OS ASTROS NÃO TEM CULPA...
Sou o único culpado de tudo.
Alguém precisa se responsabilizar,
pelos danos, pelas perdas, pelos males,
pelas brigas e desentendimentos.
Alguém precisa assumir a culpa,
para que os verdadeiros culpados
se beneficiem, enquanto eu sou
poupado das verdades...
E o que é a verdade, quando tantos
não a enxergam, ou fingem não a
conhecer?
Sou o culpado da vida mal vivida,
das noites mal dormidas, da falta
de apetite, sou culpado da artrite,
da renite, da bronquite...
Sou o único culpado do mal tempo,
do vento que traz de volta as folhas
varridas, as folhas mortas, que morreram
na última tempestade...
Sou culpado das feridas e cicatrizes,
que ficaram como lembranças,
sou culpado do peso na balança,
da falta de esperança, dos dias perdidos.
Sou culpado do ontem que se apressou,
do hoje que não espera, do amanhã
atrasado...
Sou culpado do apreço, o qual me leva
a aceitar o próximo sem distinção,
sou culpado desse mundo cão, desse
eterno não, que a vida me dá de presente.
Sou o único culpado das vontades alheias,
da aranha em sua teia, culpado das mazelas do mundo, do bêbado, do vagabundo.
Sou culpado de mim mesmo, de não ter,
de não ser, e não poder...
Sou culpado da dor, da flor que ressecou,
do sol escaldante, do choro constante da
criança, da ira na vingança, sou culpado
de tudo, de não ser mudo e retrucar, de não ser cego e enxergar, de andar para trás.
Sou culpado de qualquer coisa...
De ver, ouvir, e gritar.
Marco A. Alvarenga
Alguém precisa se responsabilizar,
pelos danos, pelas perdas, pelos males,
pelas brigas e desentendimentos.
Alguém precisa assumir a culpa,
para que os verdadeiros culpados
se beneficiem, enquanto eu sou
poupado das verdades...
E o que é a verdade, quando tantos
não a enxergam, ou fingem não a
conhecer?
Sou o culpado da vida mal vivida,
das noites mal dormidas, da falta
de apetite, sou culpado da artrite,
da renite, da bronquite...
Sou o único culpado do mal tempo,
do vento que traz de volta as folhas
varridas, as folhas mortas, que morreram
na última tempestade...
Sou culpado das feridas e cicatrizes,
que ficaram como lembranças,
sou culpado do peso na balança,
da falta de esperança, dos dias perdidos.
Sou culpado do ontem que se apressou,
do hoje que não espera, do amanhã
atrasado...
Sou culpado do apreço, o qual me leva
a aceitar o próximo sem distinção,
sou culpado desse mundo cão, desse
eterno não, que a vida me dá de presente.
Sou o único culpado das vontades alheias,
da aranha em sua teia, culpado das mazelas do mundo, do bêbado, do vagabundo.
Sou culpado de mim mesmo, de não ter,
de não ser, e não poder...
Sou culpado da dor, da flor que ressecou,
do sol escaldante, do choro constante da
criança, da ira na vingança, sou culpado
de tudo, de não ser mudo e retrucar, de não ser cego e enxergar, de andar para trás.
Sou culpado de qualquer coisa...
De ver, ouvir, e gritar.
Marco A. Alvarenga
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