Lista de Poemas
FIDEL-IDADE-PET [Manoel Serrão]

Não é carne, é alma e muito mais.
A fidelidade é só para cachorro, e não para humanos.
Mas faz do Ser leal.
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O MUNDO OLHAR (MANOEL SERRÃO)

Destra contra boca que fala ao mundo olhando; sestra contra a fala que fala ao mundo sem o imundo olhar!
Oh! Olhai-o! Que mais quereis vós no mundo por deixar de olhar? Que mais quereis vós por olhar e não ver,
se lhe faz preciso do Todo o Mundo olhar?
Ó encontre os olhos, abra os olhos para vê?... É perceber o Mundo sem o imundo entrar!
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DEVANEIO [Manoel Serrão]

Poesia, a verdade do sonho e da imaginação.
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SINOPSE [Manoel Serrão]

Nunca morrerás por teres vivido.
Então, faze-o saber, a quem t’alma reclama?
Ó muitíssimo bem-vindo, há tempo ao Ser!
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GUMMA SPONTE SUA! [Manoel Serrão]
Para a paz, o foco. Para ócio, o obus.
Para o Papa, o opus.
Para o rito, o ópio.
Para a lama, a lama.
Para o vate, a prosa.
Para a lama, o Lama.
Parla o mote, a glosa.
Para a mídia, o Fato.
Para a Mad, a Vogue.
Para a ibest, a Forbes.
Para a Veja, a Focus.
Para o pária, o passo.
Para o laço, o Pégaso.
Para o páreo, o derby.
Para Aquiles, o Paris.
Para o Bob, o reggae.
Para o Tom, a Bossa.
Para o King, o Blues.
Para o Dylan, o rock.
Para o caos, a Geia.
Para o mito, a Hari.
Para o Vate, a rima.
Para o Livre, a lira.
Ó para o livre Arbítrio?
Sponte! Sponte! Sponte a Arte!
Vida viva, por vontade própria!
@ Sponte sua = significa “por vontade própria”
sponte sua (locução latina que significa "de sua livre vontade").
Locução. Espontaneamente (ex.: tomar uma decisão sponte sua)
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BONDADE [Manoel Serrão]

Mas só a bondade,
O Doce mel limão?
É [O] que leva adiante!
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POR UM “PREÇO MÓDICO” [Manoel Serrão]

Caquética, cega doente por dente moendo osso, indolente?
Assim no money by money transita a coisa julgada.Absolvem ou condenam-te por um “preço módico”
De fazer Hammurabi olho por olho estremecer no sarcófago.
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ESPINHO D'FLEUR (MANOEL SERRÃO)

Rosa de grande valor.
Dás-me a cor para o desejo, o fulgor,
E negas-me o perfume do amor?
Oh! Que a minha dor saia por teu espinho d'fleur!
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O FUZIL É F[L]ALL [Manoel Serrão]

Ar-15...
Bomba de efeito moral.
Ó bala [,] para que te quero?
O fuzil é f[l]all!
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ANJO DA GUARDA [Manoel Serrão]

Anjo que sinto, e não vejo.
Anjo eterno que me tem.
Anjo da Guarda,
Anjo Querubim que me que [O] Bem!
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Comentários (1)
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321alnd
2019-03-06
Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.
Perfil
Nome completo: Manoel Serrão da Silveira Lacerda. Idade e naturalidade: Nasceu em São Luís [Atenas Brasileira] capital do Estado do Maranhão, na Santa Casa de Misericórdia, em 19 de abril de 1960. Filiação: Filho de Agamenon Lucas de Lacerda e de Oglady da Silveira Lacerda. Neto paterno de Manuel Lucas de Lacerda e Maria Antônia Lucas de Lacerda; neto materno de Hidalgo Martins da Silveira e Maria José Serra da Silveira. Ascendência geral de espanhóis e portugueses judeus. Profissão: Advogado e Professor de Direito, formado pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE, curso criado pela Carta Lei de 11.08.1827 - publicada em 21.08.1827 - Chancelaria Mor do Império do Brasil, que no passado acolheu dois presidentes: Epitácio Pessoa, em 1886 e Nilo Peçanha, em 1887. Acolheu outros nomes, os quais enriqueceram a nossa cultura como: Rui Barbosa. Castro Alves. Augusto dos Anjos. Ariano Suassuna. Miguel Arraes. Francisco Julião. Barão do Rio Branco. Barão de Lucena. Joaquim Nabuco. Fagundes Varela. Raul Pompéia. Tobias Barreto. Graça Aranha. Álvaro Lins. José Lins do Rego. Pontes de Miranda. João Pessoa. Clóvis Bevillaqua. Silvio Romero. Adolfo Cisnes. Assis Chateaubriand. Agamenon Magalhães. Luís Câmara Cascudo. Aurélio Buarque de Holanda, e tantos mais. Dimensionar a origem do berço poético do autor, assim como a dimensão e a importância do Maranhão para a cultura nacional, peço vênia para transcrever um pequeno trecho da obra do imortal membro da Academia Maranhense de Letras o professor Jomar Moraes, intitulada - Apontamentos de Literatura Maranhense - edições sioge - nota bene: "Sem receio de qualquer exagero chauvinista diríamos que a presença do Maranhão na literatura nacional se caracteriza, principalmente, pelo vanguardismo que sempre colocou nossos homens de letras à frente dos debates das novas ideias e da renovação de padrões estéticos. Do negrismo de Trajano Galvão ao neoconcretismo de Ferreira Gullar; do ideário estético e nacionalista de Gonçalves Dias às antecipações modernistas de Sousândrade; da lucidez analítica de João Francisco Lisboa ao ensaísmo da Franklin de Oliveira e Oswaldinho Marques; dos estudos folclóricos de Celso Magalhães ao romance naturalista de Aluísio de Azevedo; dos estudos de Nina Rodrigues à renovação estética pregada e apoiada por Graça Aranha, tudo revela e comprova a clara vocação de pioneirismo e liderança que assinala uma das mais características e importantes facetas da nossa participação na cultural nacional". E ainda, de Coelho Neto, Teófilo Dias, Vespasiano Ramos, Raimundo Teixeira Mendes, César Marques e muitos outros de uma constelação que brilha desde meados do século XIX. Dois dos quais – Gonçalves Dias e Teófilo Dias – são patronos de cadeiras na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, à Akademia dos Párias, dentre eles: Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa, Garrone, Paulinho Nó Cego, Marcello Chalvinski, Zé Maria Medeiros, Celso Borges. Podemos citar: Arthur Azevedo; Catulo da Paixão Cearense; Bacelar Vianna; Bandeira Tribuzi; Padre Antônio Vieira [Sermão aos Peixes]; Odorico Mendes; Sotero dos Reis; João Francisco Lisboa; Gentil H. de Almeida Braga; Custódio A. P. Serrão [Frei]; Trajano Galvão; Josué Montello; Nauro Machado; José Sarney; José Chagas; José Maria Nascimento; Laura Amélia Damous; Luís Augusto Cassas; Alex Brasil, Antônio Miranda, Carlos Cunha, Dagmar Desterro, Joãozinho Ribeiro, Lago Burnett, Odylo Costa, Roberto Kenard, Salgado Maranhão, Vespasiano Ramos, Joaquim Haickel, João Batista Gomes do Lago; Mhario Lincoln; Lenita de Sá, João Paulo Leda, Evilásio Júnior, Antônia Veloso, Luiza Cantanhede, Zélia Maria Bacelar Viana, além de muitos tantos outros.
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