Lista de Poemas
enamorada...
meu olhar é suplicante
a cada hora e momento,
assalta-me o desejo
cada instante...
causando dor e tormento.
faminta e obstinada
morrendo de desejo
por ti enamorada,
abandono-me ao ardor
do teu beijo
de prazer e júbilo estremeço,
adormeço, acordo e recomeço
nosso amor é gigante
e eu tua mulher e amante.
sou como andorinha
voltando ao ninho acostumado
trago uma pena levezinha
doce, como o mel perfumado.
natalia nuno
rosafogo
imagem pinterest
02/2005
a cada hora e momento,
assalta-me o desejo
cada instante...
causando dor e tormento.
faminta e obstinada
morrendo de desejo
por ti enamorada,
abandono-me ao ardor
do teu beijo
de prazer e júbilo estremeço,
adormeço, acordo e recomeço
nosso amor é gigante
e eu tua mulher e amante.
sou como andorinha
voltando ao ninho acostumado
trago uma pena levezinha
doce, como o mel perfumado.
natalia nuno
rosafogo
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02/2005
👁️ 2
essa teia...
Meus sonhos flores desfalecidas
Minhas mãos trago calejadas
Meus olhos duas ilhas perdidas
As ideias de solidão invernadas
Os desejos rios correndo ao mar
No peito o coração já desfeito
Os olhos não permitem estagnar
A mágoa que abarcou meu peito.
Desaba o Mundo sobre a cabeça
Minhas horas são prata desfeita
Eu espero a Vida se compadeça
No coração é quietude que sinto
Mas a morte de mim suspeita
Sempre fujo quando a pressinto.
natalia nuno
Minhas mãos trago calejadas
Meus olhos duas ilhas perdidas
As ideias de solidão invernadas
Os desejos rios correndo ao mar
No peito o coração já desfeito
Os olhos não permitem estagnar
A mágoa que abarcou meu peito.
Desaba o Mundo sobre a cabeça
Minhas horas são prata desfeita
Eu espero a Vida se compadeça
No coração é quietude que sinto
Mas a morte de mim suspeita
Sempre fujo quando a pressinto.
natalia nuno
👁️ 3
tempo brusco...
clareou a escuridão
e eu espero a tua chegada,
tento escapar a este tempo brusco
e procuro ao lusco-fusco
não me deixar p'lo tempo perturbada.
pudesse eu pôr de lado a solidão
a sofrida dor não ser mais inquietação!?
deixar meu coração bailarino
de novo ser violino
dançar até às últimas notas
depois, cair redondo e pesado
por tanto ter amado,
sempre que para mim voltas.
esta força que trago dentro de mim
que parece ter, mas não tem fim,
faz-me correr como um ribeiro,
às vezes sinto-me árvore dobrada,
outras, altiva como pinheiro,
p'lo sol abandonada, dias e anos
sempre do mesmo fardo carregada.
esta tarde morna e molhada
e eu de alma pesada!
natalia nuno
rosafogo
05/2007
e eu espero a tua chegada,
tento escapar a este tempo brusco
e procuro ao lusco-fusco
não me deixar p'lo tempo perturbada.
pudesse eu pôr de lado a solidão
a sofrida dor não ser mais inquietação!?
deixar meu coração bailarino
de novo ser violino
dançar até às últimas notas
depois, cair redondo e pesado
por tanto ter amado,
sempre que para mim voltas.
esta força que trago dentro de mim
que parece ter, mas não tem fim,
faz-me correr como um ribeiro,
às vezes sinto-me árvore dobrada,
outras, altiva como pinheiro,
p'lo sol abandonada, dias e anos
sempre do mesmo fardo carregada.
esta tarde morna e molhada
e eu de alma pesada!
natalia nuno
rosafogo
05/2007
👁️ 3
cacho de uvas ao sol...
