Lista de Poemas
tudo quanto amei...
Trago nos olhos
silvados floridos.
Margaridas nascem nos meus dedos
Há rouxinóis na ribeira
dos meus sentidos
Chuvas de Abril lavam segredos.
Nas palavras há rosas abertas
Meu corpo foi terra de sementeira,
seara verde ... na tarde,
agora deserta, certa é
minha sombra dura, minha verdade!
Quer se queira ou não queira.
Depois da angústia a fadiga
que surpreende o passo
O destino vigia
Dando uma mão amiga
E o bálsamo do teu abraço.
Como o sol dum novo dia.
Chegue onde chegar meu dia
Ainda que me queira cegar
Pedirei a luz com que te via
Só mais um instante p'ra te olhar.
E então perguntar-te-ei:
Quem foi que morreu?
O tempo? Eu?
Ou tudo... tudo que amei?
natalia nuno
silvados floridos.
Margaridas nascem nos meus dedos
Há rouxinóis na ribeira
dos meus sentidos
Chuvas de Abril lavam segredos.
Nas palavras há rosas abertas
Meu corpo foi terra de sementeira,
seara verde ... na tarde,
agora deserta, certa é
minha sombra dura, minha verdade!
Quer se queira ou não queira.
Depois da angústia a fadiga
que surpreende o passo
O destino vigia
Dando uma mão amiga
E o bálsamo do teu abraço.
Como o sol dum novo dia.
Chegue onde chegar meu dia
Ainda que me queira cegar
Pedirei a luz com que te via
Só mais um instante p'ra te olhar.
E então perguntar-te-ei:
Quem foi que morreu?
O tempo? Eu?
Ou tudo... tudo que amei?
natalia nuno
👁️ 7
mais um abraço...
em delírio prendes-me num abraço
e o dia tem outra claridade
este sonho eu faço e desfaço
quando me chega a saudade
imagens instalam-se no labirinto da memória
sem que nada aconteça passa o dia
surge a desmemória
a saudade avança...traz a letargia.
o relógio continua a pulsar sem tempo
até que eu já mal me reconheça
no pensamento se tudo é cinzento!?
coloco um sorriso,
para que o sonho aconteça
o silêncio da noite é misterioso
e o amor ali se esconde
dentro de nós, tão perto, não sei onde!
há uma fonte que em mim murmura
que é como grito de aflição
na busca incessante de ternura
neste dia de infinda solidão.
sigo caminho dando mais um passo
enquanto sonho,
que em delírio, me dás mais um abraço.
natalia nuno
e o dia tem outra claridade
este sonho eu faço e desfaço
quando me chega a saudade
imagens instalam-se no labirinto da memória
sem que nada aconteça passa o dia
surge a desmemória
a saudade avança...traz a letargia.
o relógio continua a pulsar sem tempo
até que eu já mal me reconheça
no pensamento se tudo é cinzento!?
coloco um sorriso,
para que o sonho aconteça
o silêncio da noite é misterioso
e o amor ali se esconde
dentro de nós, tão perto, não sei onde!
há uma fonte que em mim murmura
que é como grito de aflição
na busca incessante de ternura
neste dia de infinda solidão.
sigo caminho dando mais um passo
enquanto sonho,
que em delírio, me dás mais um abraço.
natalia nuno
👁️ 520
o amor já não arde...
estendo a colcha de renda
sobre a cama
ouço o bater do coração que te ama
os lençóis estão frios
e o poema ainda mal começou
inconformado com sonhos vazios,
angústia me causou.
dizendo-me baixinho:
segue, e deixa-me p´lo caminho!
um gosto amargo aflorou-me à boca
quase morri por coisa tão pouca.
ás vezes é um verso que desaba
por um motivo qualquer,
logo o poema não acaba
queda-se em mim a sofrer.
se o amor já não arde
foi-se o tema, já é tarde!
natalia nuno
sobre a cama
ouço o bater do coração que te ama
os lençóis estão frios
e o poema ainda mal começou
inconformado com sonhos vazios,
angústia me causou.
dizendo-me baixinho:
segue, e deixa-me p´lo caminho!
um gosto amargo aflorou-me à boca
quase morri por coisa tão pouca.
