Lista de Poemas
Total de poemas: 10
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Primeiro Ato
Atrás da produção, detrás das câmeras
Coloco ela no meu rosto e
A cortina se abre,
O holofote ilumina e entro na cena.
Interpreto este papel de mentira numa peça tão real,
A cena acaba, embora, de manhã, no meu quarto,
Tal dama de ferro que é está máscara
Finjo até ao fim do dia, quando vejo a máscara ruir.
Sigo o roteiro da peça como deve ser seguido, como um bom ator,
Interpretando minha personalidade de maneira magnificamente falsa e convincente,
Esperando a cortina fechar para finalizar essa peça tão real de atores tão falsos.
Coloco ela no meu rosto e
A cortina se abre,
O holofote ilumina e entro na cena.
Interpreto este papel de mentira numa peça tão real,
A cena acaba, embora, de manhã, no meu quarto,
Tal dama de ferro que é está máscara
Finjo até ao fim do dia, quando vejo a máscara ruir.
Sigo o roteiro da peça como deve ser seguido, como um bom ator,
Interpretando minha personalidade de maneira magnificamente falsa e convincente,
Esperando a cortina fechar para finalizar essa peça tão real de atores tão falsos.
👁️ 11
Vivendo o Só
Eu, em meio às pessoas,
carros, postes, parentes,
amigos, insetos ou pingos de chuva,
sinto o peso da solidão,
da não relação, da incoerência.
Me sinto no espaço, como Paulo,
o tempo todo à procura de mim.
Ainda não me acho, embora faça desse
o meu fim,
que vejo ao longe, se aproximar, mas não o enxergo,
não há desejo de pensar.
Não sou o mais religioso, nem espiritualista, muito menos ateu,
no entanto continuo as preces, pedindo ajuda no caminho,
com o intuito que eu caminhe até não sobrar as solas do meu sapato,
que um dia foram novas, sem experiência.
Me sinto só, divagando no mar profundo dos meus pensamentos.
Me sinto só, de forma única, de uma forma tão geral.
Não sinto, vivo o só.
carros, postes, parentes,
amigos, insetos ou pingos de chuva,
sinto o peso da solidão,
da não relação, da incoerência.
Me sinto no espaço, como Paulo,
o tempo todo à procura de mim.
Ainda não me acho, embora faça desse
o meu fim,
que vejo ao longe, se aproximar, mas não o enxergo,
não há desejo de pensar.
Não sou o mais religioso, nem espiritualista, muito menos ateu,
no entanto continuo as preces, pedindo ajuda no caminho,
com o intuito que eu caminhe até não sobrar as solas do meu sapato,
que um dia foram novas, sem experiência.
Me sinto só, divagando no mar profundo dos meus pensamentos.
Me sinto só, de forma única, de uma forma tão geral.
Não sinto, vivo o só.
👁️ 15
O Silêncio II
A solidão não me incomoda,
Nem nunca me incomodou,
Só que ultimamente o tal silêncio
Da cabeça, está pior,
Chega a ser ensurdecedor.
Nem nunca me incomodou,
Só que ultimamente o tal silêncio
Da cabeça, está pior,
Chega a ser ensurdecedor.
👁️ 47
Livres Devaneios
Não escrevo como penso,
Não penso como escrevo,
As vezes os sonhos falam,
Mas ainda não os vejo,
Não sei que rumo tomar,
Olhando o Cruzeiro, perdido eu fico,
Em meus devaneios,
Que afastam do mundo esse eu
Porém o eu não tira os pés do chão.
Não penso como escrevo,
As vezes os sonhos falam,
Mas ainda não os vejo,
Não sei que rumo tomar,
Olhando o Cruzeiro, perdido eu fico,
Em meus devaneios,
Que afastam do mundo esse eu
Porém o eu não tira os pés do chão.
👁️ 57
Como Pessoa
Finalmente entendo Pessoa
Não só o escritor,
Como também a pessoa que foi,
Sinto a dor de pensar,
Mesmo que não consiga entender ela,
Vejo a vida, tão colorida,
Um pouco mais escura
Ao ler Pessoa e ao ver o mundo
Sinto minha pessoa partindo sem rumo
As vezes como ele, queria ter a consciência de não ter consciência
As vezes olhar em terceira pessoa
Sinto enfim a dor de sonhar
A minha cabeça já pesa,
Não de peso, mas sim a consciência.
Não só o escritor,
Como também a pessoa que foi,
Sinto a dor de pensar,
Mesmo que não consiga entender ela,
Vejo a vida, tão colorida,
Um pouco mais escura
Ao ler Pessoa e ao ver o mundo
Sinto minha pessoa partindo sem rumo
As vezes como ele, queria ter a consciência de não ter consciência
As vezes olhar em terceira pessoa
Sinto enfim a dor de sonhar
A minha cabeça já pesa,
Não de peso, mas sim a consciência.
👁️ 51
Companhia de um Indesejável
Odeio a companhia,
Não sei se odeio a companhia dos outros
Ou a minha própria
Não posso escolher,
Não porque não quero,
Mas porque o "eu" da minha mente não tem vontade.
Mais uma vez fico estagnado, impedido pela própria cabeça.
Eu simplesmente odeio (O que quer que isso seja)
E não sei explicar a origem de onde isso veio.