a inquietação do meu outono
é como um mar gelado
tremo a qualquer sobressalto
e me tira o sono
num profundo cansaço deito a cabeça
na almofada, e assim fico até de madrugada.
fiel à memória, sinto-me viajante
às raízes que fui perdendo num instante.
penso na morte, e também na vida
e nessa inquietação vou ficando adormecida
num delírio de descrença
não sou nada, nem de ninguém
só estou presa na saudade
que me leva sempre mais além.
além, onde a vida era despertar
e havia frenesim em mim
quando era cacho de uvas ao sol a amadurar
quando tinha asas de voar
e sonhos sem medida, nem fim!
entregava-me à paixão, sempre com nova ternura
e amor no desmesurado coração.
ergo-me contra o tempo
surge um fulgor entre meus dedos
ressuscito sonhos que ainda acalento
e sulcando a memória vou soltando medos.
natália nuno
rosafogo
é como um mar gelado
tremo a qualquer sobressalto
e me tira o sono
num profundo cansaço deito a cabeça
na almofada, e assim fico até de madrugada.
fiel à memória, sinto-me viajante
às raízes que fui perdendo num instante.
penso na morte, e também na vida
e nessa inquietação vou ficando adormecida
num delírio de descrença
não sou nada, nem de ninguém
só estou presa na saudade
que me leva sempre mais além.
além, onde a vida era despertar
e havia frenesim em mim
quando era cacho de uvas ao sol a amadurar
quando tinha asas de voar
e sonhos sem medida, nem fim!
entregava-me à paixão, sempre com nova ternura
e amor no desmesurado coração.
ergo-me contra o tempo
surge um fulgor entre meus dedos
ressuscito sonhos que ainda acalento
e sulcando a memória vou soltando medos.
natália nuno
rosafogo
👁️ 909
apenas sonhos...
prendem-me os sonhos
mas são apenas sonhos
já de futuro nebuloso, e dias
pouco risonhos
um certo medo, relutância,
já tudo fica à distância, mas
para este meu coração fantasista,
tudo são espinhos de brandura
é como se tudo ainda exista.
como um mar, de gratidão e ternura
vasto, de paz onde me afundo,
onde a saudade crepita
e a vida ainda por mim grita,
relembro ainda a silhueta de menina
como é bom a dor de lembrar
no baloiço, tão pequenina a baloiçar
com o sol à beirinha
e flores a nascer ao lado
e pela tardinha o sonho se avizinha
como um pássaro alado.
memórias da primavera
sonho ainda por agilidade
da vida já pouco se espera
levo-a comigo na saudade.
natalia nuno
mas são apenas sonhos
já de futuro nebuloso, e dias
pouco risonhos
um certo medo, relutância,
já tudo fica à distância, mas
para este meu coração fantasista,
tudo são espinhos de brandura
é como se tudo ainda exista.
como um mar, de gratidão e ternura
vasto, de paz onde me afundo,
onde a saudade crepita
e a vida ainda por mim grita,
relembro ainda a silhueta de menina
como é bom a dor de lembrar
no baloiço, tão pequenina a baloiçar
com o sol à beirinha
e flores a nascer ao lado
e pela tardinha o sonho se avizinha
como um pássaro alado.
memórias da primavera
sonho ainda por agilidade
da vida já pouco se espera
levo-a comigo na saudade.
natalia nuno
👁️ 17
perto da foz...
faço balanço,
a vida foi passageiro instante,
hoje estou entre a luz e o chão
meu andar é hesitante
e a dureza do tempo varreu meu coração
como uma tempestade,
agora é nele rainha a saudade...
minha memória esconde recordações
como grilos que se escondem nas moitas
p'lo verão,
e, no meu coração
as saudades daqueles tempos primeiros.
meus sonhos besouros nos olhos verdes
dos salgueiros!
