Lista de Poemas
FACE DE UM SONHO...
Talvez eu seja a parte insignificante de um sonho,
uma vaga lembrança de alguém que me amou,
uma frase esquecida de um poema perdido em qualquer pergaminho,
uma vida que ficou no caminho...
Talvez eu seja uma passagem sem portas abertas,
uma janela sem horizonte, felicidade sem ponte,
um triste adeus.
Quem sabe um lamento, o sol, o vento
que sopra a brisa serena na noite,
que encerra o dia deixando-o no passado.
Talvez eu seja o único, o sádico, o sarcástico,
o pródigo, o médico, ou o clérigo.
Talvez eu seja o outro, o culto, o sábio, o gênio,
talvez eu seja ar, talvez eu seja augusto,
talvez eu seja inferno...
Talvez eu seja encanto, um canto, uma fábula,
ou quem sabe o espanto da face da gárgula,
talvez eu seja eu, ou um sonho vazio.
Marco A. Alvarenga
uma vaga lembrança de alguém que me amou,
uma frase esquecida de um poema perdido em qualquer pergaminho,
uma vida que ficou no caminho...
Talvez eu seja uma passagem sem portas abertas,
uma janela sem horizonte, felicidade sem ponte,
um triste adeus.
Quem sabe um lamento, o sol, o vento
que sopra a brisa serena na noite,
que encerra o dia deixando-o no passado.
Talvez eu seja o único, o sádico, o sarcástico,
o pródigo, o médico, ou o clérigo.
Talvez eu seja o outro, o culto, o sábio, o gênio,
talvez eu seja ar, talvez eu seja augusto,
talvez eu seja inferno...
Talvez eu seja encanto, um canto, uma fábula,
ou quem sabe o espanto da face da gárgula,
talvez eu seja eu, ou um sonho vazio.
Marco A. Alvarenga
👁️ 166
VOU SER POETA...
Vou ali buscar uma rosa no jardim,
Ou quem sabe roubar algumas flores,
Para adornar minhas poesias em cores,
Fazer brilhar um novo arco-íris...
Vou ali pintar palavras, inventar rimas,
Fazer sorrir aquele que se faz triste,
Colorir a vida com obras primas,
Secar a lágrima que ainda insiste...
Vou ali, rabiscando paredes e muros,
Versejando poemas, decorando futuros,
Fazer o sol brilhar na tempestade...
Vou ali na companhia de Neruda,
Atrás da orelha um galho de arruda,
Vou ser poeta por toda eternidade...
Marco A. Alvarenga
Ou quem sabe roubar algumas flores,
Para adornar minhas poesias em cores,
Fazer brilhar um novo arco-íris...
Vou ali pintar palavras, inventar rimas,
Fazer sorrir aquele que se faz triste,
Colorir a vida com obras primas,
Secar a lágrima que ainda insiste...
Vou ali, rabiscando paredes e muros,
Versejando poemas, decorando futuros,
Fazer o sol brilhar na tempestade...
Vou ali na companhia de Neruda,
Atrás da orelha um galho de arruda,
Vou ser poeta por toda eternidade...
Marco A. Alvarenga
👁️ 151
À POESIA...
Te escrevo, como descrevendo a vida,
às vezes amarga, ás vezes doce, mas sempre intensa...
Te escrevo com ânsia, como se fora o ar que respiro,
como a água que necessito...
Te escrevo, como se eu tocasse a flor, com a carícia
de um poeta e a suavidade da brisa...
Te escrevo, com a ira de um vulcão em erupção,
na intensidade do ódio, na fúria insana...
Te escrevo, no transcorrer do tempo, quando nasce
o dia e morre a noite...
Te escrevo à minha maneira, com a essência
da alma e o corpo inteiro...
Marco A. Alvarenga
às vezes amarga, ás vezes doce, mas sempre intensa...
Te escrevo com ânsia, como se fora o ar que respiro,
como a água que necessito...
