Lista de Poemas

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Navalhas que o tempo mesmo concebe
De altiva manifestação frequente
Na veia do sentimento insolente
De indecisão quando não se recebe

Narcísico este véu que se percebe
Inebriado em medo recorrente
Na desprovida e vã linha de frente
Que anseia por sorvir o que não bebe

Há regresso em superficialidade
Há concorrer efêmero, insensato
Nos passos desta individualidade

Não cure, Amor, a fenda deste hiato
Pois neste vão carece alteridade
De quem vem do primeiro decanato
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Fidelidade

De tudo ao meu amor sou sempre atento
Antes, demais hoje, mais sempre um tanto
Em face do seu tão sublime encanto
Eu vivo a me encantar em pensamento

Não há de ser em vão cada momento
Quando em seu louvor espalhar meu canto
Vivendo o riso e apaziguando o pranto
Se há de pesar mais meu contentamento

Bastar desta afeição faz que eu te jure:
De amor terás o dom que nos revive
E o fim da solidão, paz de quem ama

E enfim digo deste amor que nos vive
Que, sim, seja imortal, posto que inflama
E, assim sendo, infinitamente dure.
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Soneto de Recompensa

Se então fosse atendida a minha prece
De novas emoções eu viveria
O teu lindo sorriso eu buscaria
E o tornaria meu se então pudesse.

E dessa experiência que enriquece
Tantos mais versos eu escreveria
Talvez até um beijo eu roubaria
Se a timidez não mais me contivesse.

Palavras vêm mais fácil que atitude
Quiçá por não haver intimidade
Ou mesmo um medo que nos tanto ilude.

Mas sei que há algo além da ansiedade
E, se surgir, que nunca mais se mude:
O alvorecer da reciprocidade.
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