou de vez.
tudo agora é despegado de razão
tudo é, coisa nenhuma
o vazio da alma o adormecer do coração
a dormência dos sentidos
nas noites que vão passando uma a uma
a violência do tempo, é ferida que não cura
moldou-me como o mar molda a areia
com batida que sempre dura
fui menina de sonhos desde que nasci
e por sorte serei até à morte
sei ao que vim, tanto me dei
e tão pouco a mim!
sou agora um outono desfeito
à espera que a longa noite chegue
com a solidão dum grande mar
à espera da manhã que não virá
nada sou nada serei, minha voz se calará
e mesmo assim de forma estranha
esta saudade que me acompanha
para sempre ficará
na solidão do que escrevo.
natalia nuno
este cansaço nos olhos
este tamanho emurchecer
resto de farrapos, escolhos
caixa de medos a que me entrego sem querer,
murcham comigo as rosas
os sonhos, eles que eram mariposas
já não voam,
exausta, oiço vozes no silêncio da minha surdez
quem sabe sejam os ventos que me trazem os medos
à memória que se despenhou de vez.
tudo agora é despegado de razão
tudo é, coisa nenhuma
o vazio da alma o adormecer do coração
a dormência dos sentidos
nas noites que vão passando uma a uma
a violência do tempo, é ferida que não cura
moldou-me como o mar molda a areia
com batida que sempre dura
fui menina de sonhos desde que nasci
e por sorte serei até à morte
sei ao que vim, tanto me dei
e tão pouco a mim!
sou agora um outono desfeito
à espera que a longa noite chegue
com a solidão dum grande mar
à espera da manhã que não virá
nada sou nada serei, minha voz se calará
e mesmo assim de forma estranha
esta saudade que me acompanha
para sempre ficará
na solidão do que escrevo.
natalia nuno
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gratidão...
através das cortinas da alma, vou remando até à infância, nada me barra o caminho, e fico a boiar no poente em liberdade, agradeço a Deus a dávida do sonho, que me permite encher o peito de água nova, reconcilio-me comigo mesma, e em equilíbrio fica o interior...serena, mais lúcida, vou continuando o caminho...partem as horas, fica o cansaço, inacabado o sonho, voltam os anseios como trepadeiras dando-me o abraço e eu esqueço as canseiras, adensam-se os beijos frementes de desvario, suspiros do sol interrompem meu frio, escapo-me pelo meio da alegria e vou vivendo, sorrindo dia a dia...
natalia nuno
http:// flortriste1943.blogspot.com /
👁️ 178
trovas soltas..se me.atrevo ou não atrevo...
já o vento molda a areia
e o tempo a face do rosto
não sou bonita...nem feia!
madrugada, ora sol-posto
ficou o tempo embaciado
novelo em emaranhamento
tal qual o amor cansado
no coração feito tormento
vou revisitar os lugares
e as aves ocultas no ramo
que lembram de m'amares
tanto quanto eu te amo...
vão-se as horas somando
e o papel onde eu escrevo
sempre para mim olhando
se me atrevo ou não atrevo
dei-me ao tempo sem exigir
que me deixasse ficar assim
deixou marcas pra me ferir
levou tanta coisa de mim
escrevo de dentro do coração
à folha vou-me revelando
pode até parecer que não
nela os olhos vão pingando.
natalia nuno
e o tempo a face do rosto
não sou bonita...nem feia!
madrugada, ora sol-posto
ficou o tempo embaciado
novelo em emaranhamento
tal qual o amor cansado
no coração feito tormento
vou revisitar os lugares
e as aves ocultas no ramo
que lembram de m'amares
tanto quanto eu te amo...
vão-se as horas somando
e o papel onde eu escrevo
sempre para mim olhando
se me atrevo ou não atrevo
dei-me ao tempo sem exigir
que me deixasse ficar assim
deixou marcas pra me ferir
levou tanta coisa de mim
escrevo de dentro do coração
à folha vou-me revelando
pode até parecer que não
nela os olhos vão pingando.
natalia nuno
👁️ 154
memória dum tempo ido...