tudo me lembra a menina em mim cativa
sempre a minha mão escrevendo a afaga
quero-a sempre em mim viva
por mais saudade que me traga
queira ou não queira, quero-lhe demais
a saudade dela se funde em mim
é ela que escuta meus ais
é nela que me vejo nesta aventura
a chegar ao fim
faço o balanço e rememoro
nas horas lentas, mas que se esquivam
vivo, faço e desfaço, mas já não choro,
é inverno a estação a que me abeiro
deixei meus olhos no outono
para trás ficou um sonho inteiro.
corre a tarde a meu lado
a nostalgia habita o meu peito
tudo o tempo tem gerado, tudo me tem dado
mas nem tudo foi bom, nem perfeito.
olho para o dia que vai a meio
a solidão empresta-me um pouco de liberdade
não a temo, não lhe tenho medo
traz-me um gosto doce a saudade.
natalia nuno
a vida foi passageiro instante,
hoje estou entre a luz e o chão
meu andar é hesitante
e a dureza do tempo varreu meu coração
como uma tempestade,
agora é nele rainha a saudade...
minha memória esconde recordações
como grilos que se escondem nas moitas
p'lo verão,
e, no meu coração
as saudades daqueles tempos primeiros.
meus sonhos besouros nos olhos verdes
dos salgueiros!
tudo me lembra a menina em mim cativa
sempre a minha mão escrevendo a afaga
quero-a sempre em mim viva
por mais saudade que me traga
queira ou não queira, quero-lhe demais
a saudade dela se funde em mim
é ela que escuta meus ais
é nela que me vejo nesta aventura
a chegar ao fim
faço o balanço e rememoro
nas horas lentas, mas que se esquivam
vivo, faço e desfaço, mas já não choro,
é inverno a estação a que me abeiro
deixei meus olhos no outono
para trás ficou um sonho inteiro.
corre a tarde a meu lado
a nostalgia habita o meu peito
tudo o tempo tem gerado, tudo me tem dado
mas nem tudo foi bom, nem perfeito.
olho para o dia que vai a meio
a solidão empresta-me um pouco de liberdade
não a temo, não lhe tenho medo
traz-me um gosto doce a saudade.
natalia nuno
👁️ 909
um pouco de paz...
deixo-me pelo silêncio fora
não me obrigo
nem aceito mais recados
passou a hora!
não quero mais por castigo,
ver meus sonhos gorados.
meus dias são folhas caindo
são gaivotas de asas quebradas
bando de pássaros no céu sumindo
minhas noites estrelas espantadas.
sonhos, carumas levadas pelo vento
vento que ouço a gemer
saudade ´meu sentimento´
no rosto há linhas a endurecer.
ausenta-se meu olhar
no coração a mesma toada a bater
procuro-me sem alcançar
renasço para em seguida morrer.
me faço e desfaço
me volto a rasgar
e o sonho me foge
já não lhe apanho o passo
é como sombra a deslizar.
desfolho palavras dum jeito só meu
hei-de gritá-las
hei-de chorá-las!
porque o jeito de mim nasceu.
nos meus sonhos guardadas,
em pedaços rasgadas.
minhas vontades mirraram
são murmúrios de orações
que pra sempre se calaram
em jeito de quem implora
quase num sussurro rouco
meu coração só pede agora
um pouco de paz...um pouco!
minhas memórias renascem do nada
sou pelo temporal da vida levada.
natalia nuno
não me obrigo
nem aceito mais recados
passou a hora!
não quero mais por castigo,
ver meus sonhos gorados.
meus dias são folhas caindo
são gaivotas de asas quebradas
bando de pássaros no céu sumindo
minhas noites estrelas espantadas.
sonhos, carumas levadas pelo vento
vento que ouço a gemer
saudade ´meu sentimento´
no rosto há linhas a endurecer.
ausenta-se meu olhar
no coração a mesma toada a bater
procuro-me sem alcançar
renasço para em seguida morrer.
