Fidelidade
Luiz Augusto Puglisi
De tudo ao meu amor sou sempre atento
Antes, demais hoje, mais sempre um tanto
Em face do seu tão sublime encanto
Eu vivo a me encantar em pensamento
Não há de ser em vão cada momento
Quando em seu louvor espalhar meu canto
Vivendo o riso e apaziguando o pranto
Se há de pesar mais meu contentamento
Bastar desta afeição faz que eu te jure:
De amor terás o dom que nos revive
E o fim da solidão, paz de quem ama
E enfim digo deste amor que nos vive
Que, sim, seja imortal, posto que inflama
E, assim sendo, infinitamente dure.
Antes, demais hoje, mais sempre um tanto
Em face do seu tão sublime encanto
Eu vivo a me encantar em pensamento
Não há de ser em vão cada momento
Quando em seu louvor espalhar meu canto
Vivendo o riso e apaziguando o pranto
Se há de pesar mais meu contentamento
Bastar desta afeição faz que eu te jure:
De amor terás o dom que nos revive
E o fim da solidão, paz de quem ama
E enfim digo deste amor que nos vive
Que, sim, seja imortal, posto que inflama
E, assim sendo, infinitamente dure.
Comentários (2)
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Kleber
2021-01-20
Plágio, assim na boa?
jrunder
2021-01-14
SONETO DE FIDELIDADE De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinicius de Moraes
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