Lista de Poemas
pensamento...
a menina que fui outrora adormece na sombra dos meus olhos.........
nataliarosafogo
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👁️ 278
a usura do tempo
as palavras são inúteis para trazer de volta o tempo, aquele, em que o tempo não existia, nem sequer tempo para pensar no tempo, tudo era juventude e alegria, mas o tempo passou, contrariando o meu desejo, colocando minha alma num anseio duma nascente primavera que não regressa mais e, não vale a espera...permanece a febre no coração ofegante e eu repito num murmúrio incessante a doçura dum verso que apesar do tempo ser agora de inverno, não impede que o meu rosto sorria, e as palavras me levem até que me esqueça quem sou, ou até se apagar o derradeiro sentido da palavra, seguirei como se me tivesse enganado na direcção, esquecendo o tempo, por mais algum tempo, tocando as nuvens dos versos... até que os dias fiquem frios e curtos mas, o sonho habite ainda no poema em que vivo.
natalianuno
natalianuno
👁️ 236
descalça pela verdura...
É difusa a luz do meu dia
Suave é hoje meu viver
De amor talvez...de alegria
Ou o prenúncio dum doce morrer.
Contemplo a lua no céu
A noite que se aproxima
Me afaga o rosto e eu?
Revelo-lhe o amor que me anima.
Me despedi da tarde
Terei outras que o futuro me der
Desta já tenho saudade!
É assim este meu coração de mulher.
Há dias que ando triste, sem sentir,
nem presente nem passado.
Mas trago na alma o pressentir
Dum tempo mais sossegado.
A vida é tão inconstante
Nos confunde sem ter dó
É mar sereno e num instante?!
Nos põe na garganta um nó.
Mas hoje deixo minhas penas
Que é suave o meu viver
Na estrada que trilho apenas
Esperança e amor quero ter.
Hoje, sou criança correndo p'la vida
Descalça pela verdura
Sonho com a infância querida...
Quem sonha é como quem procura!
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=169633 © Luso-Poemas
Suave é hoje meu viver
De amor talvez...de alegria
Ou o prenúncio dum doce morrer.
Contemplo a lua no céu
A noite que se aproxima
Me afaga o rosto e eu?
Revelo-lhe o amor que me anima.
Me despedi da tarde
Terei outras que o futuro me der
Desta já tenho saudade!
É assim este meu coração de mulher.
Há dias que ando triste, sem sentir,
nem presente nem passado.
Mas trago na alma o pressentir
Dum tempo mais sossegado.
A vida é tão inconstante
Nos confunde sem ter dó
É mar sereno e num instante?!
Nos põe na garganta um nó.
Mas hoje deixo minhas penas
Que é suave o meu viver
Na estrada que trilho apenas
Esperança e amor quero ter.
Hoje, sou criança correndo p'la vida
Descalça pela verdura
Sonho com a infância querida...
Quem sonha é como quem procura!
natalia nuno
rosafogo
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👁️ 331
a solidão me enfastia...
trago comigo pedaços de tempo d'outros tempos
que vão alumiando meu chão,
enquanto outros descem na noite trazendo
algo perdido, junto à saudade, a desolação
e é então, que a palavra transborda envelhecida
rasga-me os tendões do pulso
fico vencida.
a solidão me enfastia, a memória fica vazia
esqueçam-me nesta solidão obstinada e fria.
percebam apenas que eu me dei conta
que a vida já me abandona
e todos os sentimentos que trago à tona,
são inúteis fragrâncias de flores
são inúteis lágrimas que amam
tudo é silencioso, e a solidão é dona
dona da minha vontade, da felicidade
que me sobrou e eu cinzenta,
dito palavras duras à vida
sinto-a, a respirar na minha respiração
ouço-lhe a acusação...mas
fico da dor despida
e não me dou por vencida
natália nuno
http://nataliacanais.blogspot.com/
que vão alumiando meu chão,
enquanto outros descem na noite trazendo
algo perdido, junto à saudade, a desolação
e é então, que a palavra transborda envelhecida
rasga-me os tendões do pulso
fico vencida.
a solidão me enfastia, a memória fica vazia
esqueçam-me nesta solidão obstinada e fria.
percebam apenas que eu me dei conta
que a vida já me abandona
e todos os sentimentos que trago à tona,
são inúteis fragrâncias de flores
são inúteis lágrimas que amam
tudo é silencioso, e a solidão é dona
dona da minha vontade, da felicidade
que me sobrou e eu cinzenta,
dito palavras duras à vida
sinto-a, a respirar na minha respiração
ouço-lhe a acusação...mas
fico da dor despida
e não me dou por vencida
natália nuno
http://nataliacanais.blogspot.com/
👁️ 280
silêncios...
há silêncios que dizem tudo
na aspereza da noite, são desabafo d'alma
nos olhos secos, raios
avermelhados a expurgar a solidão,
as veias soltam-se em trepidação
na quietude, não se ouve nada
a não ser, o bater do coração
a vida já se ajoelha
o tempo no rosto se espelha
assim se faz o começo do fim,
sigo o silêncio que se quedou em mim
na memória há um fogo que arde e não
se consome...uma porta larga que abre,
ao passado, estendo a mão
às lembranças,
o sonho impregnado de brandura e,
com ternura, vou criando asas
para sair da solidão.
