Vivendo o Só
luizmachado
Eu, em meio às pessoas,
carros, postes, parentes,
amigos, insetos ou pingos de chuva,
sinto o peso da solidão,
da não relação, da incoerência.
Me sinto no espaço, como Paulo,
o tempo todo à procura de mim.
Ainda não me acho, embora faça desse
o meu fim,
que vejo ao longe, se aproximar, mas não o enxergo,
não há desejo de pensar.
Não sou o mais religioso, nem espiritualista, muito menos ateu,
no entanto continuo as preces, pedindo ajuda no caminho,
com o intuito que eu caminhe até não sobrar as solas do meu sapato,
que um dia foram novas, sem experiência.
Me sinto só, divagando no mar profundo dos meus pensamentos.
Me sinto só, de forma única, de uma forma tão geral.
Não sinto, vivo o só.
carros, postes, parentes,
amigos, insetos ou pingos de chuva,
sinto o peso da solidão,
da não relação, da incoerência.
Me sinto no espaço, como Paulo,
o tempo todo à procura de mim.
Ainda não me acho, embora faça desse
o meu fim,
que vejo ao longe, se aproximar, mas não o enxergo,
não há desejo de pensar.
Não sou o mais religioso, nem espiritualista, muito menos ateu,
no entanto continuo as preces, pedindo ajuda no caminho,
com o intuito que eu caminhe até não sobrar as solas do meu sapato,
que um dia foram novas, sem experiência.
Me sinto só, divagando no mar profundo dos meus pensamentos.
Me sinto só, de forma única, de uma forma tão geral.
Não sinto, vivo o só.
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