Te escrevo, como se eu tocasse a flor, com a carícia
de um poeta e a suavidade da brisa...
Te escrevo, com a ira de um vulcão em erupção,
na intensidade do ódio, na fúria insana...
Te escrevo, no transcorrer do tempo, quando nasce
o dia e morre a noite...
Te escrevo à minha maneira, com a essência
da alma e o corpo inteiro...
Marco A. Alvarenga
👁️ 141
QUASE UMA DOR...
Quando me pego revendo meus poemas,
me vejo com semblante já um tanto cansado,
os olhos marejados de saudades...
Viajo nos meus próprios pensamentos passados,
e sinto que o sonho ainda não acabou,
que o entardecer das palavras me pedem socorro,
e a poesia me consome...
Transporto-me, para reviver momentos,
aliviar meus pesos, acalmar minh‘alma.
A primavera se foi e com ela as flores,
ficou o pó sobre o banco da praça, sem graça,
em ruínas, também cansado de ouvir histórias...
Sobraram noites sem luares, restaram frases perdidas,
e uma porção de reticências...
Ficou o som do soneto, o poema bem feito,
e os versos de amor.
Quando me pego revendo meus poemas,
é quase uma dor...
Marco A. Alvarenga
me vejo com semblante já um tanto cansado,
os olhos marejados de saudades...
Viajo nos meus próprios pensamentos passados,
e sinto que o sonho ainda não acabou,
que o entardecer das palavras me pedem socorro,
e a poesia me consome...
Transporto-me, para reviver momentos,
aliviar meus pesos, acalmar minh‘alma.
A primavera se foi e com ela as flores,
ficou o pó sobre o banco da praça, sem graça,
em ruínas, também cansado de ouvir histórias...
Sobraram noites sem luares, restaram frases perdidas,
e uma porção de reticências...
Ficou o som do soneto, o poema bem feito,
e os versos de amor.
Quando me pego revendo meus poemas,
é quase uma dor...
Marco A. Alvarenga
👁️ 127
MORRER TODO DIA...
É no silêncio da dor,
na agonia e pavor,
que o sentimento de amor
traduz-se em poesias...
No desespero do peito,
a ansiedade e o defeito,
vai massacrando com jeito,
cada porção de alegria...
É na esperança e afã,
que a luz de cada manhã,
meu totem meu talismã,
é anoitecer e harmonia...
E no sigilo do medo,
pra desvendar meu segredo,
procuro teu arvoredo,
para morrer todo dia...
Marco A. Alvarenga
na agonia e pavor,
que o sentimento de amor
traduz-se em poesias...
No desespero do peito,
a ansiedade e o defeito,
vai massacrando com jeito,
cada porção de alegria...
É na esperança e afã,
que a luz de cada manhã,
meu totem meu talismã,
é anoitecer e harmonia...
E no sigilo do medo,
pra desvendar meu segredo,
procuro teu arvoredo,
para morrer todo dia...
Marco A. Alvarenga
👁️ 127
AMIGO BEIJA-FLOR...
Falo ao beija-flor sobre os pecados das rosas,
Ao enfeitar de cores meus versos e prosas,
Encantando meu jardim com raras variedades...
Falo ao beija-flor sobre o néctar das flores,
Ao me fartar de aromas e dos teus odores,
Que mostram a essência das puras verdades...
Falo ao beija-flor do encanto das borboletas,
Torturadas em livros, quadros e gavetas,
Da metamorfose que lhe deu a liberdade...
Falo ao beija-flor sobre a mulher que me ama,
Da alegria do desejo no inflamar da cama,
Da procura constante pela felicidade...
Falo ao beija-flor do encontro perfeito,
Da tua loucura quando me pega de jeito,
Deixando em meu peito a dor da saudade...
Marco A. Alvarenga
Ao enfeitar de cores meus versos e prosas,
Encantando meu jardim com raras variedades...
