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Navalhas que o tempo mesmo concebe
De altiva manifestação frequente
Na veia do sentimento insolente
De indecisão quando não se recebe

Narcísico este véu que se percebe
Inebriado em medo recorrente
Na desprovida e vã linha de frente
Que anseia por sorvir o que não bebe

Há regresso em superficialidade
Há concorrer efêmero, insensato
Nos passos desta individualidade

Não cure, Amor, a fenda deste hiato
Pois neste vão carece alteridade
De quem vem do primeiro decanato
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