Já choram de novo os beirais
me embalo com o seu choro
a solidão pesa demais
por um dia de sol imploro.
cai a chuva como pranto
desesperada no chão
também o meu desencanto
açoita o meu coração.
Já choram de novo os beirais
lágrimas do céu em desespero
cantam os pássaros seus ais
e eu à Vida que tanto quero.
não levo pressa de chegar
quem sabe numa madrugada molhada
ou quando o tempo amainar
a a vida p'ra mim fôr nada.
Já não choram mais os beirais
calam em descanso merecido
já são memória nada mais
memória dum tempo ido.
Agora sou eu quem chora
porque já se encurta a Vida
meus sonhos foram embora
ando de sonhos despida.
natalia nuno
👁️ 167
hoje amor...
hoje amor, é o dia da saudade, enquanto a noite imensa desce, vejo como a tua ausência me doeu, o desejo que em mim cresceu, o olhar que suplica, o meu soluçar docemente, nesta hora de solidão, pertenço-te, ofereço-te a centelha que te incendeia, e numa ânsia louca de amar-te, vou aos poucos mitigando esta sede em mim...hoje amor, deixo-te o meu perfume de cerejas silvestres, e as palavras que guardo na noite para te dizer do meu amor quando o dia despertar...a saudade é a palavra em mim a pulsar, apazigua-se o coração ao ver-te chegar e, encontro em mim a utopia em que me deixo levar, perdendo-me por entre os sonhos... é este o amor que ainda nos abarca, quando a vida é já tão parca.
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 157
palavras ao vento...
hoje cairam gotas de orvalho
sobre os liláses,
explodiram os botões de rosa
e os sonhos, serão capazes
de romper o sol?
pulsa o coração nas paredes
e eu atrevo-me a sonhar
neste tempo escasso em que sou rio
que segue ao mar
sempre o eco da saudade
a cruzar-me a mente,
sem tréguas, num silêncio fechada
saudade funda e insistente
que sente o frio odor
da morte, que me habita p'la calada
e faz sombra à criança em mim
sossegada...
os ventos que me vão no coração
são a maré que me devora
esvaziam-me e deixam-me engolida
pelo mar, brota o silêncio nesta hora.
sou pássaro sem ramo,
enquanto cai o orvalho na manhã calma
já nem sei se amo ou não amo
se sou corpo ou sou só alma
por entre as árvores ondulo ao vento
e emigro pela noite dentro
sonhando, enquanto o tempo me fica na face
em forma de rugas, eu espero que o tormento
passe, e escrevo,
escrevo palavras que se perderão
num sítio qualquer,
elas que foram minha companhia
sem saber... agora venha o que vier
seja noite ou pleno dia.
natália nuno
sobre os liláses,
explodiram os botões de rosa
e os sonhos, serão capazes
de romper o sol?
pulsa o coração nas paredes
e eu atrevo-me a sonhar
neste tempo escasso em que sou rio
que segue ao mar
sempre o eco da saudade
a cruzar-me a mente,
sem tréguas, num silêncio fechada
saudade funda e insistente
que sente o frio odor
da morte, que me habita p'la calada
e faz sombra à criança em mim
sossegada...
os ventos que me vão no coração
são a maré que me devora
esvaziam-me e deixam-me engolida
pelo mar, brota o silêncio nesta hora.
sou pássaro sem ramo,
enquanto cai o orvalho na manhã calma
já nem sei se amo ou não amo
se sou corpo ou sou só alma
por entre as árvores ondulo ao vento
e emigro pela noite dentro
sonhando, enquanto o tempo me fica na face
em forma de rugas, eu espero que o tormento
passe, e escrevo,
escrevo palavras que se perderão
num sítio qualquer,
elas que foram minha companhia
sem saber... agora venha o que vier
seja noite ou pleno dia.
natália nuno
👁️ 106
chove.lhe na alma...
chove-lhe na alma, talhada no orgulho não se rende à tristeza, há delírio no labirinto da mente, dúvida e agonia a habitam, desalento... ai esta vida mal contada, a afastar-se sem rumo nem saida, vida escassa entorpecida que a arrebate com furor, desapiedada como quem lhe guarda rancor...cala-se num silêncio só seu, murcha por tudo o que já perdeu, o desencanto é grave...amarga chuva cerrando-lhe os sentidos e, uma lágrima persistente a olha fixamente... indefesa põe nos lábios uma reza....