sempre a mesma sujeição ao tempo
sempre a mesma memória obsessiva
a lembrar cenas que marcaram a vida
deixaram no peito a saudade viva
esta saudade tão minha, que sinto de verdade
e lá me faço asa, que me leva de volta a casa
mas o tempo se arrasta e da vida me afasta
silêncio mudo que em mim se deita
encontra guarida no peito e ali se ajeita
aceita a oferta do abrigo e quer-se ali comigo.
há silêncios que dizem tudo
atravessam m' alma vazia, meu coração mudo
cansaço na viagem, e passa mais um dia.
natalia nuno
rosafogo
na aspereza da noite, são desabafo d'alma
nos olhos secos, raios
avermelhados a expurgar a solidão,
as veias soltam-se em trepidação
na quietude, não se ouve nada
a não ser, o bater do coração
a vida já se ajoelha
o tempo no rosto se espelha
assim se faz o começo do fim,
sigo o silêncio que se quedou em mim
na memória há um fogo que arde e não
se consome...uma porta larga que abre,
ao passado, estendo a mão
às lembranças,
o sonho impregnado de brandura e,
com ternura, vou criando asas
para sair da solidão.
sempre a mesma sujeição ao tempo
sempre a mesma memória obsessiva
a lembrar cenas que marcaram a vida
deixaram no peito a saudade viva
esta saudade tão minha, que sinto de verdade
e lá me faço asa, que me leva de volta a casa
mas o tempo se arrasta e da vida me afasta
silêncio mudo que em mim se deita
encontra guarida no peito e ali se ajeita
aceita a oferta do abrigo e quer-se ali comigo.
há silêncios que dizem tudo
atravessam m' alma vazia, meu coração mudo
cansaço na viagem, e passa mais um dia.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 240
de pálpebras cerradas...
não deixo de encher o meu coração de amor, que o meu dia e a minha noite seja um diadema de estrelas, que o amor seja o centro da minha atenção vibrando sempre com a veemência do canto dos pássaros....sons límpidos, ágeis e felizes ecoam, fundem-se com o vermelho da tarde e eu escuto-os na minha memória até sentir o impulso do sangue que corre em mim e, assim me deixo levar pelo sonho e por esta força que me atrai, numa abandonada liberdade até uma nua claridade....revivendo através do meu olhar interior, o mágico e o real do que foi a vida...nada como viver assim...dia a dia...na esperança de que o próximo seja sempre melhor... debruço-me numa lágrima de chuva grossa, reflectindo, e o tempo deixa de fazer mossa, sou como um pequeno riacho ao amanhecer, e meus lábios deixam correr as palavras prazeirosamente à espera duma nova esperança... e quando a melancolia começa a doer, e a colocar um nó na garganta olho aquele pássaro que me canta aos ouvidos e me leva às eternas estrelas...
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 262
partiram as palavras...
desconheço onde param minhas palavras
talvez pela rua da amargura
ou morrendo de cansaço, caindo como fruta
madura...
abandonaram minha mente
incendiada, e fugiram na noite pela calada
ficou meu olhar triste, sinto a lágrima
ainda quente,
na pele enrugada, ficou a emoção
e não há nada que deixe antever de novo a alegria,
mais lenta ficou minha mão
e maior é a solidão, e a melancolia
pouco a pouco despovoa-se o pensamento
palavras fizeram a última jornada
coisas soltas, aqui e ali, chega o desalento
partiram as palavras para a eternidade
metade metáforas ilusórias
e a outra metade palavras de saudade
já não tenho nada de que me lembrar
na passagem do tempo adormeceram
sentimentos, talvez um dia possam voltar
assim como as palavras que eram o porto de abrigo,
e se a dor aguentar
terei de novo o sonho que reparto contigo.
natália nuno
rosafogo
talvez pela rua da amargura
ou morrendo de cansaço, caindo como fruta
madura...
abandonaram minha mente
incendiada, e fugiram na noite pela calada
ficou meu olhar triste, sinto a lágrima
ainda quente,
na pele enrugada, ficou a emoção
e não há nada que deixe antever de novo a alegria,
mais lenta ficou minha mão
e maior é a solidão, e a melancolia
pouco a pouco despovoa-se o pensamento
palavras fizeram a última jornada
coisas soltas, aqui e ali, chega o desalento
partiram as palavras para a eternidade
metade metáforas ilusórias
e a outra metade palavras de saudade
já não tenho nada de que me lembrar
na passagem do tempo adormeceram
sentimentos, talvez um dia possam voltar
assim como as palavras que eram o porto de abrigo,
e se a dor aguentar
terei de novo o sonho que reparto contigo.
natália nuno
rosafogo
👁️ 251
versos à toa...
Minha mesa quando está posta
Até parece um altar
Branca toalha que se gosta
E o pão de Deus a sobrar.
Queria parar a Primavera
A esperança agasalhar
Dos sonhos ficar à espera
De os puder concretizar.
