anoitecem as rosas...
anoitecem as rosas,
que irão morrer de madrugada,
e há sempre um verso que me foge
ele que era chão da minha jornada
sempre há um que me aguarda
e outro que regressa e se entrega
fiel e meigo, ternurento me pega.
vem o sol que dia a dia
traz promessas, e retrocede a tempestade,
acaba com a tristeza que em mim existia
e as rosas, que morrem deixam saudade
impossível o tempo travar,
como é frágil a minha estrada!
vêm meus pássaros entoar
cânticos na minha voz magoada.
doida por morrerem as rosas
digo-lhes adeus sem despedida
em mim secam palavras amorosas
com elas me foge a frescura da vida.
natalia nuno
que irão morrer de madrugada,
e há sempre um verso que me foge
ele que era chão da minha jornada
sempre há um que me aguarda
e outro que regressa e se entrega
fiel e meigo, ternurento me pega.
vem o sol que dia a dia
traz promessas, e retrocede a tempestade,
acaba com a tristeza que em mim existia
e as rosas, que morrem deixam saudade
impossível o tempo travar,
como é frágil a minha estrada!
vêm meus pássaros entoar
cânticos na minha voz magoada.
doida por morrerem as rosas
digo-lhes adeus sem despedida
em mim secam palavras amorosas
com elas me foge a frescura da vida.
natalia nuno