Ele é o mesmo que me faz andar, ou simplesmente esperar o destino,
Destino que não sei se é escrito ou eu faço
Porém não me movo, ou eu não quero me mover,
Ele ainda me segue seguindo os meus passos,
Uma sombra, um vulto,
Não tenha local que ande
Que ela não esteja do meu lado.
Eu Odeio.
Não sei se odeio a companhia dos outros
Ou a minha própria
Não posso escolher,
Não porque não quero,
Mas porque o "eu" da minha mente não tem vontade.
Mais uma vez fico estagnado, impedido pela própria cabeça.
Eu simplesmente odeio (O que quer que isso seja)
E não sei explicar a origem de onde isso veio.
Ele é o mesmo que me faz andar, ou simplesmente esperar o destino,
Destino que não sei se é escrito ou eu faço
Porém não me movo, ou eu não quero me mover,
Ele ainda me segue seguindo os meus passos,
Uma sombra, um vulto,
Não tenha local que ande
Que ela não esteja do meu lado.
Eu Odeio.
👁️ 47
O Homem do Sobretudo Verde
Pisco e estou na cidade,
Não reconheço os prédios, casas ou paisagens,
Dentro do calor da casa falo com um homem
De um sobretudo verde, impecável,
Com um tom de voz simples e um tom
Tão, tão melancólico, diz o que penso,
O que sinto é exposto através de outro.
Perambulo nas largas ruas, desertas, não
Vejo ninguém, senão apenas minha sombra.
Transporto-me para o exterior de um velho galpão
Com enormes paredes de cor cinza,
Procuro ali, em meio ao mato, algo de que desconheço,
Nunca vi nem senti, mas eu quero achá-lo,
Então novamente ouço uma voz calma de tom melancólico e relaxante,
O senhor de sobretudo verde me chama para sentar ao lado dele,
De frente para uma varanda com vista à ponte, ele repete.
Diz aquilo que não tenho coragem de dizer, entretanto sinto e penso só para mim,
Sem ver o rosto dele eu continuo sentado lá, nunca vi esse desconhecido antes,
Porém o jeito que me conforta é indescritível.
Vivo, sonho, penso.
Espero um dia encontrá-lo de novo.
Não reconheço os prédios, casas ou paisagens,
Dentro do calor da casa falo com um homem
De um sobretudo verde, impecável,
Com um tom de voz simples e um tom
Tão, tão melancólico, diz o que penso,
O que sinto é exposto através de outro.
Perambulo nas largas ruas, desertas, não
Vejo ninguém, senão apenas minha sombra.
Transporto-me para o exterior de um velho galpão
Com enormes paredes de cor cinza,
Procuro ali, em meio ao mato, algo de que desconheço,
Nunca vi nem senti, mas eu quero achá-lo,
Então novamente ouço uma voz calma de tom melancólico e relaxante,
O senhor de sobretudo verde me chama para sentar ao lado dele,
De frente para uma varanda com vista à ponte, ele repete.
Diz aquilo que não tenho coragem de dizer, entretanto sinto e penso só para mim,
Sem ver o rosto dele eu continuo sentado lá, nunca vi esse desconhecido antes,
Porém o jeito que me conforta é indescritível.
Vivo, sonho, penso.
Espero um dia encontrá-lo de novo.
👁️ 55
O Silêncio I
Sozinho, no devaneio,
Permaneço calado,
Enquanto escuto a voz do silêncio.
Permaneço calado,
Enquanto escuto a voz do silêncio.
👁️ 48
Vejo o diabo a virar a esquina
Vejo o diabo a virar a esquina,
Com seus chifres e sua pele clara,
Veste um confortável terno,
Ou são trapos antigos de uma vida dolorosa,
A neblina o cobre,
Entretanto observo seus olhos humanos,
Observo sua pele vermelha,
Não sei se vejo verdades,
Ou se vejo apenas reflexos.
Com seus chifres e sua pele clara,
Veste um confortável terno,
Ou são trapos antigos de uma vida dolorosa,
A neblina o cobre,
Entretanto observo seus olhos humanos,
Observo sua pele vermelha,
Não sei se vejo verdades,
Ou se vejo apenas reflexos.
👁️ 46
O Sossego de um Estagnado
Vejo nuvens correndo,
Borrões de árvores,
Consigo sentir o vento através da grama verde
Que traz essa paz,
Tudo se move tão,
Tão depressa, mas não vejo nada a correr.
Pessoas, casas, plantas, animais, todos apressados pela vida,
Entretanto, ela não me afeta,
Sinto estagnado, conformado, (feliz?).
Igual a Reis, busco o sossego,
Talvez numa casa ao campo, perto de uma floresta, de um lago,
Com um grande quintal para que possa ver o tempo passar,
Com uma rede debaixo de alguma árvore para que posso ali, enfim, descansar,
Mesmo depois de não ter corrido na vida
Como o comboio corre entre as paisagens deste país.
Borrões de árvores,
Consigo sentir o vento através da grama verde
Que traz essa paz,
Tudo se move tão,
Tão depressa, mas não vejo nada a correr.
Pessoas, casas, plantas, animais, todos apressados pela vida,
Entretanto, ela não me afeta,
Sinto estagnado, conformado, (feliz?).
Igual a Reis, busco o sossego,
Talvez numa casa ao campo, perto de uma floresta, de um lago,
Com um grande quintal para que possa ver o tempo passar,
Com uma rede debaixo de alguma árvore para que posso ali, enfim, descansar,
Mesmo depois de não ter corrido na vida
Como o comboio corre entre as paisagens deste país.
👁️ 46
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