Trago minhas mãos vazias
Meus sonhos embaciados
No viver destes meus dias?
Trago risos encurralados.
Minha vida já está traçada
Muro que hei-de transpôr
Com pranto fiz a chegada
Ao partir seja o que fôr.
Mais um passo, mais espinho
Mesmo assim é curta a vida
Caminho, é o fim do caminho
Trago a esperança falecida.
Mas prendo-me à Primavera
Entôo cantigas de saudade
Recordo a juventude, bela era!
E como se foi o tempo da Mocidade
De saudade tenho o peito cheio
Do futuro pouco adivinho
Como pássaro no ramo com seu gorgeio
Canto à Vida com carinho.
Hoje os campos estão em festa
Atapetados de bonitas cores
- Em minha morada modesta
Na mesa uma jarra de flores.
Que venha quem vier por bem
Esta casa é Portuguesa com certeza
Pão, vinho e amizade sempre tem...
Pois se é uma casa Portuguesa?!
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=132235 © Luso-Poemas
Até parece um altar
Branca toalha que se gosta
E o pão de Deus a sobrar.
Queria parar a Primavera
A esperança agasalhar
Dos sonhos ficar à espera
De os puder concretizar.
Trago minhas mãos vazias
Meus sonhos embaciados
No viver destes meus dias?
Trago risos encurralados.
Minha vida já está traçada
Muro que hei-de transpôr
Com pranto fiz a chegada
Ao partir seja o que fôr.
Mais um passo, mais espinho
Mesmo assim é curta a vida
Caminho, é o fim do caminho
Trago a esperança falecida.
Mas prendo-me à Primavera
Entôo cantigas de saudade
Recordo a juventude, bela era!
E como se foi o tempo da Mocidade
De saudade tenho o peito cheio
Do futuro pouco adivinho
Como pássaro no ramo com seu gorgeio
Canto à Vida com carinho.
Hoje os campos estão em festa
Atapetados de bonitas cores
- Em minha morada modesta
Na mesa uma jarra de flores.
Que venha quem vier por bem
Esta casa é Portuguesa com certeza
Pão, vinho e amizade sempre tem...
Pois se é uma casa Portuguesa?!
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=132235 © Luso-Poemas
👁️ 289
QUANDO O SOL DORME...
quando o sol dorme
mato um pouco de desespero
falando com a solidão,
vou até à esquina de mim e assim
deixo que o coração
fervilhe de sentimentos, embora saiba de antemão
que a noite arrefece o corpo e os pensamentos.
logo o verde dos meus olhos vai até
onde começa o dia, e brilha deslumbrado
como se fosse um verde prado
onde crescem giestas,
e onde há linguagens em festa.
quando o sol dorme
há pássaros nos meus dedos
que sabem a direcção dos ventos
arautos dos meus pensamentos
e no verde dos meus olhos, vai-se apagando a neblina
logo ouço ao longe os trinados
que trago na recordação de menina
quando o sol se deitar mais cedo
e a vida a beber o ultimo trago, a esvair-se
o verde dos meus olhos fechar-se-á a medo
de não voltar a abrir-se
não voltará a sentir a opalescente luz matutina
nem recordará mais a imagem da menina
ah se o sol não tivesse adormecido
e o verde dos meus olhos empaledecido,
nem as opalinas luzes me entrassem na alma,
causando esta obscuridade
não morreria hoje de saudade!
natalia nuno
mato um pouco de desespero
falando com a solidão,
vou até à esquina de mim e assim
deixo que o coração
fervilhe de sentimentos, embora saiba de antemão
que a noite arrefece o corpo e os pensamentos.
logo o verde dos meus olhos vai até
onde começa o dia, e brilha deslumbrado
como se fosse um verde prado
onde crescem giestas,
e onde há linguagens em festa.
quando o sol dorme
há pássaros nos meus dedos
que sabem a direcção dos ventos
arautos dos meus pensamentos
e no verde dos meus olhos, vai-se apagando a neblina
logo ouço ao longe os trinados
que trago na recordação de menina
quando o sol se deitar mais cedo
e a vida a beber o ultimo trago, a esvair-se
o verde dos meus olhos fechar-se-á a medo
de não voltar a abrir-se
não voltará a sentir a opalescente luz matutina
nem recordará mais a imagem da menina
ah se o sol não tivesse adormecido
e o verde dos meus olhos empaledecido,
nem as opalinas luzes me entrassem na alma,
causando esta obscuridade
não morreria hoje de saudade!
natalia nuno
👁️ 283
agora é tarde de mais...
Agora é tarde demais!
Sabe-se lá quem bateu?!
Com certeza foram meus ais
Que tantos a Vida me deu.
Agora? Agora é tarde demais!
Podem bater à vontade
São com certeza meus ais
Que ainda vivem da saudade.
Quis o acaso que batessem
Tarde demais a esta porta
E de saudade, sofressem!
Sabendo que já estou morta.
Batem loucos morte certa?!
Ninguém os ouvirá jamais!
Nesta tarde quase deserta
Sepultaram os meus ais.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=93877 © Luso-Poemas
👁️ 288
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!