Lista de Poemas
SIG.NI.FI.CA.ÇÃO [Manoel Serrão]
Fica o que
SigniFica
E ReSigniFica.
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EXCERTOS [Manoel Serrão]

Exceto os excessos,
Acredito no Sim,
E confio no Não.
A não ser.... Quê!...
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PASSAGEM DAS HORAS [Manoel Serrão].
Presa entre vossas mãos?Ó vem! Vem!
E co’a m’alma cobrir-te-ei de paixão.
E te porei de amoras para dengos de amores.
E vós sabereis d’aurora o despertar da vida, ó dei glória!
Ó vem! Vem!
E vós sabereis do Crepúsculo a madura face que sou.
E vós sabereis da Noite em que rocio e sereno repouso.
E vós sabereis dos Dias de revelada incerteza a passagem das horas.
Ó vem! Vem!
Dá-me tua mão, Luz! E babaremos os nossos travesseiros de seda.
E exaltaremos os nossos poemas viajoros.
E seremos eternos nossos sonhos apinhados de flores.
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ILUSÃO [PONTO DE FUGA] [Manoel Serrão]
Para o Ser em ponto de fuga.
A perspectiva?
É só uma ilusão p
r
o
f
u
n
d
a!
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FADA SININHO [Manoel Serrão]

Ó
pó
de
p
i
r
l
i
m
p
i
m
p
i
m,
trás a branca de neve para mim?
👁️ 739
PONTU-AL [Manoel Serrão]

Às vezes a vida nos encharca o lenço,
Outras nos arrasta ao vento.
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IMPERFEITOS [Manoel Serrão]

Viva, vivida, imortal é a vida.
Mas se mortal vive a imortal morte certa sem vida?
Que me venha sem áudios,
ecos e todos os meus imperfeitos que sou.
👁️ 435
ROSA CARNE [Manoel Serrão]
Sem moedas de cobre,
Nem moedas de prata.
Se não me vês, e nem me come com os olhos? Então, decifra-se com tua rosa de carne.
👁️ 390
O EU EXÍGUO [Manoel Serrão]

Só há um Deus
Zen no Olimpo.
O Eu exíguo no Tibet.
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A TEIA E A PRESA [Manoel Serrão]

Tece a teia
Sem dar rede ao desafeto.
Quem foi presa,
Nunca esquece!
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Comentários (1)
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321alnd
2019-03-06
Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.
Perfil
Nome completo: Manoel Serrão da Silveira Lacerda. Idade e naturalidade: Nasceu em São Luís [Atenas Brasileira] capital do Estado do Maranhão, na Santa Casa de Misericórdia, em 19 de abril de 1960. Filiação: Filho de Agamenon Lucas de Lacerda e de Oglady da Silveira Lacerda. Neto paterno de Manuel Lucas de Lacerda e Maria Antônia Lucas de Lacerda; neto materno de Hidalgo Martins da Silveira e Maria José Serra da Silveira. Ascendência geral de espanhóis e portugueses judeus. Profissão: Advogado e Professor de Direito, formado pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE, curso criado pela Carta Lei de 11.08.1827 - publicada em 21.08.1827 - Chancelaria Mor do Império do Brasil, que no passado acolheu dois presidentes: Epitácio Pessoa, em 1886 e Nilo Peçanha, em 1887. Acolheu outros nomes, os quais enriqueceram a nossa cultura como: Rui Barbosa. Castro Alves. Augusto dos Anjos. Ariano Suassuna. Miguel Arraes. Francisco Julião. Barão do Rio Branco. Barão de Lucena. Joaquim Nabuco. Fagundes Varela. Raul Pompéia. Tobias Barreto. Graça Aranha. Álvaro Lins. José Lins do Rego. Pontes de Miranda. João Pessoa. Clóvis Bevillaqua. Silvio Romero. Adolfo Cisnes. Assis Chateaubriand. Agamenon Magalhães. Luís Câmara Cascudo. Aurélio Buarque de Holanda, e tantos mais. Dimensionar a origem do berço poético do autor, assim como a dimensão e a importância do Maranhão para a cultura nacional, peço vênia para transcrever um pequeno trecho da obra do imortal membro da Academia Maranhense de Letras o professor Jomar Moraes, intitulada - Apontamentos de Literatura Maranhense - edições sioge - nota bene: "Sem receio de qualquer exagero chauvinista diríamos que a presença do Maranhão na literatura nacional se caracteriza, principalmente, pelo vanguardismo que sempre colocou nossos homens de letras à frente dos debates das novas ideias e da renovação de padrões estéticos. Do negrismo de Trajano Galvão ao neoconcretismo de Ferreira Gullar; do ideário estético e nacionalista de Gonçalves Dias às antecipações modernistas de Sousândrade; da lucidez analítica de João Francisco Lisboa ao ensaísmo da Franklin de Oliveira e Oswaldinho Marques; dos estudos folclóricos de Celso Magalhães ao romance naturalista de Aluísio de Azevedo; dos estudos de Nina Rodrigues à renovação estética pregada e apoiada por Graça Aranha, tudo revela e comprova a clara vocação de pioneirismo e liderança que assinala uma das mais características e importantes facetas da nossa participação na cultural nacional". E ainda, de Coelho Neto, Teófilo Dias, Vespasiano Ramos, Raimundo Teixeira Mendes, César Marques e muitos outros de uma constelação que brilha desde meados do século XIX. Dois dos quais – Gonçalves Dias e Teófilo Dias – são patronos de cadeiras na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, à Akademia dos Párias, dentre eles: Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa, Garrone, Paulinho Nó Cego, Marcello Chalvinski, Zé Maria Medeiros, Celso Borges. Podemos citar: Arthur Azevedo; Catulo da Paixão Cearense; Bacelar Vianna; Bandeira Tribuzi; Padre Antônio Vieira [Sermão aos Peixes]; Odorico Mendes; Sotero dos Reis; João Francisco Lisboa; Gentil H. de Almeida Braga; Custódio A. P. Serrão [Frei]; Trajano Galvão; Josué Montello; Nauro Machado; José Sarney; José Chagas; José Maria Nascimento; Laura Amélia Damous; Luís Augusto Cassas; Alex Brasil, Antônio Miranda, Carlos Cunha, Dagmar Desterro, Joãozinho Ribeiro, Lago Burnett, Odylo Costa, Roberto Kenard, Salgado Maranhão, Vespasiano Ramos, Joaquim Haickel, João Batista Gomes do Lago; Mhario Lincoln; Lenita de Sá, João Paulo Leda, Evilásio Júnior, Antônia Veloso, Luiza Cantanhede, Zélia Maria Bacelar Viana, além de muitos tantos outros.
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