ás vezes é um verso que desaba
por um motivo qualquer,
logo o poema não acaba
queda-se em mim a sofrer.
se o amor já não arde
foi-se o tema, já é tarde!
natalia nuno
👁️ 575
ébrias fantasias...
apanhou-nos a lua em nosso leito
amando-nos do nosso jeito
em redor tudo se aquietou
o vento na varanda suspirou
e na penumbra do quarto
a ventura por nós guardada
os corações pulsando dentro
do peito, ébrias fantasias
a sede recuperada
e a felicidade conquistada.
o desejo vai e retorna
como uma audaz primavera
ou como uma luz que se estende
morna...
agora a quietude, depois o movimento
livre o corpo e o pensamento
da doce batalha, apenas
uma testemunha, a lua
fazendo-nos insistente companhia
num silêncio macio, até nascer o dia.
natalia nuno
amando-nos do nosso jeito
em redor tudo se aquietou
o vento na varanda suspirou
e na penumbra do quarto
a ventura por nós guardada
os corações pulsando dentro
do peito, ébrias fantasias
a sede recuperada
e a felicidade conquistada.
o desejo vai e retorna
como uma audaz primavera
ou como uma luz que se estende
morna...
agora a quietude, depois o movimento
livre o corpo e o pensamento
da doce batalha, apenas
uma testemunha, a lua
fazendo-nos insistente companhia
num silêncio macio, até nascer o dia.
natalia nuno
👁️ 497
amor saudade...
já não tenho mais palavras para dar-te. guardei-as nos teus olhos como se as sepultasse, para escrever mais tarde um poema que me amasse, me fizesse sentir viva, me falasse a tua língua e não esquecesse de me deixar ao teu beijo cativa...amor perfeito este que trago a latejar no peito, como uma festa de estio, amor que é rio, e é ponte que atravessa meu horizonte, tempestade e serenidade... amor que é saudade!
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 4
miragem...
já não sei o que dissemos
de tanto que falámos
de tanto que vivemos
de tanto que amámos
já não sei dos afectos
nem do amor em voo alto
dos sonhos de amor repletos
só sei da vida em sobressalto.
não sei do amor que em mim se agita
que é como areia do deserto
ora certo, ora incerto
em desespero no íntimo grita...
amor feito de plenitude e liberdade
perfeito, amor que é agora saudade.
hibernaram as palavras entre nós
já não sei o que dissemos
a vida deu tantos nós
que com calados silêncios a pusemos.
no sonho que não fecundámos,
dos versos que não te li,
à tona de água naufragámos,
eu na dor da ausência morri.
nas horas amargas da solidão
sombras adensam no pensamento
são tudo o que resta da paisagem
surgem com a força do vento
e rugem como trovão,
são da vida, uma miragem...
natalia nuno
de tanto que falámos
de tanto que vivemos
de tanto que amámos
já não sei dos afectos
nem do amor em voo alto
dos sonhos de amor repletos
só sei da vida em sobressalto.
não sei do amor que em mim se agita
que é como areia do deserto
ora certo, ora incerto
em desespero no íntimo grita...
amor feito de plenitude e liberdade
perfeito, amor que é agora saudade.
hibernaram as palavras entre nós
já não sei o que dissemos
a vida deu tantos nós
que com calados silêncios a pusemos.
no sonho que não fecundámos,
dos versos que não te li,
à tona de água naufragámos,
eu na dor da ausência morri.
nas horas amargas da solidão
sombras adensam no pensamento
são tudo o que resta da paisagem
surgem com a força do vento
e rugem como trovão,
são da vida, uma miragem...
natalia nuno
👁️ 503
melancolia...
jorra no peito a esperança
e uma secreta alegria
lembro a casa da infância
e o sol que nela havia.
afasto as cortinas da tristeza
meus passos espreitam com cuidado
percorrem com certeza
o lugar que ainda dói, mas é passado
hoje sou uma garça a deslizar
porque o tempo me é dado
trago o passado
na ternura do olhar.
trago as emoções por dentro a gritar
e aves dentro do grito
em sonhos a querer voar,
grito aflito,
de menina mulher pela vida vergada
rendendo-se à solidão
carregando no peito a dor calada.