Falo ao beija-flor sobre o néctar das flores,
Ao me fartar de aromas e dos teus odores,
Que mostram a essência das puras verdades...
Falo ao beija-flor do encanto das borboletas,
Torturadas em livros, quadros e gavetas,
Da metamorfose que lhe deu a liberdade...
Falo ao beija-flor sobre a mulher que me ama,
Da alegria do desejo no inflamar da cama,
Da procura constante pela felicidade...
Falo ao beija-flor do encontro perfeito,
Da tua loucura quando me pega de jeito,
Deixando em meu peito a dor da saudade...
Marco A. Alvarenga
👁️ 154
RESQUÍCIOS...
Qualquer pedaço de beijo me basta,
para manter acesas as minhas esperanças,
qualquer sequela de um sorriso me faz brilhar o olhar,
qualquer sopro de voz me acalanta,
qualquer aperto de abraço me domina,
qualquer resquício de amor me mata...!
Marco A. Alvarenga
para manter acesas as minhas esperanças,
qualquer sequela de um sorriso me faz brilhar o olhar,
qualquer sopro de voz me acalanta,
qualquer aperto de abraço me domina,
qualquer resquício de amor me mata...!
Marco A. Alvarenga
👁️ 152
BRINCANDO DE AMOR...
Quando se sabe, sabedor,
E se ora, orador,
Quando se fala falador,
E se mata matador,
Se acaso briga, brigador,
E se vinga vingador...
Se for de sonhar, sonhador,
Numa viagem, viajor,
Pois quando se ama, amor...
Marco A. Alvarenga
E se ora, orador,
Quando se fala falador,
E se mata matador,
Se acaso briga, brigador,
E se vinga vingador...
Se for de sonhar, sonhador,
Numa viagem, viajor,
Pois quando se ama, amor...
Marco A. Alvarenga
👁️ 186
HORAS MORTAS...
—Parem, por favor, os relógios!
Quero o tempo inerte em meus sonhos,
quero o sol de verão em meu inverno,
quero o inferno, dos teus abraços...
— Parem as horas pálidas de frio!
Quero o calor da vida a correr nas veias,
quero paralisar a noite na lua cheia,
ouvir as águas mansas percorrendo rios...
— Parem, por favor, os relógios!
Quero dormir no inverno sombrio,
agasalhar-me em teu corpo macio,
adormecer na inércia do tempo...
Marco A. Alvarenga
Quero o tempo inerte em meus sonhos,
quero o sol de verão em meu inverno,
quero o inferno, dos teus abraços...
— Parem as horas pálidas de frio!
Quero o calor da vida a correr nas veias,
quero paralisar a noite na lua cheia,
ouvir as águas mansas percorrendo rios...
— Parem, por favor, os relógios!
Quero dormir no inverno sombrio,
agasalhar-me em teu corpo macio,
adormecer na inércia do tempo...
Marco A. Alvarenga
👁️ 147
MARCO POR MARCO...
Sou feito fera,
um tanto faminto
devorador da vida
sofrida, chorada,
sou cegueira crônica
aos olhos alheios,
sou esteio da humanidade...
De defeitos feios
qualidades lindas,
sem redundâncias,
sem arrogâncias,
aquariano perfeccionista,
ilusionista da ilusão...
A experiência inesperada,
o conhecimento tardio,
a coerência,
do eu também posso,
a malandragem
que incomoda,
fora de moda,
pão com manteiga...
Marco A. Alvarenga
um tanto faminto
devorador da vida
sofrida, chorada,
sou cegueira crônica
aos olhos alheios,
sou esteio da humanidade...
De defeitos feios
qualidades lindas,
sem redundâncias,
sem arrogâncias,
aquariano perfeccionista,
ilusionista da ilusão...
A experiência inesperada,
o conhecimento tardio,
a coerência,
do eu também posso,
a malandragem
que incomoda,
fora de moda,
pão com manteiga...
Marco A. Alvarenga
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