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 155
BALOICEI A CADEIRA. ADORMECI!...
BALOICEI A CADEIRA. ADORMECI!
Não há caminho de volta
uma hora mais e o Sol se vai
ao longe a lua e a minha alma se solta
na monotonia, já cai
meus pensamentos fazem a travessia
a noite vem e cai o dia
foi como um pássaro que voando,
este dia, que a noite traz,
assim me fosse deixando,
sem descanso, de relance, fugaz.
E assim a vida é como fio de cascata
hesitante, ora de ouro, ora de prata
vou-me deixando embalar...
hoje meu pranto não foi além dum soluço
com sabor a passado, fiquei a recordar
em mais um sonho me debruço
fechei os olhos, baloiçei a cadeira
bamboleei o pensamento devagarinho, devagar
até que chegou o momento em que à lareira
ao colo de minha avó, o frio chegou a passar.
Chega o eco da sua voz aos meus ouvidos
ainda sinto o calor dos seus braços
ritual adormecido nos meus sentidos,
retido na escuridão do meu espaço.
Enquanto meu coração bater
esta lembrança, vou reter!
este caminho está sem volta?
Minha alma já se solta.
A meninice ficou para trás
hoje passou o dia
por cima do meu ombro, fugaz!
Me encolhi...
Baloicei a cadeira, adormeci.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=109632 © Luso-Poemas
Não há caminho de volta
uma hora mais e o Sol se vai
ao longe a lua e a minha alma se solta
na monotonia, já cai
meus pensamentos fazem a travessia
a noite vem e cai o dia
foi como um pássaro que voando,
este dia, que a noite traz,
assim me fosse deixando,
sem descanso, de relance, fugaz.
E assim a vida é como fio de cascata
hesitante, ora de ouro, ora de prata
vou-me deixando embalar...
hoje meu pranto não foi além dum soluço
com sabor a passado, fiquei a recordar
em mais um sonho me debruço
fechei os olhos, baloiçei a cadeira
bamboleei o pensamento devagarinho, devagar
até que chegou o momento em que à lareira
ao colo de minha avó, o frio chegou a passar.
Chega o eco da sua voz aos meus ouvidos
ainda sinto o calor dos seus braços
ritual adormecido nos meus sentidos,
retido na escuridão do meu espaço.
Enquanto meu coração bater
esta lembrança, vou reter!
este caminho está sem volta?
Minha alma já se solta.
A meninice ficou para trás
hoje passou o dia
por cima do meu ombro, fugaz!
Me encolhi...
Baloicei a cadeira, adormeci.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=109632 © Luso-Poemas
👁️ 149
horas de saudade...
parti por não ter chão onde semear sonhos, cerro as palavras na boca, deixo-as na terra adormecida do meu âmago, talvez que as sementes germinem mais tarde em horas de saudade e, docilmente se entreguem em versos chorosos que embaciem os olhos, ou suspendam a tristeza e o vazio do tempo e venham dourar o verde onde a minha esperança cresce... é verão, mas, estranhamente o dia é de penumbra a memória apaga-se lentamente e eu fico de morte ferida, mas ainda vivo, ainda é meu tempo de viver...exausta parti de mãos vazias, levo os desencantos, vou palmilhando o chão e levo por companhia a solidão, voltarei quando fôr lua cheia, se ainda fôr capaz de aprender a primavera, e as folhas em mim caídas voltem a reverdecer em meus sonhos, eu possa moldar de novo as palavras a meu jeito, e nada impeça que me tragam a promessa de ser gaivota na planície...com olhos de madrugada.
natalianuno
natalianuno
👁️ 155
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!