fico na esperança à espera
meus versos despem-se na madrugada
o sangue em minhas veias acelera
enquanto a vida... é tão sem nada!
natalia nuno
rosafogo
e uma secreta alegria
lembro a casa da infância
e o sol que nela havia.
afasto as cortinas da tristeza
meus passos espreitam com cuidado
percorrem com certeza
o lugar que ainda dói, mas é passado
hoje sou uma garça a deslizar
porque o tempo me é dado
trago o passado
na ternura do olhar.
trago as emoções por dentro a gritar
e aves dentro do grito
em sonhos a querer voar,
grito aflito,
de menina mulher pela vida vergada
rendendo-se à solidão
carregando no peito a dor calada.
fico na esperança à espera
meus versos despem-se na madrugada
o sangue em minhas veias acelera
enquanto a vida... é tão sem nada!
natalia nuno
rosafogo
👁️ 12
mais um abraço...
em delírio prendes-me num abraço
e o dia tem outra claridade
este sonho eu faço e desfaço
quando me chega a saudade
imagens instalam-se no labirinto da memória
sem que nada aconteça passa o dia
surge a desmemória
a saudade avança...traz a letargia.
o relógio continua a pulsar sem tempo
até que eu já mal me reconheça
no pensamento se tudo é cinzento!?
coloco um sorriso,
para que o sonho aconteça
o silêncio da noite é misterioso
e o amor ali se esconde
dentro de nós, tão perto, não sei onde!
há uma fonte que em mim murmura
que é como grito de aflição
na busca incessante de ternura
neste dia de infinda solidão.
sigo caminho dando mais um passo
enquanto sonho,
que em delírio, me dás mais um abraço.
natalia nuno
http://nataliacanais.blogspot.com/
e o dia tem outra claridade
este sonho eu faço e desfaço
quando me chega a saudade
imagens instalam-se no labirinto da memória
sem que nada aconteça passa o dia
surge a desmemória
a saudade avança...traz a letargia.
o relógio continua a pulsar sem tempo
até que eu já mal me reconheça
no pensamento se tudo é cinzento!?
coloco um sorriso,
para que o sonho aconteça
o silêncio da noite é misterioso
e o amor ali se esconde
dentro de nós, tão perto, não sei onde!
há uma fonte que em mim murmura
que é como grito de aflição
na busca incessante de ternura
neste dia de infinda solidão.
sigo caminho dando mais um passo
enquanto sonho,
que em delírio, me dás mais um abraço.
natalia nuno
http://nataliacanais.blogspot.com/
👁️ 580
miragem...
uma miragem branca passa pela mente, e esta vai macerando o esquecimento, mas nas sombras dos teus olhos, consigo ver com os meus, que o amor é mais forte e tenaz que a confusão e o caos que às vezes quer apoderar-se do pensamento e apagar o odor a madressilva, o mel quente e o prazer que ainda nos atravessa...no oásis da memória continuam os sonhos como milagre, numa claridade distinta onde permaneces e eu continuo a amar-te...não fugiram de mim recordações que são astros vermelhos de verão a morar no meu coração.
natália nuno
natália nuno
👁️ 550
ilha perdida...
hoje a ladeira está sombria, e a tristeza me desafia, lá continua a saltitar de pés descalços a mesma de sempre, de sorriso nos lábios e com ternura no olhar verde, da côr das margens do rio onde chapinha tardes a fio dando gargalhadas para ouvir os ecos, tão feliz e sonhadora como D. Quixote... tudo se agita na memória e vai morrendo o sol no meu rosto, e o riso em botão esmorece, sou uma ilha perdida, onde joguei minha vida, sem bússola para poder regressar onde tudo já esquece...não me atrevo a ir mais além, murcharam as flores da mãe, já não brotam perfumes das laranjeiras, só as estrelas renascem por lá, em busca dos meus últimos sonhos perdidos. ninguém sabe de meus passos, ninguém segue minhas pegadas, só a menina dos abraços mas não se ouvem as gargalhadas... é o vento que com uma estranha magia me leva, deixo minha lágrima fria na treva, estão as cortinas cerradas, já não há tecto nem chão, nem o pedaço de pão, apenas a figura esguia descendo a ladeira sombria...
natalianuno
natalianuno
👁️ 482
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!