O Homem do Sobretudo Verde
luizmachado
Pisco e estou na cidade,
Não reconheço os prédios, casas ou paisagens,
Dentro do calor da casa falo com um homem
De um sobretudo verde, impecável,
Com um tom de voz simples e um tom
Tão, tão melancólico, diz o que penso,
O que sinto é exposto através de outro.
Perambulo nas largas ruas, desertas, não
Vejo ninguém, senão apenas minha sombra.
Transporto-me para o exterior de um velho galpão
Com enormes paredes de cor cinza,
Procuro ali, em meio ao mato, algo de que desconheço,
Nunca vi nem senti, mas eu quero achá-lo,
Então novamente ouço uma voz calma de tom melancólico e relaxante,
O senhor de sobretudo verde me chama para sentar ao lado dele,
De frente para uma varanda com vista à ponte, ele repete.
Diz aquilo que não tenho coragem de dizer, entretanto sinto e penso só para mim,
Sem ver o rosto dele eu continuo sentado lá, nunca vi esse desconhecido antes,
Porém o jeito que me conforta é indescritível.
Vivo, sonho, penso.
Espero um dia encontrá-lo de novo.
Não reconheço os prédios, casas ou paisagens,
Dentro do calor da casa falo com um homem
De um sobretudo verde, impecável,
Com um tom de voz simples e um tom
Tão, tão melancólico, diz o que penso,
O que sinto é exposto através de outro.
Perambulo nas largas ruas, desertas, não
Vejo ninguém, senão apenas minha sombra.
Transporto-me para o exterior de um velho galpão
Com enormes paredes de cor cinza,
Procuro ali, em meio ao mato, algo de que desconheço,
Nunca vi nem senti, mas eu quero achá-lo,
Então novamente ouço uma voz calma de tom melancólico e relaxante,
O senhor de sobretudo verde me chama para sentar ao lado dele,
De frente para uma varanda com vista à ponte, ele repete.
Diz aquilo que não tenho coragem de dizer, entretanto sinto e penso só para mim,
Sem ver o rosto dele eu continuo sentado lá, nunca vi esse desconhecido antes,
Porém o jeito que me conforta é indescritível.
Vivo, sonho, penso.
Espero um dia encontrá-lo de novo.
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