me faço e desfaço
me volto a rasgar
e o sonho me foge
já não lhe apanho o passo
é como sombra a deslizar.
desfolho palavras dum jeito só meu
hei-de gritá-las
hei-de chorá-las!
porque o jeito de mim nasceu.
nos meus sonhos guardadas,
em pedaços rasgadas.
minhas vontades mirraram
são murmúrios de orações
que pra sempre se calaram
em jeito de quem implora
quase num sussurro rouco
meu coração só pede agora
um pouco de paz...um pouco!
minhas memórias renascem do nada
sou pelo temporal da vida levada.
natalia nuno
👁️ 923
O Poeta...
O amor é como incenso
Que acende e arde breve
Aroma que odora imenso
A alma de quem escreve.
Na verdade não me conheço
Tão diferente da que fui
Meu caminho eu atravesso
Lembrança que já dilui.
Já não há nada de verdade
Falo, falo, nem sei quem sou
Sou de mim já só a saudade
Saudade que em mim ficou.
natalia nuno
Que acende e arde breve
Aroma que odora imenso
A alma de quem escreve.
Na verdade não me conheço
Tão diferente da que fui
Meu caminho eu atravesso
Lembrança que já dilui.
Já não há nada de verdade
Falo, falo, nem sei quem sou
Sou de mim já só a saudade
Saudade que em mim ficou.
natalia nuno
👁️ 897
onda de alegria...
meio dia, meio da tarde
do tempo encruzilhada
a primavera de verdade?
é saudade relembrada.
olho no areal a gaivota
ao mar não vai mais voar
Deus meu sou tão devota
fazei meu sonho voltar
guardo as minhas penas
neste tempo de nevoeiro
saudades trago do cheiro
da minha terra de açucenas
na viagem bate o coração
Deus tropecei no outono
onde deixei o verão?
Anda o coração sem dono.
nos olhos as sardinheiras
que cresciam nas janelas
trago cheiro das laranjeiras
deixei por lá as estrelas.
e nos caminhos da utopia
minha saudade fez-se beijo
e numa onda de alegria
escrevo versos feitos desejo.
natalia nuno
rosafogo
do tempo encruzilhada
a primavera de verdade?
é saudade relembrada.
olho no areal a gaivota
ao mar não vai mais voar
Deus meu sou tão devota
fazei meu sonho voltar
guardo as minhas penas
neste tempo de nevoeiro
saudades trago do cheiro
da minha terra de açucenas
na viagem bate o coração
Deus tropecei no outono
onde deixei o verão?
Anda o coração sem dono.
nos olhos as sardinheiras
que cresciam nas janelas
trago cheiro das laranjeiras
deixei por lá as estrelas.
e nos caminhos da utopia
minha saudade fez-se beijo
e numa onda de alegria
escrevo versos feitos desejo.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 899
de mim e de ti...
nos lençóis quentes
cai a noite deserta
e a recordação é ferida aberta
é fogo é ternura
é solidão e carência
é na noite escura
que sinto tua ausência
esvoaça a cortina
entra um ar frio
choro eu menina
na penumbra do vazio
lençois de sofrimento
nas noites sem fim
são já esquecimento
do teu amor por mim
teu corpo era perfume
pétala de jardim
avalanche de beijos
despertando desejos.
para trás ficou
perdido entre si
tudo o que restou
de mim e de ti...
natalia nuno
cai a noite deserta
e a recordação é ferida aberta
é fogo é ternura
é solidão e carência
é na noite escura
que sinto tua ausência
esvoaça a cortina
entra um ar frio
choro eu menina
na penumbra do vazio
lençois de sofrimento
nas noites sem fim
são já esquecimento
do teu amor por mim
teu corpo era perfume
pétala de jardim
avalanche de beijos
despertando desejos.
para trás ficou
perdido entre si
tudo o que restou
de mim e de ti...
natalia nuno
👁️ 869
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Português
English
Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!